segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

AGRADECIMENTOS:

Como é bom sabermos que existem pessoas ao nosso lado, que nos auxiliam quando necessitamos, que nos acolhem, que não nos deixam sentir sozinhos, como é bom ter a quem agradecer, pois: Quem tem pessoas para agradecer tem Amigos (as) de fato e de mérito. Por isso, enquanto viver, jamais poderei deixar de me sentir grato a Deus, a Minha Esposa e Filhos que me apoiaram em minha escolha, a instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Reitor Dr. Carlos Alexandre Netto e Vice-reitor: Dr. Rui Vicente Oppermann, ao excelente corpo docente, as Coordenadoras do Curso Drª Rosane Aragon de Nevado e Drª Marie Jane Soares Carvalho, o Prof. MS. Silvestre Novak nosso Paraninfo, a Prof. Drª. Luciane Magalhães Corte Real, o Prof. Dr. Eliseu Berni Reategui, a Tutora Prof. Geny Schwartz da Silva, ao Tutor Renato Avellar e a Tutora Deisy Schneider, a Gerente do Pólo de Gravataí Prof. Vera Caletti, a todas (os) as (os) colegas, destacando aos líderes de turma: Paulo Assis Costa Medeiros e Maria Pinto Bitelle, a Comissão de Formatura, a Instituição E.M.E.E. Cebolinha em especial sua Diretora Prof. Elaine Teresinha Bernardes da Silva, a Vice-diretora Marinês Pauletto e todo o seu corpo docente, funcionários e profissionais de apoio, a todos os alunos com os quais aprendi muito, enquanto construíamos juntos o conhecimento quando da realização de meu estágio, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) – Gravataí, em especial a Presidente Josefa Maria Winckiewicz Lopes que sempre me convida a continuar fazendo parte de seu Conselho, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) - Gravataí, a E.M.E.F. Nossa Senhora Aparecida, a Fundação da Brigada Militar (FBM), a E.E.E.M. Padre Nunes – Gravataí, ao Instituto Estadual de Educação Princesa Isabel – Cachoeirinha, aos demais Familiares e Amigos, que me entenderam e ajudaram de alguma forma na realização deste sonho.

sábado, 22 de janeiro de 2011

MINHA FORMATURA.



Um momento mágico, único, marcante, eterno, somente assim, posso descrever a minha formatura. Ver amigos e colegas juntos em um mesmo espaço esperando a mesma coisa, conseguida com muita luta e sacrifícios diversos. Anos e anos de uma busca incessante pelo conhecimento, chegando à conclusão que aprendi a melhor forma de conquistá-lo, pois que este é ilimitável, temos de buscá-lo a cada dia, alias ele não é conquistado, é construído, degustado, conceitualizado, filtrado, pesquisado, compartilhado, discutido, argumentado, a partir de simples perguntas, questões que surgem em nossas vidas diariamente. Uma das principais virtudes que devemos ter é a humildade, pois com esta conseguiremos adquirir cada vez mais conhecimento e aprendizagem. Com humildade, respeito, afeto, ética e moral, conseguiremos nos aproximar cada vez mais da linha da construção de um conhecimento duradouro, o qual nos fará sentir cada vez mais o sabor da vitória ao transpormos os obstáculos que surgirem em nosso caminho. A perseverança e a fé, também devem fazer parte de nossa jornada, pois sem estas duas armas poderosas, não teremos forças para continuarmos nessa caminhada em busca de um mundo melhor para nós e para todos aqueles que nos cercam.
Obrigado a todos aqueles que acreditaram no meu potencial e me ajudaram de alguma forma a chegar até aqui, bem como a prosseguir agora rumo ao pós que se aproxima. Para aqueles que por algum motivo não acreditavam que isso fosse possível, olhem para dentro de si mesmos e reflitam sobre as suas vidas, mas, não desanimem, vão a busca dos seus sonhos, pois eu sempre estarei torcendo pela vitória de vocês, não subestimem os outros a partir de si próprios, pois, todos temos as mesmas condições, todos somos capazes, desde que acreditemos primeiramente em nós mesmos, afinal como confiar em alguém se não confiarmos em nós mesmos. Que Deus continue abençoando a todos nós.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um breve pensamento

A educação nos mostra que existem pontos, os quais evoluiram com o passar dos tempos. O ser humano instigado pelos seus "limites" vai em busca de respostas as suas perguntas, ou seja.
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".( Paulo Freire )

Assim é o professor atualmente, sempre buscando, através de suas pesquisas maneiras pelo qual possa trazer ao seu aluno um mundo cheio de encantos, conquistas, batalhas e vitórias, onde ele possa interagir adentrando neste mundo de cultura e socialização. Esta busca renova o pensamento de trazer o conhecimento para que muitos se apropriem de muitos ensinamentos e que possam fazer do seu futuro um tempo mais humano e sem desigualdades, onde todos possam compartilhar de conhecimetos e técnicas múltiplas. Isto reverte-se em crescimento de um pensamento evolutivo, sempre indo em busca de uma melhor maneira de viver a vida.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

RAZÕES PARA ESPERANÇA DE UMA INCLUSÃO PLENA.


Ao ler reportagens trazidas no Jornal Correio de Gravataí de hoje, fiquei feliz, é o que estava procurando para ver que tudo está valendo a pena. Ao longo dos anos, tendo de justificar a presença de alunos com necessidades especiais em escolas onde meus filhos estudavam, sofrendo cada vez que ouvia um não, ou quando via que pessoas ditas normais haviam deixado uma criança em local próprio para o ensino, de castigo atrás de uma porta por mais de horas, dentre outras coisas que presenciei. Hoje vejo que existem pessoas buscando a qualificação, com vontade, com respeito, com gosto pela educação, com gosto pelo ser humano. Estou feliz por ser colega destas pessoas no curso que estão fazendo, gostaria que outras tantas seguissem este exemplo e também começassem a agir da mesma forma. Se a vida é complicada para nós ditos normais, imagine para estas crianças, por isso vamos procurar facilitar, vamos deixar de preconceito, em nome de Deus, da família, da dignidade e da sabedoria, sejamos mais humildes, mais humanos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O pensamento constante

"Potencialmente, a criança contém muitas personalidades futuras; ela pode vir a ser isto ou aquilo. A educação produz a seleção social da personalidade externa. A partir do ser humano como biótipo, a educação, por meio da seleção, forma o ser humano como tipo social" (Vigotsky, L. S. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre, Artmed, 2003, pg 82)
Com este pensamento de Vigotsky,podemos fazer uma reflexão sobre este universo em que se enquadra a educação. Para Vigostky, a linguagem é a ponte de ligação a todo o procedimento de construção do pensamento e do conhecimento, a ZDP(zona desenvolvimento proximal) nos mostra isto com clareza no momento em que coloca a criança diante do fato de usar a comunicação para interagir junto à outras crianças, que através do envolvimento social, ela se comunica e fala na mesma proporção e densidade fazendo com ela se integre à um grupo social. Na convivência intercalam jeitos e estímulos fazendo vivenciar várias vidas de maneiras à construir seu conhecimento, a sua cultura faz parte deste meio social, onde faz com que a criança estabeleça fortes elos de ligação tornando uma pessoa bem estruturada. O professor aparece como mediador na construção deste ser social e de seus conhecimentos, utilizando o meio e demais signos e objetos como forma de estimular o seu aluno nesta construção.
Ao ler um pouco mais sobre sua metodologia, percebi o quanto Vigotsky, era a frente de seu tempo, quanto se preocupava com a educação, de como o professor tinha fontes e recursos para levar ao seu aluno o estímulo de buscar o saber. Ao fazer suas duras críticas Vigotsky, construia suas bases de estudos mais profundos sobre o ser humano.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Trabalhando com os recursos na informática.

Nos tempos atuais temos uma grande oferta de recursos na área da informática para trabalhar com alunos com algum tipo de dificuldade de aprendizagem.
Cito o Planeta Rooda, http://www.nuted.ufrgs.br/planeta/instalar.php?action=1, o qual
é bem acessível de se trabalhar com alunos, neste site, além de chamar a atenção pelo colorido, torna-se interessante pelo objetivo que se pode trazer como a motricidade e o equilíbrio. Também temos outros como http://www.coelhosabido.com.br que trabalha todas as fases da criança de maneira a fazer evoluir dentro do objetivo de construção e socialização. O http://www.educacional.com.br/desafio/desafio.aspsite, estimula o pensamento e a concentração, fazendo com que o aluno aprenda de maneira mais prazerosa, com os desafios.
São tantos outros sites que trazem muita colaboração ao aprendizado, mas cabe ao professor, ir a busca para fazer do seu ensino uma maneira audaciosa e eficaz, estimulando o seu aluno ao conhecimento. Em muitas de nossas escolas já possuem ou estão se preparando para receber o laboratório de informática, mas também vai do professor utilizar a tecnologia ao seu favor, pois, os nossos alunos estão em uma evolução constante, ou seja, tudo no mundo se transforma muito rápido e o professor não pode ficar parado sem também entrar neste mundo virtual.
Ao trabalhar em uma escola de educação especial, tive a felicidade de participar no laboratório de informática, com este tipo de recursos, pois, os alunos demonstravam o gosto de estar defronte ao computador devido aos fatores como o colorido, a brincadeira, o som, o jogo, etc. Este benefício nos leva a pensar o quanto à tecnologia nos ajuda, o quanto é importante esta mudança, o quanto é importante estimular a criatividade, à vontade, em conquistar seu espaço. Utilizar esta tecnologia é abrir caminhos de superação e de vida aos nossos alunos

domingo, 14 de novembro de 2010

O desafio da Educação Inclusiva.

Em muitas de nossas escolas, estão acontecendo modificações com respeito aos alunos que possuem algum tipo de deficiência física ou mental. Para que as pessoas com deficiência possam exercer esse direito em sua plenitude, é indispensável, portanto, que a escola se adapte às mais diversas situações.
Mas a modificação maior será na conscientização do profissional da educação em relação a estes alunos. A adaptação, de métodos de ensino é necessária, para receber as crianças com dificuldades, seria tudo o que a escola precisaria para finalmente oferecer um ensino de qualidade no Brasil.
A convivência e a cooperação mútua proporcionam ao portador de deficiência uma oportunidade ímpar de conviver em ambiente rico em estímulos, permitindo uma vida social saudável e para aqueles não portadores de deficiência, um desenvolvimento mais humano, uma capacidade muito maior de lidar com as dificuldades do dia a dia e uma sensação de poder ser útil.
Segundo o texto de Carla K. Vasques e Cláudio R. Baptista ambos do PPGEDU/UFRGS, que tratam de Transtornos Globais do Desenvolvimento(TGD), onde demonstram sua preocupação com os processos inclusivos, os obstáculos que delimitam os sujeitos enfrentam dentro do ambiente escolar. A ausência de um conhecimento por parte do setor pedagógico tende a demonstrar que falta estrutura também neste campo. Os profissionais de educação necessitam de cursos de formação, para que possam dar a assistência correta a estes alunos.
Já segundo o texto de Luciane Torezan Viegas PPGEDU/UFRGS, “Educação Especial: políticas públicas no Rio Grande do Sul”, os Conselhos Estaduais de Educação (CEED), representam a sociedade de forma democrática, ou seja, fiscalizando o sistema de ensino, onde fixa normas para o tratamento feito aos alunos portadores de deficiência.
“A integração de crianças com deficiência no sistema educacional comum” Odeh(2000), com base nestes estudos apresenta-se mudanças tanto na estrutura como na metodologia para uma adequação aos alunos portadores de deficiência, para uma real inclusão no âmbito da palavra.
Mauren Lúcia Tezzari –UFRGS, nos revela a mesma preocupação, nos traz Marchesi e Martin(1995) com a proposta de que os aspectos de inclusão envolve todos os segmentos da escola .
Então diante a todos estes empenhos podemos avaliar que há um interesse muito grande em adaptar o ensino básico, bem como, o superior a todos como nos traz a nossa lei maior no artigo 205 e continuamente no artigo 206. Onde a educação é um direito de todos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A educação e a Sociedade

Para falar de educação temos um foco mais centralizado devido a amplitude da palavra. A educação influencia sobre o homens de maneira a torná-lo um ser sociável, mas o propósito dela é desenvolver cada pessoa de maneira individual, respeitando suas faculdades humanas.(Kant)
Muitos estudiosos postulam que há uma educação perfeita, com exigências que nos fazem renunciar aos prazeres da inteligência. Mas é bom considerarmos que a educação varia com o tempo e o lugar onde o indivíduo se situa. Na antiguidade o indivíduo tinha de ser submisso, já que em outro tempo sua personalidade deveria ser autônoma. Talvez possa ser somente conceitos que divergem no tempo, pois as sociedades são constituídas conforme a necessidade humana, suas práticas decorrem da organização com que ela é formada, para que não se pratique os erros do passado, sendo que nossos filhos não sofram no futuro.
Existem princípios básicos onde a humanidade vem se desenvolvendo e que dirigem a educação, quando se estuda estes princípios temos como base a religião, a política, a ciência, a arte, como coletivo e não somente individual, onde ele possa fazer o que quisesse, deve respeitar o que já se traz como herança. Uma definição para a educação, considerando os sistemas que já existem tendo uma sociedade constituída pelos segmentos da humanidade. conforme a sociedade que exerce meios educativos que diferem a sua cultura entre outros. A educação não pode ser a mesma, para todos os indivíduos , pois há diversidade, pois, cada um tem o seu tempo para a aprendizagem.
Devemos dar acesso a todos conforme suas restrições e necessidades, respeitando sua base dentro do conceito família que é onde tudo começa, pois, se estamos falando da educação e a sociedade, o indivíduo tem o seu primeiro contato social com a família, daí vem a sua cultura e crenças. As pessoas que possuem qualquer tipo de deficiência se tornam parte importante dentro deste conceito educação, elas não mais do que ninguém tem esse direito e o fazem por merecer, pois tem a base familiar que os preparam para a sociedade, seu processo educativo só vem acrescentar seus desenvolvimentos, os fazendo destacar em diversas àreas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A preocupação com a educação

Com a construção do TCC, estou me aprofundando nas referências teóricas lá solicitadas. Lendo um pouco mais sobre Jean Piaget e Lev Vygostky, pude constatar que sempre existiu uma preocupação muito grande com a educação, em todos os modos e maneiras para fazer com que a aprendizagem seja construida. Cito também a busca que instigava este dois homens por condições de qualidade para o ensino.
Tanto Piaget como Vigostki apesar de não terem vivido em uma época onde a tecnologia digital se fez tão necessária, tinham uma concepção de conhecimento avançado em relação às teorias psicológicas.
Piaget,criou a Epistemologia Genética onde defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento cognitivo ao longo da sua vida.
Já Vygostky defende uma teoria, subjetivamente e objetivamente fragmentadas. Construiu uma terceira via para a construção do conhecimento, uma proposta psicológica inovadora, a perspectiva histórico-cultural, onde o conhecimento não é adquirido, mas construído.
São duas fontes preciosíssimas para uma formação de qualidade, esta qualidade deve primar aos educadores, pois, referências em épocas distantes que nos fazem buscar um equilibrio saudável no ensino. Estudos que fazem parte de nossa vida profissional, ensinamentos que nos fazem pensar o quanto temos que aprender, o quanto somos importantes para à construção do conhecimento.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pontos da política nacional da educação especial e educação inclusiva.

O movimento pela inclusão é uma ação de ordem nacional que vai em defesa do direito de todos os alunos estarem juntos aprendendo e participando sem algum tipo de discriminação. Temos que reconhecer que as dificuldades encontradas nas escolas de ensino especial e de ensino normal são frequentes, temos como principal a acessibilidade, pois, já há um confronto, onde as escolas estão se adaptando ao novo aluno, pois, mais do que nunca seus direitos devem ser preservadors, a escola tem como obrigação dar as condições básicas para a realização deste ensino.
OBS.:Em algumas escolas municipais, já estão sendo criadas salas multifuncionais, como apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem ou que apresentem algum tipo de deficiência.

A partir do processo de democratização na educação podemos evidenciar estas mudanças.
Nas escolas de educação especial podemos citar que há um diferencial no atendimento aos alunos, pois, está fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, onde encontramos um atendimento clínico terapêutico que define por diagnóstico as práticas escolares para estes alunos e suas deficiências. Ou seja profissionais capacitados para trabalhar de maneira satisfatória.
A constituição de 1988 traz em seu artigo 205 que a "educação é um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece igualdade de condições e acesso e permanência na escola.E ainda o artigo 208 garante como dever do Estado, oferta de atendimento educacional especializado de preferencia na rede regular de ensino.

Segundo o texto:Politica Nacional da Educação Especialna perspectiva da Educação Inclusiva.(Janeiro, 2008) Eixo VI.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Velho Mestre

Sou educador! Disse um jovem professor a um velho que perambulava nas ruas de sua escola, como quem procurava alguma coisa.

Perguntou o velho: Conheces todos os teus alunos?

- Não. A escola é pequena, mas são muitos os alunos em cada sala; fica difícil conhecê-los todos. Disse o professor

Insistiu o velho: Direcionas os teus alunos para o fim mais complexo, onde deves escolher o seu próprio caminho, ou direcionas apenas à única vertente que é a dominante?

Respondeu o professor: -Conduzo os meus alunos a uma verdadeira felicidade, apontando sempre o caminho que deve seguir.

Replicou o velho: - Não tens escola, tampouco alunos. Tu serves apenas para justificar a ação do Estado, que é dar a educação a todos. Não podes ser educador se direcionas teus alunos a um bem que consideras certo, sem dar-lhes o direito de escolher o que é bom e o que é mau.

Pois nem sempre tua verdade será a verdade deles. Cada um deve seguir seu próprio caminho, construir sua estrada e despontar as curvas da vida. Caso contrário, não serão alunos que têm o direito de escolha, e sim escravos de um caminho com os olhos dos outros.

Perplexo, perguntou o professor: - Mas quem tu és?

- Sou você no futuro, abandonado e sem rumo como tantos outros. Sabe sempre ensinei as verdades, não enxergando outros horizontes. Hoje, vivo procurando o caminho que tanto apontei e só encontro outro “eus” do passado apontando o caminho, respondeu o velho.

Autor:Antônio Charles Santiago Almeida

Esta pequena reflexão, é para parabenizar os mestres que passam suas vidas em função de outras vidas, errando ou acertando, mas que continuam vivendo por uma paixão.
Ao ler este texto veio me a mente uma frase da Prof.ª Tania Beatriz Marques,(professora de Sociologia da Educação - UFRGS) que diz:
- O professor deve ter ouvidos, olhos e pensamentos voltados para os seus alunos, pois, com eles se aprende o que em muitas salas de aula não se aprende; aprende-se a ouvilo, por isso nunca subestime o seu aluno, ele pode muito mais do que você pensa.
A aprendizagem se dá, quando existe um fundamento de construção do conhecimento. Objetivando um crescimento neste conhecimento.

domingo, 10 de outubro de 2010

ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA

Para termos uma escola de qualidade para os nossos filhos e alunos devemos nos preocupar com sua organização. Muito já estamos fazendo para que o nível de ensino se modifique dando condições de uma melhor educação.
Estamos vivenciando na maioria de nossas escolas a gestão democrática, que trás um compartilhamento de decisões sobre os assuntos da escola, onde todo o seguimento envolvido tem o direito direto de participar, trazendo com isto, uma organização de norma legal. Na verdade é uma mudança na estrutura das relações de poder do ensino e nas escolas públicas em geral, mas não só na teoria, mas também na prática. O que deve ser considerado de suma importância dentro das reuniões do conselho escolar, onde a maioria das escolas tem no seu conselho um canal direto, que liga os segmentos escolares com a comunidade escolar buscando melhores maneiras de fazer o espaço escolar um ambiente sadio e interessante.
Segundo o texto Modelo Institucionalizado de Neusa Chaves Batista.

Já no currículo escolar temos uma organização tempo/espaço onde serão desenvolvidos diferentes conhecimentos conforme o seu PPP, baseado no princípio da autonomia da LDBEN (Lei nº9394/1996) que dá a incumbência da escola junto aos seus professores, de construí-lo de maneira que atenda suas necessidades, que envolverá a comunidade escolar, para um bem único.
Todo o planejamento escolar fica envolvido de maneira participativa.
Texto Organização Curricular de Maria Beatriz Gomes da Silva

sábado, 9 de outubro de 2010

ALGO MARCANTE SOBRE O EIXO IV

Ao realizar o trabalho de Conclusão de curso (TCC), deparei-me com a importância de toda a trajetória acadêmica percorrida até este momento, pois, dependerei de tudo o que foi desenvolvido durante os diversos eixos de nosso curso. Por falar em eixos, no eixo 4, aprendi a importância do questionamento sobre as coisas, buscando argumentos para evidenciar e demonstrar de forma mais consistente a aprendizagem adquirida. A organização, a formulação de projetos, com conteúdos, objetivos, dentre outros assuntos que se fazem presentes dentro de um Plano Individual de Estudos, sem os quais não conseguiria chegar a um denominador comum, ou seja, algo que cause uma aprendizagem significativa e ao mesmo tempo me conduza a uma avaliação consistente sobre a metodologia utilizada por mim em sala de aula. Não adianta me preocupar em avaliar o aluno, se eu mesmo não me auto-avaliar perante as dificuldades e perguntas levantadas pelos alunos, as quais me ajudam a elaborar os planos de aula e a problematizar para que junto com os mesmos construa a aprendizagem com qualidade.
Algo que levarei para sempre comigo:
(PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS)

Algumas perguntas que podes fazer sobre o seu Plano Individual de Estudos para esclarecer as dúvidas:
• Os objetivos de aprendizagem estão claros e realísticos? Descrevem o que me proponho a aprender? Existem outros objetivos que podem ser considerados?
• As estratégias e os recursos de aprendizagem parecem razoáveis, apropriados e eficientes? É possível pensar em outros recursos e estratégias?
• A(s) evidência(s) parece(m) relevante(s) aos vários objetivos e são convincentes? Podem sugerir outras evidências?
• Os critérios e os meios para validar a(s) evidência(s) são claros, relevantes e convincentes? Existem outras maneiras de validar a(s) evidência(s) proposta(s)?
Este material foi postado quando da solicitação da atividade 3 do 4º semestre e baseado nele posso redigir de forma segura um plano individual de estudos dentre outras formas de planejamento a ser utilizado no aprimoramento dos conhecimentos básicos que um bom professor deve possuir para conseguir atingir seus objetivos em sala de aula. Utilizei o mesmo para fazer o meu projeto pedagógico no estágio, o qual está me fornecendo subsídios para realizar o meu trabalho de conclusão de curso com muito mais critérios.
Retirados do texto do Eixo 4- Autor Silvestre Novak

domingo, 19 de setembro de 2010

INTRODUÇÃO NO TCC.

Uma das tarefas mais difíceis ao começar a redigir o Trabalho de Conclusão do Curso, foi com respeito à introdução. Primeiro eu tinha de explicar do porque da escolha do tema “Acessibilidade”, depois colocar argumentos que servissem de ponto de apoio para as afirmações ali expostas. Pensando nisso resolvi redigir junto na introdução algumas normas e regulamentos da instituição onde realizei o meu estágio, que teoricamente demonstravam ser uma instituição que poderia causar uma educação igualitária a todos os alunos, o que na prática não acontecia, pois o laboratório de informática está situado no 2º piso da instituição, o que dificulta o comparecimento dos alunos com limitações motoras ao local de aprendizagem com aquela ferramenta tecnológica.
Existem muitas instituições com estes problemas, muitas vezes o Projeto Pedagógico é realizado visando à inclusão, quem lê observa que tudo está de acordo, ou seja, todos os alunos possuem chance de uma aprendizagem igualitária para todos. Porém, quando estas escolas são visitadas, as pessoas se dão conta de que na pratica aquele espaço não oferece esta inclusão, pois a biblioteca, o laboratório de informática, a sala de apoio, encontra-se em locais de difícil acesso e isto prejudica muito a aprendizagem. Outras vezes o agendamento, a forma com a qual as professoras e a escola agendam atividades, causa prejuízo na aprendizagem dos alunos, por exemplo: Educação física nas quartas e quintas dois períodos por vez, filme em vídeo todas as sextas feiras (longas com 2 a três horas de duração), sobram apenas a segunda e a terça feira para uma aula mais direcionada a leitura e o letramento, mas nestes dias existem trabalhos de colagem relacionados com festividades que constam nos calendários escolares, quando a professora usa tais temas para efetuar trabalhos que despertem o interesse do aluno para a leitura e a escrita, tudo bem, mas e quando o tempo é gasto de maneira pouco convencional, todos saem ganhando, por isso é sempre bom lembrarmos Piaget e Maria Montessori, o lúdico deve ser utilizado de maneira a ajudar na aprendizagem, pois isto motiva os alunos e facilita o processo.

domingo, 12 de setembro de 2010

QUESTÃO CHAVE.

Em que consiste a verdadeira inclusão de alunos com necessidades educacionais de aprendizagem na utilização de espaços tecnológicos destinados a inclusão e a facilitação da aprendizagem como um todo?

Palavra chave: Acessibilidade.

Esta foi à questão chave que utilizei para confeccionar o meu Trabalho de Conclusão do Curso. A questão norteadora, aquela que nos remete ao rumo correto a ser tomado quando da execução de um projeto, de um plano, de uma atividade elaborada com consistência, arquitetada de forma organizada, nos faz concentrarmos naquilo que realmente importa o que vai ocupar lugar em nossa pesquisa, bem como no contexto do trabalho, sem ficar destoando do restante, incluído com profunda analise ante ao que estamos explorando.
Às vezes ficamos nos perguntando sobre o porquê de algumas coisas que pareciam tão simples não funcionarem como deveriam nos causando alguma frustração tanto profissional, tanto pessoal. Pois bem, muitas vezes nos esquecemos de observar o que realmente queremos fazer, refletindo sobre as decisões a serem tomadas, mas, porém nos esquecendo de levarmos em conta tudo aquilo que realmente deve ser pensado em nossa decisão. Por isso é importante partirmos de uma questão norteadora, uma questão que ajude o individuo a buscar o seu objetivo de forma clara e organizada, capaz de causar uma melhor compreensão a quem possa vir a tomar conhecimento do que foi elaborado, independente de ser um texto, um projeto pedagógico, ou qualquer outro meio de expressar conhecimento sobre determinado assunto. Esta foi uma das muitas coisas importantes que aprendi com o professor Silvestre Novak, quando dizia sobre conceitualizar e apresentava o Cmap para a confecção de uma rede de conhecimento, onde as palavras ali utilizadas estariam ligadas dentro de um mesmo projeto, facilitando o entendimento por parte daqueles que observassem o mesmo e suas nuances.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEMESTRE DECISIVO “TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO”

Estamos na reta final, foi difícil chegar até aqui, mas graças aos colegas, tutores (as), professores (as), além de uma coordenação e equipe Diretiva de peso, conseguimos. Agora é demonstrar um pouco de tudo que foi aprendido durante este tempo, contando novamente com a ajuda de todas estas pessoas, como é bom saber que não estamos sozinhos, muito pelo contrário basta um clic e de alguma forma estaremos bem próximos, estou feliz por ter chegado até aqui, ansioso para chegar ao final e com gosto de quero mais, por saber que este final esta tão próximo.
Escolhi realizar o meu TCC, sobre as adaptações necessárias no uso da tecnologia nos laboratórios de informáticas das escolas, principalmente de rede pública. Escolhi este assunto, pois após realizar o estágio em um laboratório de informática, constatei que os computadores, bem como o espaço físico ocupado pelo laboratório, não condizem com a realidade inclusiva que é comentada diariamente. A primeira aula presencial deste semestre veio bem a calhar, pois a Professora Luciane junto ao Professor Eliseu, nos trouxeram dicas importantes sobre a elaboração deste último trabalho, incluindo ai o modo de fazer-se neutro durante os relatos, buscando utilizar a terceira pessoa. Foram demonstrados alguns TCCs, o que nos fez analisar de modo concreto o assunto em pauta, conseguimos nos reunir em grupos e acompanhar de perto, com debates e em clima propicio para a aprendizagem, todas as discussões necessárias para que a aprendizagem ocorresse de forma consistente.
Novamente por haver escolhido efetuar o meu estágio em escola municipal para alunos com necessidades educacionais especiais de aprendizagem, estou podendo contar com o auxilio da Tutora Graciela e da Orientadora Gabriela, que tiveram o trabalho de elaborar um roteiro para elaboração de trabalho de pesquisa, material este que se transformou em um questionário, que após devidamente respondido nos facilitará na elaboração de nosso TCC, pois vem de encontro a tudo aquilo que necessitamos para concluir nossos objetivos.
É lógico que o assunto a ser discutido; a questão chave; hipóteses; evidências; o s tipos de informação; os objetivos; as metodologias; as conclusões; a documentação; os problemas; a maneira de resolver os problemas; tudo será de certo modo utilizado de forma a causar o entendimento sobre o desenvolvimento de nossas atividades, buscando melhorar ainda mais a aprendizagem nas escolas onde realizamos estágio, bem como, nas demais que por vezes possuem os mesmos critérios de avaliação e a mesma maneira de entender a educação. Todavia é o nosso ponto de vista que deverá prevalecer, argumentado, sedimentado diante das palavras dos grandes mestres da área da educação em todos os tempos, pois, foi baseado na aprendizagem adquirida levando-se em conta seus feitos e suas pesquisas, que nos trouxe até este ponto do curso.
Este curso pode estar chegando ao final, mas a aprendizagem, esta jamais termina, pois estaremos sempre dispostos a aprender mais, para compartilhar mais fazendo uma grande troca, onde todos nós sairemos cada vez mais conscientes da importância da continuidade em nossa atualização, para que prevaleça uma aprendizagem com real qualidade, como esta que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tão gentilmente nos está proporcionando.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FAZER O QUE É CERTO.

Eu sempre digo que fiz muita coisa em minha vida, tudo o que aprendi de certa forma me serviu e me levou a estar em locais que para muitos pode parecer impossível, mas eu garanto que nada é impossível, quando o ser humano resolve fazer atrocidades, todos julgamos e dizemos, monstros existem e é possível fazer tais perversidades. Por que então, quando encontramos alguém que se dedica a fazer o bem, agindo de maneira correta, dentro dos padrões éticos e morais, fica tão difícil acreditar. A resposta é simples, o bem quase não aparece, não rende reportagens, não vende noticias, a não ser com raras oportunidades é mostrado pela mídia, mas logo é esquecido. Já a maldade, infelizmente está a todo o instante presente a nossa frente, o soco do jogador que de uma hora para outra acaba com a vida profissional de um atleta; O atleta rico que assume o papel de monstro e acaba brutalmente com a vida; O ex-aluno que matou a professora (http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=321063); O traficante de drogas, que acaba com várias famílias diariamente; O político que rouba dinheiro público, dinheiro suado que sai do bolso de seus eleitores em forma de impostos e multas, nem sempre aplicados corretamente, de maneira justa, se não fosse verdade, todas as escolas teriam todo o material necessário para por em pratica todos os projetos elaborados por seus professores. São tantas as maldades, que gastaríamos anos, décadas escrevendo e nunca chegaríamos ao fim, até porque não vale à pena como diriam nossos antepassados, pois estaríamos ajudando a propagar ainda mais tanta destruição.
Quando os demais seres humanos em minha volta, bem como, em outros lugares deste mundo, pois sei que existem e são maioria, resolverem propagar o bem, demonstrando de forma maior o poder que a união pela amizade sincera, sem compromisso com falsidade e a favor de dispor-se apenas como humano antes de tudo, sendo capaz de colocar o material em outro plano, assim poderemos ter a vitória sobre a maldade e a injustiça.
Temos exemplos expressivos de pessoas que fizeram o bem em suas áreas, Louis Pasteur, Freud, Piaget, Montessori, Madre Tereza, Gandhi, Freire, dentre tantos outros, que deixaram seus feitos marcados pela coragem em lutar por seus ideais, ajudando muito ao próximo. Temos que fazer com estes nomes e seus feitos, não sejam citados apenas para aqueles que atingiram a universidade, mas sim perante todos os que freqüentam as escolas e outros locais de convívio público, mais que isto, tem de valorizar os grandes homens e mulheres de hoje, aqueles que na atualidade lutam pelo fim da violência, pela integração, pela prevenção das moléstias e dos vícios, transformando os seus feitos em algo a ser valorizado, fazendo com que mais pessoas se unam a esta causa, melhorando ainda mais a educação em toda a comunidade escolar. Temos que manter nossas crianças ocupadas com o lúdico, com o brincar enquanto se aprende, seja com brinquedos comuns ou de alta tecnologia, temos de pensar em um amanhã onde o bem será citado em todos os noticiários e o mau, este será lembrado apenas como forma de nos prevenir para que não volte a ocorrer novamente. Para que tudo isso ocorra, é necessária muita coragem e determinação, dizer não para a corrupção, não colocar preço em si mesmo, ajudar quem merece a ocupar o cargo que tem qualificação, seja o cargo que for sem se preocupar com religião, partido político, deficiência ou qualquer outra coisa, que não seja relevante perante a qualidade do serviço prestado.
Professor: Marcos Schilling Martins.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DEPOIS DO ESTÁGIO - O MAIS IMPORTANTE.

A pior coisa no estágio é o fim deste, pois nos apegamos às crianças e saímos do estágio cheios de incertezas. Será que vão continuar com os nossos projetos? Quem realmente poderá seguir adiante realizando atividades desenvolvidas a partir do estágio com os alunos? Dentre outras várias questões que surgem na mente de vários estagiários e que às vezes nunca são respondidas. Já realizei alguns estágios em minha vida, na área da educação e fora desta e, por não querer nunca fechar os olhos para a verdade, sempre optei por continuar após os mesmos, realizando as atividades sempre que possível, pois, mais importante que ver como melhorou o local enquanto estive lá, é saber se a melhora continuaria depois que saísse. Posso garantir que dificilmente continua, pois, as pessoas gostam das facilidades e trabalho não é considerada coisa fácil pela maioria e, quando esta não quer, este não continua. Por isso, nada mais me causa estranheza, principalmente em se tratando de órgão público, onde as pessoas parecem que estão realizando algo, por favor, nunca por recebimento de salário, nunca por realização profissional, quanto mais por gostarem daquilo que fazem.
A maioria dos estagiários de fato, sempre esperam que as coisas mudem, explicarei: Estagiário de fato, é aquele individuo que não estava fazendo parte de algum local e adentrou no espaço designado apenas para realizar da melhor maneira possível seu estágio. Existem os estagiários que realizam seus estágios no mesmo local onde trabalham comumente, estes são considerados por mim, estagiários naturais, pois, nada vai mudar em suas vidas ou das pessoas a sua volta por conta da realização de seu estágio, pois, continuarão ali depois que o referido estágio terminar.
Com certeza aconteceriam mais mudanças se mais estagiários de fato realizassem suas atividades em local onde ninguém os conhecesse profissionalmente, pois, trariam idéias inovadoras, demonstrariam mais garra, pois não estão presos a critérios pré-determinados, apenas utilizam o que aprenderam, procurando melhorar o ambiente onde estão e, isto muitas vezes é levado em conta por aqueles que observam o desenvolvimento de seus trabalhos.
Também existem estagiários de fato, que são afastados dos locais de estágio antes de concluírem o mesmo, isto ocorre muitas vezes, devido à falta de aptidão do estagiário, mas também pode ocorrer por outros fatores, como por exemplo, não aceitar coisas erradas que acontece nos locais onde foram realizar estágio e, não conseguirem “engolir sapos”, coisa que infelizmente tornou-se comum para que muitos possam concluir seus cursos seja de graduação ou não.

sábado, 19 de junho de 2010

A APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA A PARTIR DOS 6 ANOS DE IDADE.

Não faz muito tempo atrás, na cidade de Porto Alegre, alguns policiais militares cientes de estarem cumprindo com o seu dever, retiraram das ruas algumas crianças que dormiam debaixo de marquises no centro da cidade. Estas crianças foram levadas ao Conselho Tutelar e para surpresa de muita gente, retornaram às ruas, pois, o conselheiro entendeu que os Policiais haviam se excedido com aquela medida. Até porque segundo o Conselheiro Tutelar, as crianças tem o direito de ir e vir assegurado em lei, como qualquer cidadão, inclusive o direito a correr o risco de sofrerem atentados contra suas integridades físicas e mentais. Mas não é obrigação do estado zelar pelos cidadãos formados ou em formação, prestando-lhes assistência quando necessário, como meio de prevenção e dificultando incomodar-se futuramente?
Logicamente que outras pessoas da época pensaram desta forma, outros não, afinal moramos e vivemos uma democracia. Hoje lendo este texto (Desenvolvimento infantil e aprendizagem da linguagem escrita), relacionado à aprendizagem da leitura e escrita a partir dos 6 anos na escola, fiquei pensando na criança que levanta a partir das 6 horas da manhã, como se fosse um adulto que vai para o serviço, mas acaba encarando uma escola ou uma creche (centro educacional), nos dias de inverno, as temperaturas chegam a ficar em alguns locais deste estado (RS), abaixo de zero, os pais não tem com quem deixarem seus filhos em casa, por outro lado às crianças são consideradas em idade escolar e precisam freqüentar a escola, ninguém as pergunta se é ou não o que elas gostariam de fazer naquele horário, mas sobre a desculpa do ter de trabalhar, muitas pessoas as levam para tais locais de ensino, na maioria das vezes, mal agasalhados, a pé, ou em transportes precários. Isto não começou a ocorrer a partir de hoje, isto é antigo, pois, o crescimento econômico gerou muitos empregos, mas encareceu muito os artigos de primeira necessidade dentre outros que fazem parte da rotina de uma família, obrigando as mães a trabalharem e a deixarem seus filhos, com parentes ou com estranhos, ganhando muito mais espaço as creches ou centros de educação, onde estas são muitas vezes levadas a partir do berçário.
É justo que estas crianças que estão neste ambiente escolar, sintam-se obrigadas a ler e a escrever a partir desta idade 6 anos, por imposição dos adultos, ou podemos ludicamente, como se estivéssemos brincando com elas, sem sofrimento, levarmos as mesmas a adquirirem a motivação e, quase por iniciativa própria, começarem a ler e a escrever, já que estão em um ambiente escolar, onde geralmente são recebidas muito cedo, não seria mais correto que neste espaço de tempo, elas fossem melhor preparadas para o ensino regular.
Fiz questão de tocar no assunto do ponto de vista da lei, e do ponto de vista humano, afinal são hipócritas aqueles que pensam, que seus filhos não tem condições de aprender, pois, se estes conseguem desde tão novos adquirirem a independência de muitas famílias, freqüentando os locais de trabalho de outros adultos, onde tornam-se alunos, por que não tratá-los como alunos, ensinando-os a ler e a escrever, desde que respeitando o espaço para brincadeiras diversas, onde também esta aprendizagem deve estar inserida de forma lúdica, sem causar traumas e sim proporcionando momentos de muita alegria e descontração. Tenho 46 anos de idade, não me recordo de profissionais da área da educação em minha família, mas me lembro de minha mãe, ou alguma empregada doméstica que havia trabalhado lá em casa, que vendo a minha vontade em entender alguma palavra escrita em jornal ou em revista foto novela, sem se importar com a minha idade na época 5 a seis anos, resolveu brincando começar a me explicar sobre as letras, seus sons e como formam as palavras. Também nunca soube de algum pai ou mãe, que tenha processado alguma escola pelo fato de receber um bilhete de seu filho inclusive menor de seis anos dizendo “Papai ou Mamãe, eu te amo”, fosse o dia que fosse. Se a criança está aprendendo de forma adequada, porque não deixá-la aprender, porque privá-la de seu direito de cidadã, manifestado de forma espontânea.
Vygotsky (2000), já defendia o ensino da escrita a partir dos 6 anos, isto está também neste mesmo texto que mencionei anteriormente, baseado em que oitenta por cento das crianças com três anos de idade dominavam uma combinação arbitraria de sinais e significados, já aos seis anos, quase todas seriam capazes de realizar esta operação.
Vygotsky em defesa de sua tese, relaciona o que outra grande estudiosa Montessori, dizia a respeito, partindo do pré suposto de que os aspectos motores podem ser acoplados ao brinquedo infantil e que o escrever pode ser “cultivado” ao invés de “imposto”. É como eu havia escrito antes, a criança descobre a habilidade de ler e escrever, durante as brincadeiras, nas quais sentem a necessidade de ler e escrever. Desta forma para Vygotski o que Montessori faz com relação aos aspectos motores deveria ser feito também em relação ao que definiu como sendo os aspectos internos da linguagem escrita e de assimilação funcional.
Por tudo isso, eu nem preciso dizer, mas vou dizer assim mesmo: Sou totalmente a favor da escola do ensino fundamental de nove anos, que está sendo implantado pelo MEC.

Site do texto citado: http://supervisaoprofgabriela.pbworks.com/f/crianca_seis_anos_opt.pdf
Referência Bibliografica:
BAPTISTA, Mônica Correa - Crianças menores de sete anos, aprendizagem da linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

MOTIVO DE ORGULHO

MOTIVO DE ORGULHO.

Meu filho mais velho “Marcos Luis Schilling Martins”, indicado pela amiga Psicóloga Jaqueline Reis, a partir desta semana está freqüentando um curso oferecido pelo SENAI, em parceria com a empresa SOUZA CRUZ, curso de Auxiliar Administrativo. O curso terá a duração de 800 horas, sendo que 400 teóricas e 400 práticas, durante o mesmo, o aluno recebe um auxilio bolsa, freqüentando o curso no período de 4 horas diárias. Estou orgulhoso por dois motivos, o primeiro em saber que o meu filho foi um dos escolhidos para participar deste curso, ele já cursa o Pro Jovem, onde uma das disciplinas é justamente Auxiliar Administrativo, mas não havia trabalhado com isto na pratica, há não ser comigo no comercio. Também fico feliz, em saber que o SENAI comprou a briga pela inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais de aprendizagem, principalmente os deficientes mentais, pois, estes estavam sendo deixados de lado, o que acabava por desmotivá-los a continuar os estudos, bem como, lhes estava deixando com a alto estima baixa, muitos inclusive enfrentando problemas de depressão, por sentirem-se inúteis, coisa que todos sabemos não são, pois, possuem todas as condições para vencer seus desafios e limites, basta vontade política de nossa sociedade para que isso aconteça.
Parabéns Marcos Luis, e muito obrigado PSICÓLOGA JAQUELINE REIS, SENAI e a SOUZA CRUZ, pela brilhante iniciativa.