segunda-feira, 28 de setembro de 2009

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO



Este grande educador, demonstra a preocupação com o presente, pressupondo o futuro das pessoas que hoje estão estudando, nas mais variadas áreas, em que possuem a mesma metodologia de ensino, o que nos causa preocupação, visto que outras pessoas dependerão destes profissionais em curto prazo.







Conferencista: Prof. José Carlos Libâneo

Tema: Desafios da escola de hoje: educar para o pensar, o agir e o compartilhar.
Sinopse: O conferencista aborda com esse tema os seguintes assuntos: traços de um mundo em mudanças e como afetam a educação e o ensino. Propostas de um programa de atuação na escola. Mudanças necessárias na prática profissional dos professores.
Mini-curriculum: Doutor em Filosofia e História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pós-doutorado pela Universidade de Valladolid, Espanha. Atualmente é professor da Universidade Católica de Goiás, no Programa de Pós-Graduação em Educação. É autor de vários livros, entre eles: Didática e Pedagogia e Pedagogos para quê, ambos pela Editora Cortez, Organização e Gestão da Escola, pela Editora Alternativa de Goiânia. Escreveu 18 capítulos de livros e diversos artigos em revistas especializadas. Realiza pesquisas sobre temas de Teoria da Educação, Didática e Organização Escolar. Também ministra conferências em congressos e encontros de diversas instituições universitárias e secretarias de educação do país.
Fiz questão de citar a biografia deste grande professor, pois, é uma forma de demonstrar que hoje temos muitos filósofos, preocupados com este tema “Educação”, o qual vem sendo motivo de grandes palestrantes, mas poucos com o gabarito que este mestre possui, para desenvolver sua atividade de maneira simples, sem perder a eficiência ou o horizonte a que se destina.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MATEMÁTICA: ERA UMA VEZ

Retirado do Manual Pedagógico do Professor

1º e 2º Ciclos - autoras:

Fernanda Tirari
Izabel Cristina de A. G. Rodrigues
Neusa Maria M. Soares
Tânia Dias Queiroz

Editora: Didática Paulista.

PEQUENOS GESTOS

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano...Vejamos:
“A mais longa caminhada só é possível passo a passo...”
“O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...”
“Os milênios se sucedem, segundo a segundo...”
“As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...”
“A imponência do pinheiro e a beleza do Ipê começaram ambas na simplicidade da semente...”
“Não fosse a gota não haveria as chuvas...”
“O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos...”
“A mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...”
“As imensas dunas se compõe de minúsculos grãos de areia...”

Como já se refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias... É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à “Ave Maria”, de Bach, e à “Aleluia”, de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...
Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor, com que tanto sonhamos, só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia-a-dia...
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parte dele: esta parcela que chamamos de “eu”.
Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar!Sorria!!!

Autor: Fábio Azamor.


Ganhei este texto da Minha Professora de Didática Geral no I.E.E. Princesa Isabel (Professora: Márcia Lopes), uma professora de ótimas qualidades, que me causa saudade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

DESENVOLVER É UMA FORMA DE INCLUSÃO.



Esta empresa existe há alguns anos, sempre prestando serviços aos que desejam ser incluidos no mercado de trabalho, por isso não custa entrar em contato, ou indicar para aquela pessoa que você conhece, que possui ou convive com alguém que possui necessidades educacionais especiais. A inclusão é dever de todos nós.

Contamos com vocês.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Importância de Buscar a Aprendizagem.

Quando me deparo com um texto de magnitude, onde esta sendo debatido o Letramento a partir de seu significado, fico ainda mais convencido da importância da escola para a humanidade. Quantas pessoas diariamente enfrentam problemas simples como pegar um ônibus, de maneira muito mais complicada, por não saber ler. Muitas vezes pessoas analfabetas, prefere passar por míopes, para não dizerem o real problema na hora de ler uma placa, um cartaz, um endereço, tais pessoas agem como se estivessem na marginalidade, tentando esconder um problema que causa aflição, receio, rejeições dentre outros fatores, considerados desabonadores perante a realidade econômica do país. São pessoas que não conseguem um emprego digno, que dependem de outras para ler documentos, jurídicos, cartas, etc., que vivem com medo de serem enganadas, cada vez que surge um papel, o qual necessita sua assinatura, pode ser algo correto, mas também pode ser alguém lhes tirando o pouco que ainda lhes resta, neste mundo repleto de aproveitadores. Não adianta guiar-se por logotipos, por marcas, desenhos, números, etc., pois, em determinado momento estas pessoas têm de assinar algo e o desespero é percebido quase que automaticamente, a dor de não saber ler e nem escrever, apesar de falar e se fazer entender bem, quando deve passar para o papel, o mundo se torna pequeno.
Lembro de mim, parado defronte a um computador, apesar de saber ler e escrever, eu nunca havia digitado, tocado naquela máquina, fugia da mesma, de todas as formas, dizia pra todos que o computador era uma janela para o inferno, pois tudo que nele entrava, se tornava parte do mundo, não se podia guardar segredos dentro dele. Um dia a Receita Federal desenvolveu um programa para que as pessoas jurídicas utilizassem o computador para declararem seus rendimentos no imposto de renda, não tive escolha, ou eu encarava a fera, ou ficava fora do mercado, para minha sorte encontrei o curso certo e fiz 200 horas de informática, o que me tirou do analfabetismo digital. Vejam, que eu sabia ler e escrever, mas me senti analfabeto por não saber utilizar aquela máquina chamada computador, criando em meu subconsciente um monte de desculpas para não utilizar a tal máquina, bem como, também desculpas para que não notassem que eu não sabia como manuseá-la. Por várias vezes solicitei a pessoas, que digitassem por mim alguns documentos pois, não tinha tempo para digitá-los eu mesmo, eu tinha receio de cometer alguma gafe, como cometia quando sentava defronte a um computador e mexia no mouse sem saber onde estava clicando, tentando entender os símbolos que ali existiam, indo parar em páginas sem nenhuma utilidade, perdendo meu tempo, por não saber operar a tal máquina. Mas isto é passado, observe que como eu disse antes, eu era apenas analfabeto digital. Imagine agora os analfabetos da escrita e da leitura, quanta dificuldade para vencer seus desafios, e a vergonha que muitos sentem de não saber ler, nem escrever, vergonha que os leva a passar longe das escolas que ficam em seu caminho.
O governo federal vem criando mecanismos, formulas de atrair estas pessoas para dentro da sala de aula, o EJA, é uma dessas formula que está ai, mas infelizmente o índice de desistência é muito elevado, causando a impressão que as pessoas não estão tão interessadas em aprender, o que não é verdade, a falta de motivação começa, quando a pessoa observa que parte da escola fornece aulas para outra faixa etária, e que dentro destas, existem pessoas de seu convívio diário, novamente vem à vergonha de ser chamado de analfabeto e a coragem começa a dar margem para o medo, e olha que este é só um dos motivos.
Precisamos trazer estes homens e mulheres para dentro das salas de aula, de maneira mais discreta, oportunizando que a aprendizagem sem levá-los a nenhum tipo de constrangimento. Muitas vezes o fato de serem usados como forma de demonstrar um exemplo a ser seguido, os torna ainda mais desmotivado, pois, já estão traumatizados por uma sociedade cruel para com aqueles que atingiram uma certa idade sem antes conseguirem aprender a ler e a escrever uma frase se quer. Infelizmente nossos jovens não respeitam os mais velhos como deveriam, e quando tem chance os humilham implacavelmente, por mais que tentamos mudar isto em sala de aula. Isto é sentido todo o dia, quando um ônibus passa e não pára para o idoso prosseguir em sua viagem.
Sei que o texto a que me refiro, não tratou destes assuntos discriminatórios, mas fazer com que pessoas que não conseguem ler e escrever após uma certa idade voltar à escola, depende de atitudes mais drásticas com políticas de inclusão, bem mais inclusivas.
Sabemos que a escola é o berço do saber, os alunos que tem a oportunidade de aprender através de projetos pedagógicos, isto é, por meios didáticos apropriados, desenvolvem aprendizagem muito antes do que se espera, enquanto aqueles que não freqüentam a escola, possuem poderes limitados para o mercado de trabalho principalmente.
Tratar o próximo com respeito é dever de todos, respeitar o direito do próximo é obrigação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ESCREVENDO SOBRE O EJA

Foi criado com o intuito de trazer para dentro da sala de aula as pessoas em idade avançada para o ensino fundamental e médio. Oportunizando desta forma, que mais pessoas tivessem a chance a aprendizagem, com qualidade, por cursos oferecidos gratuitamente na rede pública de ensino. Não podemos esquecer, que pessoas com necessidades educacionais de aprendizagem, também estão incluídas no EJA, o qual possui um programa de inclusão muito bem elaborado, que visa auxiliar na eliminação das discriminações e, nesta medida, abrir espaço para outras modalidades mais amplas de liberdade, já que o acesso aos conhecimentos científicos e virtualiza uma conquista da racionalidade sobre poderes assentados no medo e na ignorância possibilitando o exercício do pensamento sob o influxo de uma ação sistemática. O saber aumenta a alto estima, e esta motiva aquele que buscou a aprendizagem, bem como ao outro que espelhado neste procurará a sua forma de melhorar sua qualidade de vida.


Os exames do EJA, só podem ser oferecidos por instituições credenciadas, que foram avaliadas em sua qualidade pelo poder público, conforme artigos da LDB. No caso de educação à distância, de acordo com o decreto nº 2.494/98, ambas amparadas no artigo 37 da Constituição Federal, o qual diz o seguinte:

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurando o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.


O credenciamento de instituições para ofertar EJA, presencial ou à distância, competência privada do poder público federal pode ser delegado aos outros poderes públicos, conforme artigo 12 do decreto nº 2.561/98. Pelas suas características, especialmente quanto à possibilidade de certificado formal de conclusão tanto do ensino fundamental como do ensino médio. Os cursos de EJA, na forma não presencial têm por obrigatoriedade, exames presenciais ao final do processo. As instituições onde serão realizados estes exames, devem ser credenciadas por meio do ato do poder público, o qual de acordo com o artigo 9 do decreto nº 2.494/98, divulgará, periodicamente, a relação das instituições credenciadas, recredenciadas e os cursos ou programas autorizados.

Já os certificados e diplomas de cursos à distância emitidos por instituições estrangeiras, mesmo quando realizados em cooperação com instituições sediadas no Brasil, deverão ser revalidados para gerarem efeitos legais, de acordo com as normas vigentes para o ensino presencial.

Baseado: No Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Básica
Assunto: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos
Relator Conselheiro: Carlos Roberto Jamil Cury.

Observa-se claramente o interesse do órgão público federal responsável, em primar pela qualidade de ensino, ao mesmo tempo em que cuida dos interesses e dos direitos dos alunos que freqüentam os cursos do EJA, sejam estes presenciais ou à distância, verificando as reais condições com as quais os jovens e adultos estarão aptos a receber seus certificados.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

LIBRAS - EU PRESENCIAEI INCLUSÃO

Ontem, 08 de setembro de 2009, a partir das 18 horas e trinta minutos, dentro de uma sala de aulas da E.M.E.F. Nossa Senhora Aparecida – Pólo do Curso de Pedagogia à distância da UFRGS, eu presenciei inclusão. Havia na sala uma professora surda ( Carolina Hessel Silveira), junto há sua interprete (Maria Cristina Viana Laguna), a professora surda não exclamou nenhuma sílaba foneticamente, mas se fez entender de uma maneira simples, contando com a atenção e colaboração de toda a turma. A língua de sinais foi utilizada e ensinada de maneira muito satisfatória pelo pouco tempo que estivemos juntos naquele espaço, comprovando que se temos interesse, conseguimos superar qualquer expectativa, afinal somos seres humanos inteligentes, capazes de nos aceitar e aceitar o outro, de tal forma que muitos se perguntavam, se a professora era deficiente auditiva ou não, e ela explicava que possuía uma língua (libras), portanto conseguia se comunicar, desta forma perante a sociedade ela era surda, mas não deficiente. Deficiente é aquele que não se aceita como é, negando a aprender, a tentar superar a deficiência por meios próprios, procurando meios alternativos para esconder a deficiência.

Foram horas de prazer, de enxergar uma luz no final do túnel, a professora não se fez incluir, ela foi incluída pela turma, que teve uma grande surpresa ao deparar-se com a aula apresentada. A simpatia, a simplicidade, a generosidade, tanto da professora, tanto da interprete, contagiou a todos, foi com certeza um dos momentos mais felizes de toda a minha vida. Há muito tempo tenho buscado verificar algo puro nos seres humanos que me rodeiam, afinal é tudo tão superficial, feito e procurado por interesses de tantas coisas, às vezes tão mesquinhas, mas que vão minando as pessoas, as deixando indiferentes, afastando-as umas das outras, o coração ficando em segundo plano e a razão prevalecendo, e a desculpa de que o dinheiro é tudo, pois, paga isso, nos proporciona aquilo, vem sempre em primeiro plano. Ontem isto não ocorreu, se tivesse um eletrocardiograma colocado em cada colega, o resultado do exame seria unânime, estávamos todos aprendendo e felizes, por estarmos falando a mesma língua e ouvindo o coração.

Participei de muita coisa em minha vida apesar da pouca idade, me dei o direito a percorrer e estar com pessoas de diversos lugares, de diferentes profissões, níveis culturais, classes sociais, em alguns outros momentos, mas em poucos infelizmente, presenciei algo tão maravilhoso, o sorriso franco, a honestidade de sentimento. Hoje acordei renovado, respirei o ar do saber, do querer bem, espero que isto aconteça mais vezes, que as pessoas assim como eu, se deixe contagiar pelo lado humano, que contagiem também seus alunos e demais colegas de profissão levando cada vez mais longe a mensagem de que precisamos e somos seres humanos antes de qualquer coisa.

Na realidade, de fato, não havia uma surda junto a nós ontem, mas sim uma professora, muito humanamente determinada a nos transmitir um pouco do grande conhecimento que possui sobre determinado assunto, não precisei de máquina fotográfica para gravar a imagem e a atitude de todos perante aqueles lindos minutos, pois que estavam adentrando através de meus sentidos, rumo ao meu coração.

A noite ficou ainda mais memoriável com a presença do Professor Silvestre e da Tutora e Professora Geny, nos convidando para a inauguração do Pólo de Porto Alegre na UFRGS, o qual conta com aproximadamente 150 computadores de última geração, de repente me dei conta que poderia estar cursando matemática, já que prestei vestibular para este curso e fui aprovado, mas, também sei que gosto de fazer as coisas com qualidade e acredito que não poderia fazê-lo desta forma cursando dois cursos distintos. Fico feliz em saber que a minha esposa Solange Almeida Martins, está fazendo o curso de artes Visuais (3º semestre), através da REGESD, na UFRGS, em Porto Alegre, coordenado pela Professora Umberlina, minha esposa é uma excelente professora de séries iniciais, será ainda melhor em sua especialidade em artes visuais, já que desenvolve trabalhos magníficos relacionados à arte. Por fim, estou tendo vários momentos de muita felicidade e agradeço a Deus por tudo isso, por ter colocado pessoas tão boas a meu lado.

Idéia para um projeto:

Podemos convidar pessoas surdas, preferencialmente as que utilizam a língua de libras, para palestrarem em escolas, principalmente na rede pública, como forma de comprovar cada vez mais aquilo que ficou demonstrado para muitos na aula de ontem, é possível sim

uma inclusão, com respeito, com entendimento, com objetividade, quando o respeito ao outro, deixa a parte pedagógica entrar em ação e a didática se transforma em algo prazeroso e produz uma aprendizagem com consistência. Para muitos que estavam ali, utilizar a língua de libras, foi como utilizar algo lúdico, usando esta ferramenta, conseguimos chegar à união do lúdico com o cognitivo, que junto ao fator motivação, ajudou a todos na aprendizagem adquirida.

Também podemos convidar outras pessoas com outras deficiências para fazer o mesmo, afinal existem várias instituições onde podemos procurar pessoas preparadas, para nos orientar de maneira correta sobre como proceder para facilitar ainda mais, a inclusão em nossas escolas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DIFERENÇAS NA FORMA DE APRENDIZAGEM

A diferença na maneira do ser humano aprender a falar, ler e escrever, está comprovada através da nossa própria aprendizagem, a qual ocorreu sem o uso de tecnologia avançada, como é o caso do computador utilizado hoje nas escolas. Também não tínhamos o celular com o qual enviamos torpedos, dentre outros tipos de mensagens, além de digitarmos números telefônicos e endereços em nossas agendas, diretamente nos aparelhos.
Estamos utilizando menos papel, bem como caneta e lápis, estamos ganhando tempo, carregando menos peso, tendo materiais importantes ao nosso alcance sempre que necessário, utilizando menos espaço para isto. A informatização digital esta ai, de todas as formas se faz presente, nos auxiliando na aprendizagem de nossos alunos. Para isto precisamos nos aprimorar cada vez mais, buscando mecanismos dentro deste vasto mundo de softwares diversos, para presentearmos nossos alunos com uma aprendizagem muito mais duradoura e menos monótona, com material de pesquisa muito mais eficaz e em tempo muito curto, não nos esquecendo da importância do diálogo e da afetividade, fatores que tornam as aulas ainda mais empolgantes e motivadoras.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

POR UMA HUMANIDADE MAIS UNIDA

Na aula presencial do dia 01 de setembro, resolvi colocar algo que estava preso em minha garganta para fora. Tive oportunidade para tanto, na aula de Didática, na dinâmica em grupo, utilizando uma vela, onde cada membro do grupo relatava suas marcas, e fiz meu desabafo.

Tenho observado já há muitos anos, que a mania de rotular a quase tudo e a quase todos, está causando um grande mal a nossa sociedade. Há pouco tempo atrás, quando queríamos falar algo relacionado a alguma descoberta importante da humanidade, dizíamos que o homem conseguiu tal feito, fosse na área que fosse. Quando perguntávamos do porque de dizer que o homem e não o ser humano realizou a obra, nos era explicado, que era apenas uma maneira de expressão, uma forma de ressaltar o homem, mas que valia para todos incluindo as mulheres – confesso que sempre achei esta expressão meio machista e contrária aos princípios de crescimento intelectual de todos os seres humanos.

Os anos foram passando, hoje falam dos direitos dos idosos, amparados em estatuto, dos direitos das mulheres, amparados na Lei Maria da Penha, nos direitos das crianças, amparados em estatuto, dos direitos dos afros descendentes, amparados por legislação, etc. Uma de minhas buscas e angustias, é saber quando o Ser Humano voltará a ser uma unidade, tendo os seus direitos respeitados, indiferentes ao sexo, a raça, a idade, as necessidades educacionais especiais, etc. Fala-se tanto em inclusão, mas através da criação de meios de direitos separatistas de certa forma, estão nos separando uns dos outros cada vez mais. Afinal o direito de um, não deve ser, o mesmo direito do outro? As leis, não devem ser, iguais para todos? Todos não devemos, respeito uns aos outros? Por que de tanta separação, de tanta rotulação?

Quando o Ser Humano voltar a se respeitar, e se tratar, como Ser Humano, o mundo terá muito menos Violência e muito mais Humanidade em seus dias.

O Ser Humano deve se respeitar, desde o primeiro segundo de vida, ainda dentro do útero materno, até a idade que alcançar em vida, bem como, após sua morte, seja da raça que for, com necessidades educacionais especiais ou não, do sexo que for, da nacionalidade que for, etc. As Leis devem punir a qualquer tipo de desrespeito considerado crime, com o mesmo rigor para todos, com igualdade de direitos e deveres, sem nenhuma distinção.

Não é porque alguns políticos acreditam que separando o povo, poderão com isso, garantir maior número de votos em suas urnas, que nós enquanto cidadãos temos de acatar e aceitar tudo que nos é oferecido, sem ao menos refletirmos sobre o que há por de trás de todos estes projetos. Caso não nos alertemos sobre o que está ocorrendo, corremos o risco de sofrer com catástrofes cada vez maiores, causadas por nossa ignorância dos fatos.

Quando elaborarmos nossos projetos junto a nossa comunidade escolar, devemos dizer que o mesmo deve abranger aos seres humanos portadores de necessidades especiais, ou não, aos seres humanos de tais faixas etárias, aos seres humanos pertencentes às séries tais, etc...

Acredito que a Unidade ajuda a Humanidade a demonstrar de maneira mais coesa o que realmente pretende alcançar através das ações a serem desenvolvidas em conjunto, causando um crescimento muito mais significativo em todos os aspectos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

RETORNO DE ALUNOS (AS), PROFESSORES (AS) E TUTORES (AS)

Fiquei muito feliz com a aula presencial do dia 25 de agosto, afinal estavam de volta o Professor Silvestre e a Tutora Geny. Senti por parte das colegas e do colega, a mesma alegria que trago comigo, acredito que poder contar novamente com a colaboração destes dois profissionais da educação, bem como, pessoas cativantes por sua maneira de ser, nos fará chegar ao nosso destino de maneira muito mais prazerosa e harmoniosa. Poder receber também a nova professora e tutoras auxiliares, foi muito bom, afinal precisamos de pessoas com vontade de ensinar e desprendimento para nos auxiliar quando necessário. De minha parte eu só tenho a agradecer.

Na primeira atividade da Disciplina relacionada à Didática, quando da leitura do texto, lembrei-me que infelizmente o que ocorreu com o aluno ali citado, é fato muito comum de acontecer em nossas escolas. Depende do professor deixar o aluno demonstrar suas vontades, sua forma de ver o mundo, seu jeito de ser, mesmo que pareça estranho às vezes, mas, se não agimos desta forma, como iremos conhecer os nossos alunos, suas dificuldades, seus anseios. É como se a cada vez que o jogador tocasse na bola, o técnico o parece para dizer: como gostaria que a jogada saísse, o jogo não aconteceria a contento, o jogador, não conseguiria demonstrar há que veio para o time, a torcida ficaria desapontada e ambos, técnico e jogador mais tarde seriam convidados a deixar o clube, por não haverem conseguido alcançar os resultados necessários.

Assim sendo, vamos deixar nossos alunos demonstrarem suas jogadas, vamos vê-los tabelar com seus colegas e materiais de ensino, para que no futuro, todos venhamos a conquistar as glórias de um trabalho realizado verdadeiramente em equipe, pois que, uma turma de alunos é uma equipe e nós temos o dever de orientar e não bloquear ou inibir o pensamento de nossos alunos. Pense nisso antes de pôr em prática o seu próximo plano de aula.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DR. JULIANO BUSETTI - BUSCAR APRIMORAMENTO - UM EXEMPLO A SER SEGUIDO.


A UFRGS, é uma das mais importantes instituições de ensino deste país, mas, não basta estudar em uma instituição deste nível, para demonstrarmos competência, para continuarmos em nossa jornada profissional. Assim sendo, quero compartilhar com vocês da alegria em saber que um jovem profissional da área da Odontologia, formado nesta universidade, sempre buscando aprimoramento profissional, está de partida para Londres (Inglaterra), com o propósito de fazer residência em implantodontia.
Ao lado, postei a correspondência que recebemos, eu e minha esposa, a qual é paciente deste brilhante jovem, de apenas 34 anos de idade, a caminho desta viagem em busca de mais aprendizado. Parabéns Dr. Juliano, ficaremos aqui torcendo, por mais esta conquista sua em prol de todos nós, pois, afinal todos sairemos ganhando com este seu grandioso feito. Fica a saudade, mas ela será recompensada quando de seu retorno.



sexta-feira, 31 de julho de 2009

AMOR DE MÃE

Eu já falo consigo
Eu sinto que me escuta
Lhe acaricio
Quando você me chuta

Me sinto cada dia mais completa
Mais mãe que mulher
É algo em mim que desperta
Estou ai pro que der e vier.

Eu me cuido
pra não lhe perder
Às vezes saio de mim, eu me assusto
Do jeito que eu amo você

Depois da dor
Minha maior recompensa
É este amor
O fim desta espera intensa

Não vejo a hora
De lhe ver abrir os olhos olhando pra mim
Ouvir você chorar
Lhe abraçar e amamentar com este amor sem fim

Estar por perto, quando gatinhar
Cada dia mais esperto
Logo vai querer falar
Vai me chamar de mãe, se fazer mais inqueto

Quero estar junto a você nos primeiros passos
Se acaso tropeçar
Lhe proteger envolvendo-o em meus braços
É tanto amor pra lhe dar

Contar histórias pra você dormir
Lhe colocar no berço mordendo as bochechinhas
Pra você sorrir
Dizer pra todos que parecem com as minhas

É assim que eu vou ser
Vou babar
Por você
Este é o meu jeito de amar

Vou lhe apresentar para o mundo
Pra que faça a sua história
Sei que vai andar por tudo
Comigo no peito e na memória

Saibas que sempre estarei aqui
Este é o meu jeito de ser
É pra sempre assim, nunca terá fim
Meu amor por você, só vai crescer e crescer

Por mais que você vá seguir sua trilha
Sempre haverá o que você completou
A nossa família
E vou lhe levar para onde eu for
Afinal veio pra mim e seu pai esta grande alegria

Presente de Deus, fruto de um grande amor.

Viu só, eu já falo consigo
Sinto que você me escuta...


Autor: (Marcos Schilling Martins)
Gostaria com esta poesia, que poderá vir a ser uma música, homenagear a futura mãe: Ivete Sangalo, afinal, sou um grande fã desta
cantora.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PROBLEMAS COM O COMPUTADOR.

No final do semestre, é normal que a internet dê problemas, principalmente aos que baixaram um dos filmes para assistir. Para que a Internet fique normal, cliquem em iniciar, todos os programas, acessórios, ferramentas do sistema, limpeza de disco, após realizar esta tarefa, iniciem o computador.

Caso o problema continue, clique em iniciar, todos os programas, acessórios, ferramentas do sistema, desfragmentador de Disco, analisar, caso seja necessário faça a desfragmentação, ela demora algum tempo, mas funciona muito nestes casos. Outro passo:

Clique em iniciar, painel de controle, adicionar ou remover programas, vai aparecer uma lista com todos os programas que o seu computador possui, verifique aqueles que você não utiliza, ou utiliza muito pouco, e se puder os remova, isto deixará o seu computador com mais espaço e mais rápido.

Problemas com a conexão:

Clique em iniciar, painel de controle, conexões de rede, configurar uma rede doméstica ou de pequena empresa (aparece no lado esquerdo em na parte em azul), avançar, avançar, avançar, outros (maneiras de conectar-se a Internet), não compartilhar documentos, arquivos ou impressora, concluir.

Nenhum deu certo:

Clic em iniciar, todos os programas, acessórios, ferramentas do sistema, restauração do sistema, criar um ponto de restauração (digite - conexão com a Internet), iniciar o computador mais cedo, escolha no calendário, uma data onde o computador funcionava muito bem, procure escolher uma posterior a instalação de um programa importante para você, caso contrário você perderá o mesmo, se isto ocorrer, procure baixá-lo novamente. Após, clique em ok! o computador se restaurará e reiniciará novamente, perguntando se deu certo à restauração, ou se você deseja fazer outra, você deve decidir o que fazer, de acordo com a funcionalidade do computador naquele momento.

Existem meios de realizarmos as mesmas tarefas, utilizando atalhos, mas neste caso, por tratar-se de melhora do sistema, eu não aconselho, pois, caso exista um vírus ele conseguirá se esconder, já no passo-a-passo, assim que você notar a presença dele, entre no Windows updat e adquira um software de proteção, o qual captura o vírus e melhora o seu computador.

Não podemos esquecer, que o computador é a nossa principal ferramenta de trabalho, por isso, volte e meia, é bom abrir o gabinete e verificar se há pó lá dentro, isto também ajuda em seu funcionamento, pegue um pincel - para pintura em tela - médio ou fino, e remova a sujeira que está sobre as placas, não use aspirador, pois, poderá danificar o mesmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

I MOSTRA DE TRABALHOS TÉCNICOS - SENAI NEY DAMASCENO

Ontem (25/06/2009), aconteceu a 1ª Mostra de Trabalhos Técnicos – SENAI NEY DAMASCENO. Esta Mostra visou demonstrar trabalhos dos alunos dos Cursos Técnicos em Mecânica, Eletrônica e Mecatrônica, teve início às 8h30 e terminou às 21h. Tive a honra de participar do evento, observei muitos trabalhos, todos muito bem elaborados e voltados para uso em locais diversos. Fiquei emocionado por poder de alguma forma participar deste evento, mesmo representando a minha empresa, não pude deixar de analisar o evento do ponto de vista da educação, afinal todos os participantes e concorrentes a premios no evento são alunos, ou já se formaram em curso fornecido pelo SENAI, o que fez com que a qualidade dos produtos ali demonstrados fosse excelente, dando total noção do que estava sendo pretendido pelos grupos que desenvolveram variados projetos. As explicações necessárias, eram fornecidas pelos autores, que demonstravam total ciência daquilo que se propuseram a fazer, desde produtos aparentemente simples da área da mecânica, até produtos mais complexos das áreas de eletrônica e mecatrônica, todos estão de parabéns pelas obras apresentadas.
Eu como inventor, que tive projeto registrado no INPI (Instituto Nacional de Produtos Industrializados), acredito que este órgão deveria estar mais presente em eventos desta natureza, bem como, ensinar aos alunos destes cursos técnicos a como registrar seus inventos, como forma de evitar plágios, ou ainda, dar uma chance aos inventores, de ter seu invento reconhecido no mercado, para possível produção em alta escala, proporcionando crescimento profissional e econômico a jovens inventores. Também acredito que empresas especializadas devam enviar profissionais das áreas relacionadas aos inventos, para que participem do jure ou seja ajudem a julgar os produtos ali demonstrados, pois, tenho certeza que alguns destes podem e devem ser aproveitados pelas indústrias, pois ajudam a diminuir gastos com energia, bem como, confeccionar peças com maior praticidade e desempenho, se não como foram desenvolvidos até aqui, mas alguns com muito pouco aprimoramento, já poderiam dar conta do recado. Isto traria uma maior motivação para os jovens que ali participaram desta mostra, bem como, para aqueles que por algum motivo se esquivaram desta tarefa, que é muito importante para demonstrar suas habilidades para empresas, onde poderão vir a prestarem seus serviços profissionais.
Esta foi à primeira mostra, de muitas que acontecerão com certeza, dignificando ainda mais os nossos jovens profissionais, através desta instituição de renome que é o SENAI, o qual me deixou profundamente emocionado perante tudo o que pude observar neste dia que jamais deixará de ser lembrado por mim, pela grandiosidade de poder cognitivo de seus brilhantes alunos, os quais com toda a certeza recebem orientação de um excelente grupo de docentes, pois, somente com orientação de grandes professores, seria possível realizar um evento tão exuberante como o que participei neste dia 25/06/2009, um dia realmente memorável.

Postei em anexo abaixo, cópia do documento, através do qual, os participantes no evento (espectadores), puderam eleger três projetos, para que fossem premiados, insisto em que em uma próxima oportunidade, além do público que compareça no local, sejam convidados profissionais de empresas, os quais desempenhem funções nas áreas técnicas para as quais se destinam os referidos projetos, com o propósito de se fazer maior justiça para com os participantes, que desta forma seriam julgados, não somente pela amizade, mas principalmente pela utilização dos projetos demonstrados tecnicamente falando.





quinta-feira, 18 de junho de 2009

Após a aula presencial.

Acredito que com o auxilio do professor e da tutora, consegui aprender sobre como me orientar para finalmente executar o mapa conceitual, o qual deverei utilizar no P.A. Não é fácil realizar a atividade, quando estamos à distância, mas as aulas presenciais são muito úteis e conseguimos aprender com mais qualidade através delas. Não quer dizer, que nas aulas virtuais, nós não aprendemos, mas, através deste curso, estou sentindo, que em certos momentos, é bom estarmos em contato mais próximo daqueles que estão nos ajudando nesta caminhada. Este curso é ótimo, pois, me possibilita experiências de forma única, consigo analisar melhor o que está ocorrendo em nossa rede pública de ensino, sem necessariamente precisar comparecer nas escolas desta rede, já que muitas colegas ministram suas aulas nas mesmas.

sábado, 13 de junho de 2009

REALIZANDO SONHOS

Nesta semana, lendo o jornal ZH do dia dez, fiquei feliz ao encontrar uma reportagem onde o colega e amigo Paulo Medeiros, vice-líder de minha turma do curso de Pedagogia, relata a sua trajetória até aqui, enfatizando a importância da modalidade de ensino a distância para todos aqueles que como nós, não temos tempo para comparecer às aulas presenciais. Também fiquei feliz, ao ler sobre a trajetória do Eduardo, que superou seus limites, cursando jornalismo, e está próximo de receber o seu certificado, ambas as reportagens são relacionadas a área do ensino, portanto resolvi postá-las em meu modesto portfólio, para que fiquem visíveis para um número ainda maior de pessoas, que valorizam o ser humano e buscam seu crescimento pessoal e profissional, mostrando que sonhar sempre vale a pena, concretizar este sonho também.





















































quarta-feira, 3 de junho de 2009

MINHA SINGELA HOMENAGEM PARA ALGUÉM, QUE ME AJUDOU A CHEGAR ATÉ AQUI.

Ontem (02/06/2009), em nossa aula presencial, comentei com algumas colegas de curso, que conheci o Dr. Roberto Chem, também comentei, que ele me ajudou a superar um momento difícil em minha vida, operando por quatro vezes a minha mão direita, a qual quase perdi após sofrer um atentado.

Desculpem-me as colegas, pois estávamos realizando um trabalho em grupo, o qual deveria ser concluído antes de começarem as apresentações, mas eu estava sem idéias, preocupado com o desfecho da história do trágico acidente no qual estava meu médico e amigo Roberto Chem, terminei por realizar parte da atividade, durante as apresentações, o que, não estava muito de acordo, mas só me dei por conta, quando estava vindo para casa, tamanha é a minha preocupação.

Escrevi para o seu filho, Eduardo Chem, este e-mail, no dia (01/06/09 as 23 horas), o qual quero compartilhar com vocês, pois, é a minha forma de homenagear, este Ser Humano, que me devolveu a vontade de viver, mostrando que se existem monstros, Deus também nos deu anjos para nos ajudar a superar os males causados pelos mesmos.


Estamos perplexos, apesar de procurarmos nos agarrar em toda a sorte de fé, pois, nada é impossível para Deus, sabemos que é muito difícil alguém sobreviver em uma tragédia como a ocorrida com este vôo.

Não sou da família, mas segundo o Doutor Roberto Chem, a família dele continuava em seus pacientes, por isso, Eduardo me sinto como se fosse. Nunca poderei pagar o que seu pai, junto a sua brilhante equipe, fizeram por mim, cheguei no hospital com febre, após ter visitado os Drs. Fransoze, Verzone e Deboni, cada um em seu local de trabalho, dentre eles uma clinica e dois hospitais, médicos que não me socorreram, mas que tinham alguma coisa em comum, todos foram alunos do grande médico Roberto Chem. Sabendo por estes, deste mestre, me assustava por sua importância na área da medicina, a demora por conseguir me consultar com ele, já que estava há dois meses com a mão em estado deplorável, mal cheirosa e eu com muita febre devido à infecção que provinha da mesma.

Não aguentando mais a dor, delirando, adentrei em um ônibus e fui encontrar com este grande médico na Santa Casa de Misericórdia em Porto alegre. A fila estava enorme, com certeza, mais de cinqüenta pessoas esperavam para serem atendidas por ele, uma moça morena, que trabalhava na recepção da triagem, vendo o meu estado febril, me conseguiu um lugar para que eu sentasse, quando a porta abria, eu via um monte de gente, do outro lado, sendo atendida, pela mesma equipe, e dizia pra Deus em pensamento, me trás ele aqui, pois eu não posso perder esta mão, preciso trabalhar. De repente a moça se aproximou de mim e disse, o Dr. Chem vai lhe atender, espera mais um pouco, ela nem terminou de falar, o médico saiu lá fora, veio em minha direção, pegou na minha mão machucada, cheia de ataduras, por cima de uma tala que depois fiquei sabendo estava totalmente mal posicionada, pos a mão na minha testa e disse, entra urgente lá dentro daquele corredor e vamos retirar estas ataduras da tua mão e providenciar uma lavagem, pois esta bem mal cheirosa. Após os componentes de a equipe retirarem as ataduras, ele novamente olhou para a minha mão e disse: Virginia (uma de suas alunas), o que você acha que devemos fazer com a mão deste paciente, ela respondeu: vamos mandá-lo para casa, para que execute exercícios físicos para que os dedos não fiquem atrofiados, e ele consiga mexer os membros novamente.

O Dr. Chem, arregalou os olhos e perguntou para mim, você está sentindo a sua mão, os seus dedos? Respondi que não, sentia apenas muita dor, aquele mau cheiro, a mão estava com pêlos cumpridos, os dedos estavam afinando, o Dr. Fransoze havia me dito que se não operasse rápido, perderia a mão, mas ele não tinha tempo para me operar.

O Dr. Roberto Chem, colocou a mão em meu ombro e disse: perdoa, por que eu dei aula a eles, mas eles ficaram ricos, não querem mais fazer a coisa difícil, pois, isto é muito complicado, para quem vê nesta profissão, apenas uma maneira de ganhar dinheiro. Dito isto, solicitou-me uma bateria de exames e marcou a minha operação para o mais rápido possível, colocando a Drª Virginia Pólvora como sua chefa de equipe, naquela operação, para que aprendesse um pouco mais sobre a arte de operar.

Eu senti naquele momento, que havia um mestre de verdade próximo a toda aquela gente, alguém em quem pudesse confiar, a pedido dele perdoei os outros médicos, os quais foram seus alunos.

Foram quatro operações, oito anos de tratamento, um dia disse a ele, doutor, a minha mão está excelente, não sei como lhe agradecer, ele me olhou nos olhos e disse: você já me agradeceu, seguindo todas as minhas recomendações, fazendo exatamente o que eu dizia para que fizesse, hoje eu posso pedir para tirar novas fotos de sua mão, pois sei que ela está noventa por cento melhor do que quando você chegou até mim, ele em sua humildade, nunca aceitava o cem por cento, pois, queria, que nem a cicatriz ficasse de lembrança.

Eu que havia pensado em fechar o meu comércio, consegui com a ajuda deste homem, me reerguer novamente, mais tarde, após conseguir segurar uma caneta como se deve, resolvi fazer um curso de informática, depois, cursei Magistério, hoje estou cursando Pedagogia na UFRGS, onde estou terminando o sexto semestre.

Da última vez que conversei com o Dr. Roberto Chem, você Eduardo, já estava ao lado dele na Santa Casa de Misericórdia, e eu comentei com o seu pai, o quanto vocês eram parecidos fisicamente, ele me olhou nos olhos e disse: este é o meu maior orgulho, vai seguir a minha profissão, é a minha certeza, de que tudo o que plantei de bom neste mundo, valeu a pena.

Eu, minha família e amigos, estamos rezando, para que, o nosso amigo seja encontrado com vida, junto a sua esposa e filha, pois, para Deus nada é impossível.

Sem mais para o momento, subscrevo-me com apreço:

Marcos Schilling Martins.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eu estou ajudando o meu meio ambiente?

Um dos temas mais comentados neste semestre, está sendo as alterações no clima mundial. Temos de uma vez por todas, de nos mobilizarmos diante deste problema, o qual está causando um grande mal a toda a humanidade terrestre, mas, como ajudar? Simples, você deve utilizar tanto o seu espaço na área da educação, tanto em outras áreas, bem como na vida pessoal, fazendo a partir de sua casa, uma reflexão, onde a pergunta principal deverá ser a seguinte?

Eu estou ajudando o meu meio ambiente?

Mas para responder esta pergunta, a qual parece tão simples, você deverá se perguntar outras, como por exemplo?

Será que eu poderia deixar o carro na garagem, e me locomover de ônibus?
Será que eu tenho feito a minha parte, ao sair de automóvel de casa, para percorrer uma pequena distância?
Será que eu divido o meu veículo com mais pessoas, fazendo rodízio entre nós, para utilizarmos os automóveis uns dos outros em conjunto, deixando sempre os demais automóveis na garagem?
Será que eu estou sendo um bom exemplo na escola, referente ao meio ambiente?
Na hora do banho, eu tenho economizado água?
Eu tenho economizado na hora de molhar o jardim, ou lavar o automóvel?
Eu estou orientando os meus alunos corretamente sobre este assunto?
Eu me sinto responsável de alguma forma, pelo que está acontecendo. Por quê?

E então já respondeu estas perguntas, caso você tenha observado, que não está agindo como deveria, lembre-se que nunca é tarde para mudar. Tudo o que fizermos para melhorar a qualidade de vida nossas e de nossos semelhantes, será sempre recompensado, pois, a natureza agradece. Se cada um fizer a sua parte, o mundo pode ser outro, ao menos na questão ambiental, isto significa: menos seca, menos inundação, menos alta nos preços do leite, da carne, dos hortifrutigranjeiros, das frutas, dos legumes, etc...

Só depende de nós, vamos fazer as nossas parte.

sábado, 23 de maio de 2009

INTELIGÊNCIA E IGNORÂNCIA

Na aula presencial passada, dia 19 de maio, ouvi dizer que o aluno, não demonstra sua inteligência, ao escrever de forma errada certos textos, bem como, quando age de forma desigual perante os colegas, ao formular suas respostas para determinadas perguntas. Sei que todos os alunos são inteligentes, todos podem superar suas dificuldades, mas também estou ciente, de que alguns professores, preferem culpar seus alunos, a, buscar no diálogo, saber onde se encontram as dificuldades de cada um, para ajudá-los a compreender melhor a disciplina para a qual, se propuseram a ministrar aulas. Não somos neurologistas, nem psicólogos, para tentarmos medir o grau de inteligência de cada aluno, mas podemos utilizar os planos de aula, também para buscar conhecer através das atividades desenvolvidas, o conhecimento sobre as dificuldades dos alunos, bem como a nossa em nos fazer entender perante aquele ou outro aluno.
Dizer que alunos com dificuldades, não são inteligentes (palavras ditas por professores), pode me levar a crer que muitos são ignorantes de seu próprio saber, e estão fugindo de uma responsabilidade, a qual os leva a um desafio maior do que o pretendido por suas limitações. Lógico que os alunos devem motivar o professor para poder adquirir uma boa aula, mas também é certo, que o professor tem de saber como conhecer seus alunos para tentar ajudá-los a compreender melhor as disicplinas por eles ministradas.

DEFICIÊNCIA FÍSICA, JÁ AJUDA SE NÃO SENTIR PENA.

Quando falamos em necessidades especiais relacionadas à aprendizagem, estamos citando as pessoas que não possuem boa coordenação motora, bem como aquelas que estão mentalmente atrasadas em relação a outras pessoas. Logicamente existem as pessoas fisicamente prejudicadas, são aquelas que nasceram sem algum membro, inferior, ou superior, bem como os que possuem, mas os mesmos são deformados, por algum motivo não realizam as tarefas como deveriam.
Geralmente, quando a pessoa possui alguma deficiência física, mas a inteligência se desenvolve normalmente, ela termina por encontrar um meio de adaptar-se aquela situação, vencendo os obstáculos conforme vão surgindo. Às vezes alguém os estimula a isto, como no exemplo que citei em outra postagem, quando o professor ajuda o aluno a alongar os dedos dos pés, para segurar o lápis com os mesmos, e assim escrever. Contam os historiadores, que o grande mestre chamado Aleijadinho, no fim de seus dias, amarrava suas ferramentas nos punhos de suas mãos, para realizar suas tarefas de artesão, era a maneira que ele havia encontrado para não se deixar abater perante a doença que o debilitava aos poucos. Isto ocorre com várias pessoas todos os dias, um exemplo clássico, uma pessoa enxerga bem, mas devido a um acidente, ou uma doença, fica cega, ela passa por um período de adaptação, mas depois aprende a utilizar seus outros sentidos, para substituir a maneira de ver o mundo a seu redor, sem deixar de entender a essência das coisas, utilizando recursos artificiais, como a bengala de cego, por exemplo, com a qual se guia através dos sons, e do sentido de tato, também o oufato e a audição ficam mais aguçados com o tempo, facilitando os deslocamentos por locais de grande ou pequeno fluxo de pessoas.
Seja qual for o caso, devemos manifestar no aluno à vontade de fazer as coisas por si mesmo, sempre pensando, que um dia ele terá de enfrentar seus problemas sozinho. Não devemos demonstrar pena, ou qualquer tipo de emoção, que vá contra o objetivo de incluir esta pessoa em nosso convívio, mesmo que suas dificuldades pareçam muito grandes perante nós e as demais pessoas. Temos de motivá-los a continuar lutando, buscando melhoria de sua qualidade de vida, até porque não se sabe o dia de amanhã, quem sabe se o problema deste ou daquele individuo, não vai ser resolvido, nada é impossível, mesmo quem perdeu algum membro, pode colocar uma prótese e adaptar-se perfeitamente a nova vida. O ser humano é capaz de realizar coisas que ninguém imagina, como pintar quadros utilizando os pés para segurar o pincel por exemplo, bem como, fazer o mesmo utilizando a boca para segurar o pincel. Nosso dever, é procurar incentivá-los a buscar vencer suas limitações. Muitas vezes, pessoas que não demonstram nenhuma deficiência física, ou mental, possuem maior dificuldade em relacionar-se com os demais, que estas, pois, o respeito, o carisma, a simpatia, a educação, são a melhor forma de inclusão, a falta destes elementos pode atrapalhar muito mais o entrosamento entre alguns seres humanos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

DIFERENÇAS ENTRE PESSOAS QUE NECESSITAM DE CUIDADOS ESPECIAIS, E PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE APRENDIZAGEM:

No meu estudo de caso, após ter recebido o relatório de uma aluna, a qual não se enquadrava na proposta da atividade, resolvi levar o estudo adiante assim mesmo, pois, esta seria uma grande chance, de explicar à algumas pessoas, a diferença entre pessoas que necessitam de cuidados especiais, devido a alguma doença, mas, conseguem se comunicar, compreender tudo o que está a sua volta, demonstrar conhecimento de maneira satisfatória, e aquelas com necessidades especiais de aprendizagem, que possuiem deficiências físicas, ou mentais, que causam certa dificuldade de relacionamento, ou de demonstrar aprendizagem, que atingem principalmente a coordenação motora e as habilidades cognitivas do individuo, tornando necessário, a utilização de artificios especiais, para levarmos o conhecimento a este aluno, o que deve ser iniciado sempre que possível, com a inclusão.
Desta forma convido a você, a acessar o link abaixo e verificar as diferenças entre o 1° estudo de caso, e o 2°, sobre o qual comecei a postar no dia de hoje.


http://marcossmartinsufrgs.pbworks.com/FrontPage

quarta-feira, 6 de maio de 2009

UMA SEMANA PARA SER PRESTIGIADA EM TODOS OS SENTIDOS


Através da Lei 1.264, prorrogada em 20 de agosto de 1998, ficou estabelecida a semana de 21 a 28 de agosto de cada ano, como sendo “Semana Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência”. Esta semana é muito importante, também o estado comemora a Semana Estadual da Pessoa Portadora de Deficiência, neste mesmo período, justamente para que todas as escolas, tanto estaduais, como municipais, possam homenagear os nossos deficientes de maneira conjunta. Homenagear o nosso deficiente, não significa que devamos ficar paparicando-os durante este período, mas sim, que nos unamos, pensando e executando maneiras de ajudá-los em seu bem estar diário, isto significa que podemos utilizar este espaço de tempo, para por em pratica aquela reforma na escola, a qual após ser executada, trará maior mobilidade ao cadeirante, aquela reforma no banheiro, que ajudará a apoiar aquela pessoa com problemas de equilíbrio, bem como o cadeirante, aquela poda de árvores que ajudará as pessoas com dificuldade visual, a não baterem com a cabeça, evitando ferimentos, em fim, uma série de projetos e medidas simples mas que podem e devem ser executadas, para ajudar nossos deficientes, tanto físicos tanto mentais. Para que isso ocorra, nós professores, devemos nos engajar nesta luta, fazendo de tudo para demonstrarmos que a inclusão sairá definitivamente da teoria, e tomará as ruas, as praças, os órgãos públicos e privados, em beneficio daqueles que necessitam.

Inclusão é isto, pensar naqueles que hoje estão necessitando de carinho, como se pensássemos em nós mesmos, então ao ver um deficiente faça a si mesmo uma pergunta básica :

E se fosse comigo?

Acredito que depois de se colocar mesmo que de maneira teórica na situação do outro, você começará a mudar sua atitude em relação ao seu próximo, afinal nenhum de nós está livre de sofrer alguma enfermidade, que nos vá deixar com alguma seqüela, portanto vamos respeitar e valorizar estas pessoas que vencem uma batalha por dia, para desempenhar funções que para nós são tão simples, como por exemplo, se locomover rumo a escola.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

(Convite)= A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ESTA SE TRANSFORMANDO NO GRANDE SALTO RUMO AO FUTURO DO PROGRESSO, NO BRASIL E NO MUNDO.

Desta vez, eu nem vou escrever muito, apenas quero convidá-los, a acessarem o link, clicando com o mouse, sobre o titulo deste pequeno texto (convite), para tomarem ciência do que, está ocorrendo, com a nossa educação à distância, nós temos muitos motivos para nos orgulharmos de fazer parte deste sistema de educação.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

NEM SEMPRE O QUE É BOM PARA UM, TAMBÉM SERÁ PARA O OUTRO, ALIMENTAÇÃO E APRENDIZAGEM ANDAM JUNTAS.

Uma história:

Existia em uma escola, uma criança que não gostava de comer a merenda, canjica com leite. Todos os dias era aquela luta, a criança olhava para o caneco e saia do refeitório nervosa, pois, não gostava da merenda, trocou-se à merenda por chocolate, mas nem assim adiantou. Isto refletia na sala de aula, pois, a criança estava visivelmente desnutrida para a idade e a altura. Um dia um professor, observando aquele aluno, resolveu verificar a sua ficha escolar, tratava-se de uma criança com um distúrbio mental, que por este motivo utilizava medicamentos, tais como fenobarbital (gardenal), e carbamazepina (tegretol), resolveu então o professor ler a bula dos medicamentos, e lá encontrou alguns efeitos colaterais, os quais os mesmos poderiam causar. Estes medicamentos possuem substâncias que com o tempo vão prejudicando o estomago, o intestino, os rins e o fígado das pessoas, para que isto não venha a acontecer, é importante que estas crianças tenham em suas refeições diárias, frutas tais como: mamão, abacaxi, abacate, melão, as quais ajudaram na digestão do medicamento, agindo como esponjas, as quais retiram o excesso de substancias que prejudicam o organismo deste aluno. De posse desta informação o professor, procurou a secretaria da escola, que junto com a coordenadora e a supervisora escolar, começaram a introduzir estes tipos de frutas na merenda, também foi comunicado aos pais do aluno, mais tarde a criança demonstrou, não só vontade de comer, bem como, seu rendimento escolar melhorou consideravelmente. Mas não são todos os alimentos considerados fortificantes, que são bons nestes casos, o leite principalmente deve ser diminuído em crianças com problemas estomacais, bem como qualquer tipo de alimento que venha a fermentar dentro do estomago, esta fermentação prejudica ainda mais a saúde do aluno. Por isso, é sempre bom conversarmos com a nutricionista, ou com um neurologista, para sabermos qual a alimentação mais saudável para fornecemos aos nossos alunos. Isto é uma forma de inclusão, a preocupação com o nosso semelhante.

Obs. Muitas vezes, as mães dos alunos que fazem uso deste tipo de medicamento, reduzem a sua quantidade, ou até mesmo param de ministrar os mesmos, após ocorrência de vomito ou outras efeitos colaterais dos mesmos. É importante convencer os pais, a procurar o médico, pois, parar de tomar medicamento controlado de uma hora para outra, é muito perigoso, pode levar a morte, bem como reduzir a quantidade, ou trocar o medicamento sem permissão de um especialista, também pode levar a morte. O bom é no caso de dúvida sobre o médico que está tratando da criança, solicitar que consulte com mais de um médico, bem como buscar informações sobre o médico que está cuidando da saúde da criança.
Nem sempre os efeitos colaterais aqui citados, estão descritos nas receitas, por isso é bom sempre consultar um médico ou um nutricionista levando dados para que analisem o comportamento alimentar do aluno.

INCLUSÃO - CHEGA DE PROCURAR CULPADOS

Na aula presencial de ontem, 28 de abril de 2009, muita coisa foi discutida, até porque buscamos através da formação de perguntas, chegarmos aos temas norteadores, os quais darão o rumo a ser seguido em um projeto de aprendizagem. Muitas colegas falaram sobre a inclusão, mas disseram das dificuldades para se trabalhar com estes alunos com necessidades especiais. Acredito que houve por parte de muitas pessoas, uma grande luta para que a inclusão ocorresse, mas o que motivou realmente os nossos governantes a colocarem nossas crianças com necessidades especiais nas escolas, foi à falta de dinheiro para custear escolas construídas apenas para esta parcela da população, e não uma real vontade em ajudar a sociedade a conviver com as diferenças. Digo isto, baseado em que, criaram a Lei, obrigaram pessoas a aceitarem as crianças com necessidades especiais nas escolas públicas, até então ditas apenas para crianças normais, mas não se preocuparam anteriormente a isto, de formar pessoas com capacidade para lidar com esta nova realidade. Digo isto, pois eu e minha família passamos por momentos tristes em creche do município de Gravataí, onde nosso filho, por possuir uma mancha no rosto, era mostrado aqueles que visitavam o local, como sendo uma aberração, e quando o mesmo se sentia ofendido, era obrigado a ficar de castigo atrás de uma porta na secretaria, o que certa vez durou quatro horas, e que só foi nos colocado a par, pelo sentimento de amor, demonstrado por uma das tias que foi reprimida ao tomar as dores de nosso filho. Devido a este fato, a minha esposa decidiu prestar concurso público, para trabalhar em creches, onde graças a Deus ela passou, e pode cuidar deste e de todos os nossos três filhos nas creches por onde passou.
Acredito que o governo agio mal ao deixar que crianças com necessidades especiais entrassem na escola dita normal, sem antes reformular a maneira como estava sendo conduzido o ambiente, nem mesmo adaptar a escola a estas crianças com necessidades, que muitas vezes comprometem o corpo, fisicamente falando. Faltou dialogo, faltou democracia, pensou-se no dinheiro, no voto, mas esqueceu-se de pensar na criança, e o que esta enfrentaria em uma comunidade escolar muitas vezes perversa e contra a inclusão, mas principalmente, mal preparada para lidar com ela. Muitos de nós sabemos que infelizmente, o cargo de professor, para muitos é apenas um trampolim, para uma carreira política, ou para trabalhar em serviço que não requer muito esforço, ao menos para aqueles que não querem ministrar as aulas como se deve, pois, aqueles com real vocação, fazem todos os dias um plano de aula novo, sentem prazer a cada novo desafio imposto, para estes, quanto maior for o grau de dificuldade em aprender demonstrado pelo aluno, maior será o prazer ao ver que ele superou suas barreiras. Desta forma, como a maioria ainda pensa apenas nos salários, existem muitas crianças sofrendo na escola, e muitos professores descontentes com os alunos que para eles “atrapalham o bom andamento da aula”.
Continuam procurando culpados, acabei de escrever sobre a culpa dos políticos, sobre a forma como tudo foi feito, de maneira desordenada, mas apesar de tudo isto, hoje contamos com universidades, cursos sendo ministrados para ajudar na relação com aos alunos especiais, temos uma ferramenta importantíssima, a Internet, que nos ajuda como ferramenta de pesquisa, onde podemos buscar conhecer um pouco, sobre os diversos tipos de deficiências, e desta forma tentarmos lidar com esta nova situação, fazendo sorrir alguém que nem isto conseguia. Sabemos que a batalha é árdua, ao menos para alguns, menos acostumados com a idéia, mas que de agora em diante, ao pensar em ser professor, terá de levar em conta, muito mais do que achar que aula, é mandar o aluno abrir um caderno na página tal e copiar, depois tentar decorar algo e pronto. Até porque muitas vezes os alunos não possuem as mãos, a visão, a audição, dentre outras necessidades especiais que trazem dentro de si. Mas precisam estar ali, é importante para o desenvolvimento destes, este contato, e não seremos nós, ditos normais, mas cheios de defeitos, que iremos deixá-los de fora. Tive alunos especiais em uma quarta série, dentre os quais um hiperativo, que tomava medicamentos, e não conseguia manter-se ligado naquilo que estava fazendo por muito tempo. Quando solicitei aos pais que comparecessem na escola, estes ficaram cheios de desconfiança, pois, o aluno em questão, já havia sido expulso de uma escola. Quando disse aos mesmos que também possuía um filho especial, que gostaria de dividir com eles aquela situação, mas que precisava da ajuda deles na continuação do que fosse ministrado em sala de aulas, vi olhos brilhando e até lagrimejando de emoção, e este sentimento de comprometimento da família, me motivou ainda mais a ajudar este aluno. Indiquei a eles o mesmo tratamento que fiz com meu filho, que também era disperso, o desenho e a pintura, incentivando o aluno a concentrar-se no que estava fazendo, procurando discipliná-lo para concentrar melhor sua mente naquilo que estava descobrindo junto ao professor. Também pedi a eles para que colocassem o aluno, em uma escola de futebol, para que ele adquirisse melhor equilíbrio, bem como queimasse um pouco de sua energia e se adaptasse ao convívio com mais jovens de sua idade. Parecia algo caro, mas a escola de futebol, era gratuita, a pintura era executada em pano de prato, papel de oficio, na maioria das vezes com tinta barata, o que não tinha preço, era ver a melhora no desenvolvimento do aluno, o seu rendimento em sala de aula, e isto me ajudou muito inclusive com os demais, que agora conseguiam brincar com o colega. Na aula de educação física, brincávamos de jogar futebol, dentre outras atividades, no inicio eu estava sempre presente, junto aos alunos, mas me senti realizado, ao poder ficar mais distante, observando que brincavam com respeito um pelo outro, não importando a altura, a idade, apenas o fato de serem colegas. Ditavam suas regras antes do jogo, com goleiro, sem goleiro, gol dentro da área, ou fora dela, etc..., mas sempre respeitando o que decidiram, foi tão inclusivo, que meninas jogaram com os meninos e não tivemos problemas com isto, muito pelo contrario, apenas aumentou a amizade junto a eles. Na sala de aula, os trabalhos em grupo também foram melhor confeccionados, os alunos começaram a valorizar as atitudes dos colegas, tanto no modo de falar, como no modo de agir em sala de aula, alguns faziam vaquinha, para comprar refrigerante, se reunindo em grupos no refeitório na hora da merenda, a agressividade encontrada quando assumi a turma sumiu, a partir deste trabalho de união e conscientização de que todos fazíamos parte de uma mesma equipe, e todos estávamos ali para vencer nossos desafios, eu já não era apenas o professor, mas o orientador destes alunos, por isso da vontade em voltar à sala de aula.

POR MAIS AÇÕES DEMOCRÁTICAS

Hoje, 29 de abril de 2009, pela manhã, consegui assistir ao programa da Ana Maria Braga na Globo, fique mais uma vez convencido de que não existe uma democracia no real contexto da palavra, ao saber pela voz da atriz Cristiane Torloni, que desde de 2006, ela juntamente a outros colegas de profissão, escreveram um manifesto a favor da Amazônia, ao qual foi juntado um abaixo assinado, que hoje conta com mais de 2.000.000, de assinaturas, das quais comprovadas a veracidade, com documentos de identidade, CPF, dentre outros, existem mais de 1.200.000, documento este que deve ser entregue ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva, mas que já faz oito meses, que estão se negando a receber a comissão responsável pela entrega do mesmo, incluída ai, a atriz Cristiane Torloni.
Resta-me depois disto, fazer aquela pergunta, que muitos às vezes se fazem, mas que, não conseguem encontrar a resposta: Onde está a Democracia? Lutar pela Amazônia, não é apenas lutar pelo nosso país, mas sim, defender a sobrevivência de todo o planeta. Há alguns anos, eu venho assistindo pessoas dizendo, que o verdadeiro pulmão do planeta, são os oceanos, pois deles provem a maior parte do oxigênio que respiramos, bem como as águas que bebemos. Quem diz uma coisa dessas, está na realidade tentando diminuir a importância de nossa floresta, para derrubar o que de mais importante existe em termos de pulmão do planeta, diversidade de espécies, animal e vegetal, dentre outros fatores, que estas pessoas não querem levar em consideração, pois, aprenderam a viver do agora, dando importância ao conforto imediato, sem se preocupar com as gerações futuras, agindo como predadores inescrupulosos, que visam apenas lucro, a quem eu chamo de (cupins).
Será que o presidente da república, não consegue em sua agenda 40 minutos, de seu precioso tempo, para receber pessoas tão engajadas nesta justa luta? São oito meses de espera, agora alguns componentes do Senado, estão solicitando, que tal documento e seu respectivo abaixo assinado, seja entregue aos Direitos Humanos. Esta é a importância que estão dando a nossa floresta, ao nosso bem mais precioso, mas quem disse que para nossos governantes, a Amazônia é o nosso bem mais precioso, lógico que não, pra eles, o bem mais precioso é o petróleo, orgulham-se em dizer que estamos sendo cotados como o terceiro produtor mundial, também o biodisel, isto é, o importante é movimentar carros e maquinas, se não conseguir progresso escavando, consegue-se devastando a vegetação, para plantar soja, ou outras formas de cultivo do qual se possa extrair, o tão valioso combustível. O oxigênio, a alimentação, a saúde, a educação, estão ficando em terceiro plano. Será que isto é democracia? O povo se une, mas não é ouvido, o povo é obrigado a votar em quem não conhece de fato, apenas por propagandas das campanhas eleitorais, se não vota, não pode participar em concurso público, tem de pagar uma multa, se não se justifica, em fim. Quando o povo vota, está elegendo aquele que na maioria das vezes, não sabe quem é, nem de onde surgiu, se a maioria da população votasse em branco, não adiantaria nada, pois quem obtivesse mais voto poderia assumir assim mesmo, se precaveram contra este tipo de protesto também, retiraram nossos direitos. Saiu à ditadura, e entrou a tirania, quem saiu do povo, fala bem dele, mas, hoje se mantém mais afastado.
Vivemos em uma época de contradições, onde os discursos, refletem aquilo que queremos ouvir, mas, a pratica esmaga nossas esperanças. Algumas atitudes parecem as ideais, estão fazendo propaganda de habitações a serem construídas para as classes mais baixas, com pagamento de R$ 50,00, por mês durante 10 anos, o resto do valor é custeado pelo governo. Quem já visitou o PAC, em Gravataí, pode ter a oportunidade de ver prédios novos, com rachaduras em sua estrutura, pessoas que antes moravam em barracos, e tinham medo das enchentes por morar em áreas de risco, hoje sofrem com o medo do desabamento. As ruas de acesso, foram tão mal compactadas, que com o transitar de veículos um pouco mais pesados (caminhões de mudança), já começam a demonstrar sua fragilidade, com asfalto trincado, já com sinais claros de erosão, como na abertura da continuação da Rua Central, na vila Planaltina, onde a vala que se formou do lado direito da rua, possui seis metros de extensão, por 0,50m de profundidade, o mesmo ocorrendo na entrada da nova ponte localizada na Avenida Nei Brito. Desta forma o que deveria nos deixar contentes, está se transformando em pesadelo, manobras utilizadas para eleger mais alguém que está na espreita, esperando a hora de ocupar a vaga, depois, o futuro a Deus pertence, não é mesmo. Eu participo do O.P. municipal, mas apesar de professor, trabalhei no saneamento básico de nosso município, prestando serviço para uma empresa dita de capital misto, mas que apenas um por cento é privado, o resto é da prefeitura, a qual doou suas maquinas para a tal empresa, para comprovar que possuía o capital necessário para começar a funcionar. Isto no ano de 2006, mais tarde em 2008, como forma de ganhar a eleição, falaram mal da tal empresa, pessoas do mesmo partido da situação, disseram que houve desvio de dinheiro, superfaturamento de obras, recebeu denúncias, gritaram que tal partido estava dividido em banda podre e banda boa, hoje passadas as eleições, os discursos são outros, afinal já se elegeram, já pegaram o nosso dinheiro, mas ninguém será punido, afinal o povo votou não é mesmo. Até eu com toda a minha experiência, quis acreditar que o que diziam era verdade, fui levado a participar da campanha, vi outras pessoas tendo o mesmo destino, me decepcionei, e estas também. Ontem na aula presencial, eu disse uma coisa que é verdadeira, se queremos ao menos saber um pouco do porque que esta ou aquela pessoa estão concorrendo, conhecendo-as um pouco mais, devemos começar a procurar no site do TJ. RS- www.tj.rs.gov.br, pois lá analisando o acompanhamento de processos por nomes dos envolvidos, poderemos descobrir um pouco ou muito da face de quem nos tenta enganar, com conversa de gente qualificada, lá talvez esteja nossa chance de conhecer quem é quem, até porque os processos que ali estão, na maioria das vezes não estão em segredo de justiça, portanto não é crime observá-los, por razões nobres, como conhecer as pessoas a quem teremos de pagar salários, dentre outros benefícios, sustentando familiares e assessores, não é mesmo?

Você deve estar se perguntando, ele começou escrevendo sobre a Amazônia, e agora escreve sobre o nosso município, o que tem haver uma coisa com a outra? Eu escrevi sobre democracia, e isto tem tudo haver.

Autor: Marcos Schilling Martins.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Educação A Distância



Revista VEJA de 15/04/2009
REPORTAGEM PUBLICADA NA VEJA DE 15/04/2009

Claudio de Moura Castro claudio&moura&castro@cmcastro.com.br
Embromação a distância?

"No seu conjunto, as avaliações não deixam
dúvidas: é possível aprender a distância"

Novidade incerta? Mais um conto do vigário? Ilustres filósofos e distinguidos educadores torcem o nariz para o ensino a distância (EAD).

Logo após a criação dos selos de correio, os novidadeiros correram a inventar um ensino por correspondência. Isso foi na Inglaterra, em meados do século XIX. No limiar do século XX, os Estados Unidos já ofereciam cursos superiores pelo correio. Na década de 30, três quartos dos engenheiros russos foram formados assim. Ou seja, novo não é.
Ilustração Atômica Studio


EAD significa que alunos e professores estão espacialmente separados – pelo menos boa parte do tempo. O modo como vão se comunicar as duas partes depende da tecnologia existente. No começo, era só por correio. Depois apareceu o rádio – com enorme eficácia e baixíssimo custo. Mais tarde veio a TV, área em que Brasil e México são líderes mundiais (com o Telecurso e a Telesecundaria). Com a internet, EAD vira e-learning, oferecendo, em tempo real, a possibilidade de ida e volta da comunicação. Na prática, a tecnologia nova se soma à velha, não a substitui: bons programas usam livros, o venerando correio, TV e internet. Quando possíveis, os encontros presenciais são altamente produtivos, como é o caso do nosso ensino superior que adota centros de recepção, com apoio de professores "ao vivo" para os alunos.

Há embromação, como seria esperado. Há apostilas digitalizadas vendidas como cursos de nomes pomposos. Mas e daí? Que área escapa dos vigaristas? Vemos no EAD até cuidados inexistentes no ensino presencial, como a exigência de provas presenciais e fiscalização dos postos de recepção organizada (nos cursos superiores).

Nos cursos curtos, não há esse problema. Mas, no caso dos longos, o calcanhar de aquiles do EAD é a dificuldade de manter a motivação dos alunos. Evitar o abandono é uma luta ingente. Na prática, exige pessoas mais maduras e mais disciplinadas, pois são quatro anos estudando sozinhas. As telessalas, que reúnem os alunos com um monitor, têm o papel fundamental de criar um grupo solidário e dar ritmo aos estudos. E, se o patrão paga a conta, cai a deserção, pois abandonar o curso atrapalha a carreira. Também estimula a persistência se o diploma abre portas para empregos e traz benefícios tangíveis – o que explica o sucesso do Telecurso.

Mas falta perguntar: funciona? Prestam os resultados? Felizmente, houve muita avaliação. Vejamos dois exemplos bem diferentes. Na década de 70, com Lúcia Guaranys, avaliei os típicos cursos de radiotécnico e outros, anunciados nas mídias populares. Para os que conseguiam se graduar, os resultados eram espetaculares. Em média, os alunos levavam menos de um ano para recuperar os gastos com o curso. Em um mestrado de engenharia elétrica de Stanford, foi feito um vídeo que era, em seguida, apresentado para engenheiros da HP. Uma pesquisa mostrou que, no final do curso, os engenheiros da HP tiravam notas melhores do que os alunos presenciais. Os efeitos do Telecurso são também muito sólidos.

Para os que se escandalizam com a qualidade do nosso ensino superior, sua versão EAD é ainda mais nefanda. Contudo, o Enade (o novo Provão) trouxe novidades interessantes. Em metade dos cursos avaliados, os programas a distância mostram resultados melhores do que os presenciais! Por quê? Sabe-se que a aprendizagem "ativa" (em que o aluno lê, escreve, busca, responde) é superior à "passiva" (em que o aluno apenas ouve o professor). Na prática, em boa parte das nossas faculdades, estudar é apenas passar vinte horas por semana ouvindo o professor ou cochilando. Mas isso não é possível no EAD. Para preencher o tempo legalmente estipulado, o aluno tem de ler, fazer exercícios, buscar informações etc. Portanto, mesmo nos cursos sem maiores distinções, o EAD acaba sendo uma aprendizagem interativa, com todas as vantagens que decorrem daí.

No seu conjunto, as avaliações não deixam dúvidas: é possível aprender a distância. Cada vez mais, o presencial se combina com segmentos a distância, com o uso da internet, e-learning, vídeos do tipo YouTube e até com o prosaico celular. A educação presencial bolorenta está sendo ameaçada pelas múltiplas combinações do presencial com tecnologia e distância.


Claudio de Moura Castro é economista





Certifica.com

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Constatação dos pensamentos dos jovens sobre o racismo (Racismo - algo que nunca deveria se quer ter existido).

Após realizar a atividade relativa ao Mosaico Étnico-Racial, constatei coisas muito importantes, que passo a descrever abaixo:


OS NOSSOS JOVENS, POSSUEM UMA POSTURA CRÍTICA, SOBRE A PALAVRA PRECONCEITO.



Lendo frases escritas ao lado de alguns trabalhos, constatei que cada vez mais, os nossos jovens estão se posicionando contrários ao racismo. Isto vem de encontro ao acompanhamento dos meios de comunicação, bem como, aos livros aplicados em sala de aula, a metodologia desenvolvida por professores durante anos privilegiando trazer o conhecimento ao aluno sobre a sua árvore genealógica. Isto muitas vezes é conseguido através da linha do tempo, onde além do professor conhecer o aluno individualmente, o próprio aluno passa a conhecer-se melhor, comprovando na maioria dos casos, que possui antepassados de raças diferentes. A miscigenação de raças no Brasil e em vários paises do mundo é uma constante, hoje existem mais habitantes resultantes de mais raças, do que oriundos de uma única. Por isso, cada dia mais pessoas se convencem de que o importante é o ser humano, seu caráter, seus costumes, sua cultura, com respeito perante todos, pois a raça, fica como mero complemento genético, que nos enriquece ainda mais. Autor do Texto: Marcos Schilling Martins.

domingo, 5 de abril de 2009

O que é ser branco? (Canção).

O que é ser branco?

Como é ser um branco?
Como será ser assim?
A cor no entanto
nunca fez diferença pra mim .
Se num mundo branco,
nada tem muita cor
Talvez seja o fim, descobrir que o preto
também é de amor.


Branco ou negro,
não importa mais
Branco com sangue negro,
Ou vice versa,
A união traz a paz.
Quantos iguais a mim,
todos iguais
Lembrando agora que a cor
não importa mais,
Ela nunca importou,
somos todos iguais.
O amor vence tudo,
o amor leva a paz.

Guerras de preconceito
Sem sentido ou razão
Lutas de qualquer jeito
Pra dominar uma situação.

Devemos, acabar com isso
Exaltar o ser humano,
O importante é estarmos conciso
A igualdade não pode ser somente um plano

Tem de existir dentro de nós,
Tão grande quando o oceano
É o amor que junto constrói
Somos todos humanos
Unidos no sangue, na mesma voz.

Chega de guerras, de preconceito
Sem sentido ou razão
Chega de lutas. de qualquer jeito
Vamos encarar esta situação.

Genocídios, perversidade,
Seres humanos
Sem humanidade
Assassinatos e crueldades,
Monstros de fato
Vivendo da atrocidade.
Que vergonha, dizer existir razão
Ser covarde
e matar um irmão.



Branco ou negro,
não importa mais
Branco com sangue negro,
Ou vice versa,
união que traz a paz.
O amor faz a festa
Quantos iguais a mim,
todos iguais
Lembrando agora que a cor
não importa mais,
Ela nunca importou,
Somos todos iguais.
O amor vence tudo,
O amor leva a paz.


Letra: marcos Schiling Martins.
Esperando a conclusão da música.

sábado, 28 de março de 2009

UMA HISTÓRIA QUE NOS FAZ PENSAR, SOBRE A REAL DEFICIÊNCIA:

Assistindo o vídeo onde uma pessoa dita normal, não conseguia comunicar-se, ou entender ao certo o que ocorria no mundo das pessoas especiais, lembrei-me de uma história, que um amigo me contou há muitos anos.

Havia em uma sala de aula, com seus 25 ou trinta alunos fisicamente normais, um aluno, que não possuía os braços, que havia se apresentado para o seu primeiro dia de aula. O professor defronte aos alunos, discutia sobre determinado assunto com a turma, pedindo para que escrevessem sobre o que estavam entendendo, para que mais tarde pudessem dialogar sobre as conclusões de cada um.
Passou naquele exato momento, o supervisor da escola, pela porta da sala de aula, e ficou paralisado com a atitude do professor, interrompendo a aula, para falar com ele em particular.
Supervisor: conheço o professor há anos, mas confesso que estou surpreso com a sua atitude, pedir para que todos escrevam sobre o que estão entendo, você sabe que isso é impossível, visto que um dos seus alunos não possui os braços, como irá escrever. O que você está fazendo, que ainda não pediu, para que um colega o ajude, será que vou tê-lo de chamar de ignorante?
Professor: ignorante eu seria, se pedisse para alguém ajudá-lo, escrevendo as palavras por ele, afinal, em breve ele irá passar para outra turma, outra fase de sua vida, será que ele irá querer transformar-se em um pedinte, dependendo dos outros? Eu, estou apenas esperando o momento que ele demonstrará, como pretende segurar os equipamentos necessários para escrever, para daí então fazer o possível para que ele seja auto suficiente o bastante, para não depender de ninguém.
O aluno, demonstrou ter vontade de segurar o lápis com a boca, mas o mesmo escapava muito, e ele não conseguia firmá-lo direito, até porque a ponta quebrava e ele não conseguia apontar. Assim sendo optou por segurá-lo entre os dedos do pé esquerdo. O professor, verificando o interesse do aluno em escrever, resolveu ajudá-lo a desenvolver suas habilidades utilizando os pés, coisa que nem em casa haviam ensinado a ele. Dias depois, o supervisor encontra professor e aluno depois do horário de aula, o professor estava ensinando ao aluno como alongar seus pés, para colocá-los sobre a mesa, para poder escrever, demorou alguns dias, mas as tentativas deram resultado.
Um dia os pais do aluno, procuraram o supervisor na secretaria, queriam agradecer ao professor, que estava ensinando seu filho a comer, bem como desenvolver outras atividades relacionadas à higiene sozinho, ou seja ele estava sendo preparado para a vida.
Muito tempo depois, este aluno, formou-se em direito.
Mas, e se ele não tivesse encontrado um professor que o auxiliasse,alguém que lhe fizesse tentar e tentar, até porque ele era canhoto, não conseguia firmar o lápis no pé direito, e o professor ficou o tempo todo tentando, ajudando-o a fazer o que parecia impossível, será que ele conseguiria vencer as barreiras, se esta pessoa não estivesse com ele? Temos de promover a independência das pessoas, o individuo, tem de caminhar pelos seus passos, sempre que possível.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A aprendizagem ocorre de todas as maneiras, inclusive da forma que menos se espera:

Ontem, 24 de março de 2009, nós tivemos a nossa segunda aula presencial, eu ainda me lembro da primeira, onde me neguei de algum modo a escrever sobre algo que me causou alegria e tristeza. Quando se sente bem, por ver que alguém nos entende, e luta por nós, fica difícil, aceitar a partida deste alguém, mesmo que seja para algo ainda melhor. Tornou-se mais fácil, quando eu me convenci, de que a pessoa não estava partindo de fato, pois, continuaria prestando seus serviços a favor da melhoria da qualidade do ensino a distância, e conseqüentemente de uma parcela razoável de alunos que estão em escolas públicas, contando com o aprimoramento de seus professores, para melhorarem ainda mais sua qualidade de ensino, bem como, sua qualidade de vida.
Fiquei me cobrando nesta semana: Por que você não escreve algo em seu portfolio? Por que desta recusa? Você que sempre diz, que não passou por tantas coisas em sua vida, mas sim, vivenciou vários momentos, os quais lhe deram experiência para saber se sobressair em situações tão difíceis. Encontrei a resposta para meu desleixo, nesta segunda aula, assistindo e tendo o privilégio de conversar com as professoras de filosofia, e depois, assistindo a aula sobre os afros descendentes e os indígenas. Ao segurar o espelho, junto a minhas colegas,e ao tutor Renato, me deparei com a minha semelhança entre eu e meu pai, mas meu pai, internamente não tinha algo que eu estava tendo desde a primeira aula, um pouco de egoísmo, justo eu que em vários momentos de minha vida, reparti o que de bom havia adquirido, por algum motivo estava negando de certo modo, inconscientemente, o direito de outras pessoas obterem acesso ao conhecimento através da figura de um grande mestre. Analisar os outros, é muito fácil, difícil é analisar-se a si mesmo, tentar mesmo que por alguns instantes dialogar com o seu interior, procurando dentro do seu pouco conhecimento, respostas para algumas ações, as quais podem ser revistas. Sempre é tempo para utilizarmos um espelho, mesmo que nossos olhos se neguem a virar-se para dentro.
Quem são os seres que falam de raças, de defeitos físicos, de beleza ou de feiúra, se não conseguem olhar para dentro de si mesmos e verificar que existem coisas muito mais feias. Ver a verdade estampada em um espelho, causa dor, medo até, pois por muitas vezes aquele lado obscuro, pode vir à luz, revelando pensamentos de uma pessoa, que não condizem com a realidade do ser que os pensou, mas, que veem a tona, para que este veja, que ninguém é perfeito, todos precisamos nos deparar conosco mesmos, buscando filosoficamente entender a nossa história como indivíduos, não nos poupando de nada, para deste momento em diante lavarmos a nossa alma, mostrando o que há de melhor em cada um de nós, a ansiedade em aprender, em melhorar, em ajudarmos aos outros, em buscar no grupo a unidade, para construirmos juntos um amanhã melhor para todos. Sei que não preciso citar nomes, sei também que não devo ser o único a ter agido desta forma, levado pela emoção, mas sei, e adquiri este conhecimento através dos momentos vivenciados que tive, que isto faz parte da biologia humana, mas que sempre é bom tentarmos ver as coisas por todas as suas faces, para através da argumentação, chegarmos à conclusão de que tudo tem razão de ser, e geralmente o que acontece de bom, para aquele que pratica o bem, é para o bem de todos, pois, todos ficamos mais fortes através de quem foi promovido.
A violência nas escolas, as tragédias que assolam a humanidade, as histórias, os mitos, as lendas, as crenças, os enigmas, os problemas que surgem a nossa volta durante os momentos de nossa vida, tudo deve servir, para nos mostrar onde devemos mudar, ou o que devemos preservar para que a vida melhore neste nosso mundo tão rico, mas tão pobre.

domingo, 14 de dezembro de 2008

AGRADECIMENTO E VOTOS.

Olá colegas, tutores, professores e demais pessoas ligadas ao curso de Pedagogia a Distancia Ministrado pela UFRGS, através do ROODA. Quero agradecer a todos por tudo de bom que aconteceu neste ano que se encerra, tive muitas dificuldades, quem não as teve não é mesmo? Mas graças a Deus e a vocês, cheguei ao final desta etapa e me sinto muito orgulhoso em poder dividir com cada amigo (a), que me ajudou em mais esta vitória. Muito obrigado! Espero poder retribuir com a mesma dedicação que tiveram comigo, neste novo ano, no qual estamos prontos para adentrar. Afinal já há algum tempo deixamos de sermos apenas freqüentadores de um curso, para nos transformarmos nesta imensa família, que é o PEAD, assim sendo, de irmão para irmãs e irmãos (mais que amigos e colegas), quero desejar a todos “UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE MUITAS REALIZAÇÕES PESSOAIS E PROFISSIONAIS, COM MUITA SAÚDE, PAZ E TRANQUILIDADE”.

São os sinceros votos do aluno:

Marcos Schilling Martins.