segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A educação e a Sociedade

Para falar de educação temos um foco mais centralizado devido a amplitude da palavra. A educação influencia sobre o homens de maneira a torná-lo um ser sociável, mas o propósito dela é desenvolver cada pessoa de maneira individual, respeitando suas faculdades humanas.(Kant)
Muitos estudiosos postulam que há uma educação perfeita, com exigências que nos fazem renunciar aos prazeres da inteligência. Mas é bom considerarmos que a educação varia com o tempo e o lugar onde o indivíduo se situa. Na antiguidade o indivíduo tinha de ser submisso, já que em outro tempo sua personalidade deveria ser autônoma. Talvez possa ser somente conceitos que divergem no tempo, pois as sociedades são constituídas conforme a necessidade humana, suas práticas decorrem da organização com que ela é formada, para que não se pratique os erros do passado, sendo que nossos filhos não sofram no futuro.
Existem princípios básicos onde a humanidade vem se desenvolvendo e que dirigem a educação, quando se estuda estes princípios temos como base a religião, a política, a ciência, a arte, como coletivo e não somente individual, onde ele possa fazer o que quisesse, deve respeitar o que já se traz como herança. Uma definição para a educação, considerando os sistemas que já existem tendo uma sociedade constituída pelos segmentos da humanidade. conforme a sociedade que exerce meios educativos que diferem a sua cultura entre outros. A educação não pode ser a mesma, para todos os indivíduos , pois há diversidade, pois, cada um tem o seu tempo para a aprendizagem.
Devemos dar acesso a todos conforme suas restrições e necessidades, respeitando sua base dentro do conceito família que é onde tudo começa, pois, se estamos falando da educação e a sociedade, o indivíduo tem o seu primeiro contato social com a família, daí vem a sua cultura e crenças. As pessoas que possuem qualquer tipo de deficiência se tornam parte importante dentro deste conceito educação, elas não mais do que ninguém tem esse direito e o fazem por merecer, pois tem a base familiar que os preparam para a sociedade, seu processo educativo só vem acrescentar seus desenvolvimentos, os fazendo destacar em diversas àreas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A preocupação com a educação

Com a construção do TCC, estou me aprofundando nas referências teóricas lá solicitadas. Lendo um pouco mais sobre Jean Piaget e Lev Vygostky, pude constatar que sempre existiu uma preocupação muito grande com a educação, em todos os modos e maneiras para fazer com que a aprendizagem seja construida. Cito também a busca que instigava este dois homens por condições de qualidade para o ensino.
Tanto Piaget como Vigostki apesar de não terem vivido em uma época onde a tecnologia digital se fez tão necessária, tinham uma concepção de conhecimento avançado em relação às teorias psicológicas.
Piaget,criou a Epistemologia Genética onde defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento cognitivo ao longo da sua vida.
Já Vygostky defende uma teoria, subjetivamente e objetivamente fragmentadas. Construiu uma terceira via para a construção do conhecimento, uma proposta psicológica inovadora, a perspectiva histórico-cultural, onde o conhecimento não é adquirido, mas construído.
São duas fontes preciosíssimas para uma formação de qualidade, esta qualidade deve primar aos educadores, pois, referências em épocas distantes que nos fazem buscar um equilibrio saudável no ensino. Estudos que fazem parte de nossa vida profissional, ensinamentos que nos fazem pensar o quanto temos que aprender, o quanto somos importantes para à construção do conhecimento.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pontos da política nacional da educação especial e educação inclusiva.

O movimento pela inclusão é uma ação de ordem nacional que vai em defesa do direito de todos os alunos estarem juntos aprendendo e participando sem algum tipo de discriminação. Temos que reconhecer que as dificuldades encontradas nas escolas de ensino especial e de ensino normal são frequentes, temos como principal a acessibilidade, pois, já há um confronto, onde as escolas estão se adaptando ao novo aluno, pois, mais do que nunca seus direitos devem ser preservadors, a escola tem como obrigação dar as condições básicas para a realização deste ensino.
OBS.:Em algumas escolas municipais, já estão sendo criadas salas multifuncionais, como apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem ou que apresentem algum tipo de deficiência.

A partir do processo de democratização na educação podemos evidenciar estas mudanças.
Nas escolas de educação especial podemos citar que há um diferencial no atendimento aos alunos, pois, está fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, onde encontramos um atendimento clínico terapêutico que define por diagnóstico as práticas escolares para estes alunos e suas deficiências. Ou seja profissionais capacitados para trabalhar de maneira satisfatória.
A constituição de 1988 traz em seu artigo 205 que a "educação é um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece igualdade de condições e acesso e permanência na escola.E ainda o artigo 208 garante como dever do Estado, oferta de atendimento educacional especializado de preferencia na rede regular de ensino.

Segundo o texto:Politica Nacional da Educação Especialna perspectiva da Educação Inclusiva.(Janeiro, 2008) Eixo VI.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Velho Mestre

Sou educador! Disse um jovem professor a um velho que perambulava nas ruas de sua escola, como quem procurava alguma coisa.

Perguntou o velho: Conheces todos os teus alunos?

- Não. A escola é pequena, mas são muitos os alunos em cada sala; fica difícil conhecê-los todos. Disse o professor

Insistiu o velho: Direcionas os teus alunos para o fim mais complexo, onde deves escolher o seu próprio caminho, ou direcionas apenas à única vertente que é a dominante?

Respondeu o professor: -Conduzo os meus alunos a uma verdadeira felicidade, apontando sempre o caminho que deve seguir.

Replicou o velho: - Não tens escola, tampouco alunos. Tu serves apenas para justificar a ação do Estado, que é dar a educação a todos. Não podes ser educador se direcionas teus alunos a um bem que consideras certo, sem dar-lhes o direito de escolher o que é bom e o que é mau.

Pois nem sempre tua verdade será a verdade deles. Cada um deve seguir seu próprio caminho, construir sua estrada e despontar as curvas da vida. Caso contrário, não serão alunos que têm o direito de escolha, e sim escravos de um caminho com os olhos dos outros.

Perplexo, perguntou o professor: - Mas quem tu és?

- Sou você no futuro, abandonado e sem rumo como tantos outros. Sabe sempre ensinei as verdades, não enxergando outros horizontes. Hoje, vivo procurando o caminho que tanto apontei e só encontro outro “eus” do passado apontando o caminho, respondeu o velho.

Autor:Antônio Charles Santiago Almeida

Esta pequena reflexão, é para parabenizar os mestres que passam suas vidas em função de outras vidas, errando ou acertando, mas que continuam vivendo por uma paixão.
Ao ler este texto veio me a mente uma frase da Prof.ª Tania Beatriz Marques,(professora de Sociologia da Educação - UFRGS) que diz:
- O professor deve ter ouvidos, olhos e pensamentos voltados para os seus alunos, pois, com eles se aprende o que em muitas salas de aula não se aprende; aprende-se a ouvilo, por isso nunca subestime o seu aluno, ele pode muito mais do que você pensa.
A aprendizagem se dá, quando existe um fundamento de construção do conhecimento. Objetivando um crescimento neste conhecimento.

domingo, 10 de outubro de 2010

ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA

Para termos uma escola de qualidade para os nossos filhos e alunos devemos nos preocupar com sua organização. Muito já estamos fazendo para que o nível de ensino se modifique dando condições de uma melhor educação.
Estamos vivenciando na maioria de nossas escolas a gestão democrática, que trás um compartilhamento de decisões sobre os assuntos da escola, onde todo o seguimento envolvido tem o direito direto de participar, trazendo com isto, uma organização de norma legal. Na verdade é uma mudança na estrutura das relações de poder do ensino e nas escolas públicas em geral, mas não só na teoria, mas também na prática. O que deve ser considerado de suma importância dentro das reuniões do conselho escolar, onde a maioria das escolas tem no seu conselho um canal direto, que liga os segmentos escolares com a comunidade escolar buscando melhores maneiras de fazer o espaço escolar um ambiente sadio e interessante.
Segundo o texto Modelo Institucionalizado de Neusa Chaves Batista.

Já no currículo escolar temos uma organização tempo/espaço onde serão desenvolvidos diferentes conhecimentos conforme o seu PPP, baseado no princípio da autonomia da LDBEN (Lei nº9394/1996) que dá a incumbência da escola junto aos seus professores, de construí-lo de maneira que atenda suas necessidades, que envolverá a comunidade escolar, para um bem único.
Todo o planejamento escolar fica envolvido de maneira participativa.
Texto Organização Curricular de Maria Beatriz Gomes da Silva

sábado, 9 de outubro de 2010

ALGO MARCANTE SOBRE O EIXO IV

Ao realizar o trabalho de Conclusão de curso (TCC), deparei-me com a importância de toda a trajetória acadêmica percorrida até este momento, pois, dependerei de tudo o que foi desenvolvido durante os diversos eixos de nosso curso. Por falar em eixos, no eixo 4, aprendi a importância do questionamento sobre as coisas, buscando argumentos para evidenciar e demonstrar de forma mais consistente a aprendizagem adquirida. A organização, a formulação de projetos, com conteúdos, objetivos, dentre outros assuntos que se fazem presentes dentro de um Plano Individual de Estudos, sem os quais não conseguiria chegar a um denominador comum, ou seja, algo que cause uma aprendizagem significativa e ao mesmo tempo me conduza a uma avaliação consistente sobre a metodologia utilizada por mim em sala de aula. Não adianta me preocupar em avaliar o aluno, se eu mesmo não me auto-avaliar perante as dificuldades e perguntas levantadas pelos alunos, as quais me ajudam a elaborar os planos de aula e a problematizar para que junto com os mesmos construa a aprendizagem com qualidade.
Algo que levarei para sempre comigo:
(PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS)

Algumas perguntas que podes fazer sobre o seu Plano Individual de Estudos para esclarecer as dúvidas:
• Os objetivos de aprendizagem estão claros e realísticos? Descrevem o que me proponho a aprender? Existem outros objetivos que podem ser considerados?
• As estratégias e os recursos de aprendizagem parecem razoáveis, apropriados e eficientes? É possível pensar em outros recursos e estratégias?
• A(s) evidência(s) parece(m) relevante(s) aos vários objetivos e são convincentes? Podem sugerir outras evidências?
• Os critérios e os meios para validar a(s) evidência(s) são claros, relevantes e convincentes? Existem outras maneiras de validar a(s) evidência(s) proposta(s)?
Este material foi postado quando da solicitação da atividade 3 do 4º semestre e baseado nele posso redigir de forma segura um plano individual de estudos dentre outras formas de planejamento a ser utilizado no aprimoramento dos conhecimentos básicos que um bom professor deve possuir para conseguir atingir seus objetivos em sala de aula. Utilizei o mesmo para fazer o meu projeto pedagógico no estágio, o qual está me fornecendo subsídios para realizar o meu trabalho de conclusão de curso com muito mais critérios.
Retirados do texto do Eixo 4- Autor Silvestre Novak

domingo, 19 de setembro de 2010

INTRODUÇÃO NO TCC.

Uma das tarefas mais difíceis ao começar a redigir o Trabalho de Conclusão do Curso, foi com respeito à introdução. Primeiro eu tinha de explicar do porque da escolha do tema “Acessibilidade”, depois colocar argumentos que servissem de ponto de apoio para as afirmações ali expostas. Pensando nisso resolvi redigir junto na introdução algumas normas e regulamentos da instituição onde realizei o meu estágio, que teoricamente demonstravam ser uma instituição que poderia causar uma educação igualitária a todos os alunos, o que na prática não acontecia, pois o laboratório de informática está situado no 2º piso da instituição, o que dificulta o comparecimento dos alunos com limitações motoras ao local de aprendizagem com aquela ferramenta tecnológica.
Existem muitas instituições com estes problemas, muitas vezes o Projeto Pedagógico é realizado visando à inclusão, quem lê observa que tudo está de acordo, ou seja, todos os alunos possuem chance de uma aprendizagem igualitária para todos. Porém, quando estas escolas são visitadas, as pessoas se dão conta de que na pratica aquele espaço não oferece esta inclusão, pois a biblioteca, o laboratório de informática, a sala de apoio, encontra-se em locais de difícil acesso e isto prejudica muito a aprendizagem. Outras vezes o agendamento, a forma com a qual as professoras e a escola agendam atividades, causa prejuízo na aprendizagem dos alunos, por exemplo: Educação física nas quartas e quintas dois períodos por vez, filme em vídeo todas as sextas feiras (longas com 2 a três horas de duração), sobram apenas a segunda e a terça feira para uma aula mais direcionada a leitura e o letramento, mas nestes dias existem trabalhos de colagem relacionados com festividades que constam nos calendários escolares, quando a professora usa tais temas para efetuar trabalhos que despertem o interesse do aluno para a leitura e a escrita, tudo bem, mas e quando o tempo é gasto de maneira pouco convencional, todos saem ganhando, por isso é sempre bom lembrarmos Piaget e Maria Montessori, o lúdico deve ser utilizado de maneira a ajudar na aprendizagem, pois isto motiva os alunos e facilita o processo.

domingo, 12 de setembro de 2010

QUESTÃO CHAVE.

Em que consiste a verdadeira inclusão de alunos com necessidades educacionais de aprendizagem na utilização de espaços tecnológicos destinados a inclusão e a facilitação da aprendizagem como um todo?

Palavra chave: Acessibilidade.

Esta foi à questão chave que utilizei para confeccionar o meu Trabalho de Conclusão do Curso. A questão norteadora, aquela que nos remete ao rumo correto a ser tomado quando da execução de um projeto, de um plano, de uma atividade elaborada com consistência, arquitetada de forma organizada, nos faz concentrarmos naquilo que realmente importa o que vai ocupar lugar em nossa pesquisa, bem como no contexto do trabalho, sem ficar destoando do restante, incluído com profunda analise ante ao que estamos explorando.
Às vezes ficamos nos perguntando sobre o porquê de algumas coisas que pareciam tão simples não funcionarem como deveriam nos causando alguma frustração tanto profissional, tanto pessoal. Pois bem, muitas vezes nos esquecemos de observar o que realmente queremos fazer, refletindo sobre as decisões a serem tomadas, mas, porém nos esquecendo de levarmos em conta tudo aquilo que realmente deve ser pensado em nossa decisão. Por isso é importante partirmos de uma questão norteadora, uma questão que ajude o individuo a buscar o seu objetivo de forma clara e organizada, capaz de causar uma melhor compreensão a quem possa vir a tomar conhecimento do que foi elaborado, independente de ser um texto, um projeto pedagógico, ou qualquer outro meio de expressar conhecimento sobre determinado assunto. Esta foi uma das muitas coisas importantes que aprendi com o professor Silvestre Novak, quando dizia sobre conceitualizar e apresentava o Cmap para a confecção de uma rede de conhecimento, onde as palavras ali utilizadas estariam ligadas dentro de um mesmo projeto, facilitando o entendimento por parte daqueles que observassem o mesmo e suas nuances.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEMESTRE DECISIVO “TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO”

Estamos na reta final, foi difícil chegar até aqui, mas graças aos colegas, tutores (as), professores (as), além de uma coordenação e equipe Diretiva de peso, conseguimos. Agora é demonstrar um pouco de tudo que foi aprendido durante este tempo, contando novamente com a ajuda de todas estas pessoas, como é bom saber que não estamos sozinhos, muito pelo contrário basta um clic e de alguma forma estaremos bem próximos, estou feliz por ter chegado até aqui, ansioso para chegar ao final e com gosto de quero mais, por saber que este final esta tão próximo.
Escolhi realizar o meu TCC, sobre as adaptações necessárias no uso da tecnologia nos laboratórios de informáticas das escolas, principalmente de rede pública. Escolhi este assunto, pois após realizar o estágio em um laboratório de informática, constatei que os computadores, bem como o espaço físico ocupado pelo laboratório, não condizem com a realidade inclusiva que é comentada diariamente. A primeira aula presencial deste semestre veio bem a calhar, pois a Professora Luciane junto ao Professor Eliseu, nos trouxeram dicas importantes sobre a elaboração deste último trabalho, incluindo ai o modo de fazer-se neutro durante os relatos, buscando utilizar a terceira pessoa. Foram demonstrados alguns TCCs, o que nos fez analisar de modo concreto o assunto em pauta, conseguimos nos reunir em grupos e acompanhar de perto, com debates e em clima propicio para a aprendizagem, todas as discussões necessárias para que a aprendizagem ocorresse de forma consistente.
Novamente por haver escolhido efetuar o meu estágio em escola municipal para alunos com necessidades educacionais especiais de aprendizagem, estou podendo contar com o auxilio da Tutora Graciela e da Orientadora Gabriela, que tiveram o trabalho de elaborar um roteiro para elaboração de trabalho de pesquisa, material este que se transformou em um questionário, que após devidamente respondido nos facilitará na elaboração de nosso TCC, pois vem de encontro a tudo aquilo que necessitamos para concluir nossos objetivos.
É lógico que o assunto a ser discutido; a questão chave; hipóteses; evidências; o s tipos de informação; os objetivos; as metodologias; as conclusões; a documentação; os problemas; a maneira de resolver os problemas; tudo será de certo modo utilizado de forma a causar o entendimento sobre o desenvolvimento de nossas atividades, buscando melhorar ainda mais a aprendizagem nas escolas onde realizamos estágio, bem como, nas demais que por vezes possuem os mesmos critérios de avaliação e a mesma maneira de entender a educação. Todavia é o nosso ponto de vista que deverá prevalecer, argumentado, sedimentado diante das palavras dos grandes mestres da área da educação em todos os tempos, pois, foi baseado na aprendizagem adquirida levando-se em conta seus feitos e suas pesquisas, que nos trouxe até este ponto do curso.
Este curso pode estar chegando ao final, mas a aprendizagem, esta jamais termina, pois estaremos sempre dispostos a aprender mais, para compartilhar mais fazendo uma grande troca, onde todos nós sairemos cada vez mais conscientes da importância da continuidade em nossa atualização, para que prevaleça uma aprendizagem com real qualidade, como esta que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tão gentilmente nos está proporcionando.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FAZER O QUE É CERTO.

Eu sempre digo que fiz muita coisa em minha vida, tudo o que aprendi de certa forma me serviu e me levou a estar em locais que para muitos pode parecer impossível, mas eu garanto que nada é impossível, quando o ser humano resolve fazer atrocidades, todos julgamos e dizemos, monstros existem e é possível fazer tais perversidades. Por que então, quando encontramos alguém que se dedica a fazer o bem, agindo de maneira correta, dentro dos padrões éticos e morais, fica tão difícil acreditar. A resposta é simples, o bem quase não aparece, não rende reportagens, não vende noticias, a não ser com raras oportunidades é mostrado pela mídia, mas logo é esquecido. Já a maldade, infelizmente está a todo o instante presente a nossa frente, o soco do jogador que de uma hora para outra acaba com a vida profissional de um atleta; O atleta rico que assume o papel de monstro e acaba brutalmente com a vida; O ex-aluno que matou a professora (http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=321063); O traficante de drogas, que acaba com várias famílias diariamente; O político que rouba dinheiro público, dinheiro suado que sai do bolso de seus eleitores em forma de impostos e multas, nem sempre aplicados corretamente, de maneira justa, se não fosse verdade, todas as escolas teriam todo o material necessário para por em pratica todos os projetos elaborados por seus professores. São tantas as maldades, que gastaríamos anos, décadas escrevendo e nunca chegaríamos ao fim, até porque não vale à pena como diriam nossos antepassados, pois estaríamos ajudando a propagar ainda mais tanta destruição.
Quando os demais seres humanos em minha volta, bem como, em outros lugares deste mundo, pois sei que existem e são maioria, resolverem propagar o bem, demonstrando de forma maior o poder que a união pela amizade sincera, sem compromisso com falsidade e a favor de dispor-se apenas como humano antes de tudo, sendo capaz de colocar o material em outro plano, assim poderemos ter a vitória sobre a maldade e a injustiça.
Temos exemplos expressivos de pessoas que fizeram o bem em suas áreas, Louis Pasteur, Freud, Piaget, Montessori, Madre Tereza, Gandhi, Freire, dentre tantos outros, que deixaram seus feitos marcados pela coragem em lutar por seus ideais, ajudando muito ao próximo. Temos que fazer com estes nomes e seus feitos, não sejam citados apenas para aqueles que atingiram a universidade, mas sim perante todos os que freqüentam as escolas e outros locais de convívio público, mais que isto, tem de valorizar os grandes homens e mulheres de hoje, aqueles que na atualidade lutam pelo fim da violência, pela integração, pela prevenção das moléstias e dos vícios, transformando os seus feitos em algo a ser valorizado, fazendo com que mais pessoas se unam a esta causa, melhorando ainda mais a educação em toda a comunidade escolar. Temos que manter nossas crianças ocupadas com o lúdico, com o brincar enquanto se aprende, seja com brinquedos comuns ou de alta tecnologia, temos de pensar em um amanhã onde o bem será citado em todos os noticiários e o mau, este será lembrado apenas como forma de nos prevenir para que não volte a ocorrer novamente. Para que tudo isso ocorra, é necessária muita coragem e determinação, dizer não para a corrupção, não colocar preço em si mesmo, ajudar quem merece a ocupar o cargo que tem qualificação, seja o cargo que for sem se preocupar com religião, partido político, deficiência ou qualquer outra coisa, que não seja relevante perante a qualidade do serviço prestado.
Professor: Marcos Schilling Martins.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DEPOIS DO ESTÁGIO - O MAIS IMPORTANTE.

A pior coisa no estágio é o fim deste, pois nos apegamos às crianças e saímos do estágio cheios de incertezas. Será que vão continuar com os nossos projetos? Quem realmente poderá seguir adiante realizando atividades desenvolvidas a partir do estágio com os alunos? Dentre outras várias questões que surgem na mente de vários estagiários e que às vezes nunca são respondidas. Já realizei alguns estágios em minha vida, na área da educação e fora desta e, por não querer nunca fechar os olhos para a verdade, sempre optei por continuar após os mesmos, realizando as atividades sempre que possível, pois, mais importante que ver como melhorou o local enquanto estive lá, é saber se a melhora continuaria depois que saísse. Posso garantir que dificilmente continua, pois, as pessoas gostam das facilidades e trabalho não é considerada coisa fácil pela maioria e, quando esta não quer, este não continua. Por isso, nada mais me causa estranheza, principalmente em se tratando de órgão público, onde as pessoas parecem que estão realizando algo, por favor, nunca por recebimento de salário, nunca por realização profissional, quanto mais por gostarem daquilo que fazem.
A maioria dos estagiários de fato, sempre esperam que as coisas mudem, explicarei: Estagiário de fato, é aquele individuo que não estava fazendo parte de algum local e adentrou no espaço designado apenas para realizar da melhor maneira possível seu estágio. Existem os estagiários que realizam seus estágios no mesmo local onde trabalham comumente, estes são considerados por mim, estagiários naturais, pois, nada vai mudar em suas vidas ou das pessoas a sua volta por conta da realização de seu estágio, pois, continuarão ali depois que o referido estágio terminar.
Com certeza aconteceriam mais mudanças se mais estagiários de fato realizassem suas atividades em local onde ninguém os conhecesse profissionalmente, pois, trariam idéias inovadoras, demonstrariam mais garra, pois não estão presos a critérios pré-determinados, apenas utilizam o que aprenderam, procurando melhorar o ambiente onde estão e, isto muitas vezes é levado em conta por aqueles que observam o desenvolvimento de seus trabalhos.
Também existem estagiários de fato, que são afastados dos locais de estágio antes de concluírem o mesmo, isto ocorre muitas vezes, devido à falta de aptidão do estagiário, mas também pode ocorrer por outros fatores, como por exemplo, não aceitar coisas erradas que acontece nos locais onde foram realizar estágio e, não conseguirem “engolir sapos”, coisa que infelizmente tornou-se comum para que muitos possam concluir seus cursos seja de graduação ou não.

sábado, 19 de junho de 2010

A APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA A PARTIR DOS 6 ANOS DE IDADE.

Não faz muito tempo atrás, na cidade de Porto Alegre, alguns policiais militares cientes de estarem cumprindo com o seu dever, retiraram das ruas algumas crianças que dormiam debaixo de marquises no centro da cidade. Estas crianças foram levadas ao Conselho Tutelar e para surpresa de muita gente, retornaram às ruas, pois, o conselheiro entendeu que os Policiais haviam se excedido com aquela medida. Até porque segundo o Conselheiro Tutelar, as crianças tem o direito de ir e vir assegurado em lei, como qualquer cidadão, inclusive o direito a correr o risco de sofrerem atentados contra suas integridades físicas e mentais. Mas não é obrigação do estado zelar pelos cidadãos formados ou em formação, prestando-lhes assistência quando necessário, como meio de prevenção e dificultando incomodar-se futuramente?
Logicamente que outras pessoas da época pensaram desta forma, outros não, afinal moramos e vivemos uma democracia. Hoje lendo este texto (Desenvolvimento infantil e aprendizagem da linguagem escrita), relacionado à aprendizagem da leitura e escrita a partir dos 6 anos na escola, fiquei pensando na criança que levanta a partir das 6 horas da manhã, como se fosse um adulto que vai para o serviço, mas acaba encarando uma escola ou uma creche (centro educacional), nos dias de inverno, as temperaturas chegam a ficar em alguns locais deste estado (RS), abaixo de zero, os pais não tem com quem deixarem seus filhos em casa, por outro lado às crianças são consideradas em idade escolar e precisam freqüentar a escola, ninguém as pergunta se é ou não o que elas gostariam de fazer naquele horário, mas sobre a desculpa do ter de trabalhar, muitas pessoas as levam para tais locais de ensino, na maioria das vezes, mal agasalhados, a pé, ou em transportes precários. Isto não começou a ocorrer a partir de hoje, isto é antigo, pois, o crescimento econômico gerou muitos empregos, mas encareceu muito os artigos de primeira necessidade dentre outros que fazem parte da rotina de uma família, obrigando as mães a trabalharem e a deixarem seus filhos, com parentes ou com estranhos, ganhando muito mais espaço as creches ou centros de educação, onde estas são muitas vezes levadas a partir do berçário.
É justo que estas crianças que estão neste ambiente escolar, sintam-se obrigadas a ler e a escrever a partir desta idade 6 anos, por imposição dos adultos, ou podemos ludicamente, como se estivéssemos brincando com elas, sem sofrimento, levarmos as mesmas a adquirirem a motivação e, quase por iniciativa própria, começarem a ler e a escrever, já que estão em um ambiente escolar, onde geralmente são recebidas muito cedo, não seria mais correto que neste espaço de tempo, elas fossem melhor preparadas para o ensino regular.
Fiz questão de tocar no assunto do ponto de vista da lei, e do ponto de vista humano, afinal são hipócritas aqueles que pensam, que seus filhos não tem condições de aprender, pois, se estes conseguem desde tão novos adquirirem a independência de muitas famílias, freqüentando os locais de trabalho de outros adultos, onde tornam-se alunos, por que não tratá-los como alunos, ensinando-os a ler e a escrever, desde que respeitando o espaço para brincadeiras diversas, onde também esta aprendizagem deve estar inserida de forma lúdica, sem causar traumas e sim proporcionando momentos de muita alegria e descontração. Tenho 46 anos de idade, não me recordo de profissionais da área da educação em minha família, mas me lembro de minha mãe, ou alguma empregada doméstica que havia trabalhado lá em casa, que vendo a minha vontade em entender alguma palavra escrita em jornal ou em revista foto novela, sem se importar com a minha idade na época 5 a seis anos, resolveu brincando começar a me explicar sobre as letras, seus sons e como formam as palavras. Também nunca soube de algum pai ou mãe, que tenha processado alguma escola pelo fato de receber um bilhete de seu filho inclusive menor de seis anos dizendo “Papai ou Mamãe, eu te amo”, fosse o dia que fosse. Se a criança está aprendendo de forma adequada, porque não deixá-la aprender, porque privá-la de seu direito de cidadã, manifestado de forma espontânea.
Vygotsky (2000), já defendia o ensino da escrita a partir dos 6 anos, isto está também neste mesmo texto que mencionei anteriormente, baseado em que oitenta por cento das crianças com três anos de idade dominavam uma combinação arbitraria de sinais e significados, já aos seis anos, quase todas seriam capazes de realizar esta operação.
Vygotsky em defesa de sua tese, relaciona o que outra grande estudiosa Montessori, dizia a respeito, partindo do pré suposto de que os aspectos motores podem ser acoplados ao brinquedo infantil e que o escrever pode ser “cultivado” ao invés de “imposto”. É como eu havia escrito antes, a criança descobre a habilidade de ler e escrever, durante as brincadeiras, nas quais sentem a necessidade de ler e escrever. Desta forma para Vygotski o que Montessori faz com relação aos aspectos motores deveria ser feito também em relação ao que definiu como sendo os aspectos internos da linguagem escrita e de assimilação funcional.
Por tudo isso, eu nem preciso dizer, mas vou dizer assim mesmo: Sou totalmente a favor da escola do ensino fundamental de nove anos, que está sendo implantado pelo MEC.

Site do texto citado: http://supervisaoprofgabriela.pbworks.com/f/crianca_seis_anos_opt.pdf
Referência Bibliografica:
BAPTISTA, Mônica Correa - Crianças menores de sete anos, aprendizagem da linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

MOTIVO DE ORGULHO

MOTIVO DE ORGULHO.

Meu filho mais velho “Marcos Luis Schilling Martins”, indicado pela amiga Psicóloga Jaqueline Reis, a partir desta semana está freqüentando um curso oferecido pelo SENAI, em parceria com a empresa SOUZA CRUZ, curso de Auxiliar Administrativo. O curso terá a duração de 800 horas, sendo que 400 teóricas e 400 práticas, durante o mesmo, o aluno recebe um auxilio bolsa, freqüentando o curso no período de 4 horas diárias. Estou orgulhoso por dois motivos, o primeiro em saber que o meu filho foi um dos escolhidos para participar deste curso, ele já cursa o Pro Jovem, onde uma das disciplinas é justamente Auxiliar Administrativo, mas não havia trabalhado com isto na pratica, há não ser comigo no comercio. Também fico feliz, em saber que o SENAI comprou a briga pela inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais de aprendizagem, principalmente os deficientes mentais, pois, estes estavam sendo deixados de lado, o que acabava por desmotivá-los a continuar os estudos, bem como, lhes estava deixando com a alto estima baixa, muitos inclusive enfrentando problemas de depressão, por sentirem-se inúteis, coisa que todos sabemos não são, pois, possuem todas as condições para vencer seus desafios e limites, basta vontade política de nossa sociedade para que isso aconteça.
Parabéns Marcos Luis, e muito obrigado PSICÓLOGA JAQUELINE REIS, SENAI e a SOUZA CRUZ, pela brilhante iniciativa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA SOBRE A INCLUSÃO

Um dos motivos que me fez adentrar neste curso, foi o atendimento Educacional Especializado, principalmente relacionado com a deficiência mental. Quando descobri em certo momento do curso, que algumas pessoas ilustres de meu país haviam se preocupado com a questão da inclusão de fato e de direito, fiquei comovido, soube disso a partir da leitura do texto “Atendimento Educacional Especializado” – Deficiência Mental – Autores: Adriana I. Limaverde Gomes, Anna Costa Fernandes, Cristina Abranches Mota Batista, Dorivaldo Alves Salustiano, Maria Teresa Eglér Mantoan e Rita Vieira de Figueiredo - site: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dm.pdf nomes os quais faço questão de escrever neste texto, , mesmo em se tratando de um projeto onde MEC e Universidade Federal do Ceará foram parceiros, demonstraram que com responsabilidade, podemos avançar de maneira muito satisfatória na área da educação, promovendo a inclusão de maneiras coerentes, criando oportunidades para os docentes realizarem seus cursos de qualificação à distância, com qualidade e sem desculpas, de não haverem buscado compreensão devido à falta de recursos, desculpa que muitas pessoas utilizam quando falamos de inclusão nas escolas, principalmente as de ensino regular.
A Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Especializado – Deficiência Mental, hoje é uma realidade, eu mesmo me sinto mais capaz, pois, realizando este curso de Licenciatura em Pedagogia ministrada por mestres de qualidade por esta universidade de peso chamada UFRGS, onde mais do que teoria, estou tendo a chance de realizar o meu estágio em escola pública de educação especial, vivenciando experiências de grande valia, pois dentro do laboratório de informática da instituição, passam a grande maioria dos casos atendidos diariamente na mesma, ao menos no período da manhã, onde executo as minhas atividades com as professoras e suas respectivas turmas. Presente este, que não tem preço na vida de qualquer acadêmico que preze a profissão de professor, sabe o quanto é importante, a oportunidade de unir a teoria e a prática, causando uma melhora considerável naquilo que já parecia estar bom.
Logicamente, existem questões no referido texto, que para mim ainda não ficaram bem explicadas, pois acredito na inclusão como um todo, mas também sei da importância das escolas de educação especial, como auxilio para que os alunos com necessidades educacionais de aprendizagem possam freqüentar de maneira mais significativa às aulas em escolas regulares, bem como, através da estrutura oferecida neste tipo de instituição, fazer um diagnóstico de quem está ou não apto a freqüentar a escola regular, sem prejudicar a si mesmo ou a outros alunos, partindo do pré suposto de que cada caso é um caso, e a deficiência mental é a mais difícil de ser tratada, dependendo do grau em que o cérebro foi afetado, bem como, o tempo que a família conseguiu auxilio especializado, que todos nós sabemos, não existe em algumas localidades deste imenso país. Por isso, o fato de encontrar este texto incluído no Pbwork denominado “Cantinho da Inclusão”, já me deixa feliz, pois, sei que existem mais pessoas preocupadas com o assunto e, que a UFRGS, preocupada com a minha formação acadêmica proporcionou-me mais este material de apoio, onde outros mestres, escreveram a sua visão sobre o assunto, bem como, o modo de agir em relação ao mesmo, o que é sempre positivo, se quer formar uma opinião mais coerente com a nossa realidade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ADAPTAÇÃO DE AMBIENTE AJUDA NA INCLUSÃO.

Lendo o texto “Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança” – autoras Nara Liana Pereira Silva e Maria Auxiliadora Dessen - site: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722001000200005&script=sci_arttext

ambas da Universidade de Brasília, onde já no resumo o problema da compreensão deste público alvo de ensino a partir da família do individuo com a deficiência mental propriamente dita. Buscando a compreensão de três aspectos: A concepção de deficiência mental; a importância do ambiente social; o relacionamento de famílias com crianças deficientes; tudo relacionado ao desenvolvimento cognitivo das crianças com necessidades educacionais especiais de aprendizagem.
Realizando o meu estágio dentro do Laboratório de Informática de uma escola que visa ajudar justamente esta clientela de alunos, dos quais muitos são levados a estudarem em escolas publicas municipais, outros por tratar-se de um nível mais elevado de comprometimento cerebral, ainda não possuem reais condições de estar cursando aulas em escola regular, pois, ainda não alcançaram um diagnóstico capaz de liberá-los para freqüentar o ensino em escola desta natureza.
Como diria: Vygotsky – (1994), o ambiente escolar deve ser mutável, adaptando-se a clientela que o ocupa, por isso procuro junto com os demais professores e colegas de estágio, transformar o ambiente da maneira mais saudável possível, para dar chance para que estes alunos consigam realmente aprender algo significativo para suas vidas, utilizando software e outros recursos adaptados para estes. Pois, ainda segundo Vygotsky, se a escola não consegue adaptar-se, promovendo de alguma forma a inclusão da criança, então a aprendizagem estará fardada ao fracasso e não é isso que queremos com a inclusão em nosso país.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PLANEJAMENTOI E APRENDIZAGEM

Ninguém consegue atingir uma meta sem fazer um planejamento anterior, isto é sabido por todos os profissionais ligados à área da educação, se observarmos o texto “Ensinar bem é...saber planejar”, observaremos que planejar é buscar o conhecimento, mas como assim, o professor não deve ensinar, como então ele busca o conhecimento? Simples, quando planejamos algo, estamos esperando algum resultado que deverá ser atingido ao colocarmos em prática este planejamento, em se tratando da área da educação, estamos buscando o conhecimento sobre nossos alunos, como estão, o que estão entendendo com as atividades desenvolvidas com eles, bem como, sempre após o planejamento executado, fazemos uma reflexão sobre o que ocorreu durante o seu desenvolvimento, neste momento estamos não apenas buscando avaliar os alunos, mas também nos alto avaliar, na medida que interpretamos os acontecimentos negativos, como alguma falha de percurso cometida por nós, o que sugere dizer que também buscamos através do planejamento nos conhecer melhor, para aumentar as nossas chances de demonstrar melhor desempenho em um planejamento futuro. Planejar requer muito raciocínio, temos de procurar recursos, conteúdos, pautados em objetivos previamente estabelecidos, os quais nos darão a noção de êxito ou não depois de concluídos ou utilizados didaticamente. A organização de tudo isto é muito importante, caso contrário corremos o risco de não chegarmos a um denominador comum claro em nossas observações durante o processo de desenvolvimento do plano em questão. A crítica, o modo como observamos os trabalhos enquanto os realizamos, bem como a maneira flexível destes, à medida que estamos lidando com seres humanos, podem nos levar para rumos antes não imaginados, por isso é tão importante estabelecermos metas claras para apesar de flexível, o planejamento nos levar onde queremos, ou bem próximo disto.
Segundo o texto citado anteriormente, para José Cerchi Fusari, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – site:
http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/ensinar-bem-saber-planejar-424802.shtml
não há ensino sem planejamento, em outras palavras ele diz: Improviso não tem lugar na escola, a não ser quando determinado assunto surge dentro do convívio da sala de aula e, pode ser inserido no planejamento referente ao mesmo, visto que o plano é flexivel. Este mestre, está totalmente correto, pois se o professor se dá ao desfrute de comparecer a escola para improvisar todos os dias, com seus alunos, sem nunca utilizar um planejamento, então este professor, jamais conhecerá as reais condições dos mesmos, bem como nunca conseguirá identificar o quanto consegue fazer a aprendizagem acontecer, tornando suas aulas, algo medíocre sem substancia para uma real avaliação, e se algo não pode ser analisado, observado em um contexto lógico, também não pode ser considerado como aula e se não é aula, não interessa para a educação, já que não consegue causá-la.
Sempre que vou ministrar uma aula, faço planejamento, pois, como poderei me guiar se não sei por onde começar, com argumentos, com metas, com objetivos amplos e específicos, etc, por isso, sempre causo aprendizagem, e quando esta não vem a contento, tenho sobre o que refletir para buscar melhorar a minha maneira de ensinar ou problematizar alguma coisa com os alunos, de forma mais correta.

terça-feira, 18 de maio de 2010

OBSERVAR, RELACIONADO A APRENDIZAGEM

Observar é muito importante, saber observar, mais ainda. Quando escrevo observar, não quer dizer, que devemos ficar debruçados sobre as mesas de nossos alunos para sabermos o que estão fazendo, ou que temos de procurar de alguma forma supor o que estão pensando.
Observar o educando, para mim significa dialogar, ver como este age naturalmente, compreender seu modo de ser, sua postura perante a comunidade onde vive, tomar conhecimento de sua história estudantil, suas experiências adquiridas, buscar um entendimento o mais próximo possível entre o professor e o aluno, buscando facilitar a aprendizagem, com respeito, nunca com rispidez.
Saber observar, pode levar o professor a ajudar o aluno a construir algo melhor para si, uma aprendizagem significativa, para um bom observador, o simples “an”, do aluno, perante uma pergunta formulada, ao ser repetido novamente “an”, pode significar um problema de surdez, que nem sempre é percebido dentro de casa, mas que pode atrapalhar o aluno no entendimento das questões levantadas em sala de aula.
Para ser um bom observador, o professor deve em primeiro lugar gostar do que faz, em segundo, gostar dos alunos, estar disposto a se preocupar com a aprendizagem destes e ciente de que: melhor ser um professor zeloso, do que deixar passar certas situações e aos poucos se tornar um professor relapso, negligente em sua função, pois, observar faz parte da função do professor, já que sem realizar esta tarefa, ele não terá como avaliar o desempenho de seus alunos, nem mesmo procurar melhorá-los no desenvolvimento de suas atividades.
O texto “Educando o olhar da observação – Aprendizagem do olhar” – Autora (Madalena Freire Weffort), retirado do livro: FREIRE, Madalena – Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos –site: http://supervisaoprofgabriela.pbworks.com/f/Madalena+Freire.pdf - vem de encontro a tudo isto que escrevi até aqui, sobretudo na frase que diz: “A observação é a ferramenta básica nesse aprendizado da construção do olhar sensível e pensante”.
Nós professores, aprendemos enquanto observamos, quando algo dá errado, quando aquela metodologia não surtiu aquele efeito desejado, nos motivamos para outro planejamento, mas antes nos perguntamos: Onde falhamos? O que deixamos de fazer? Estamos prontos a aprender com estes erros, pois, nunca sabemos tudo, nem tão pouco sabemos muito, por isso estamos sempre prontos a aprender enquanto buscamos compartilhar com os alunos o que buscamos também para nós, a aprendizagem do que realmente importa em nossas vidas. Para isto, devemos saber ver e ouvir, para voltarmos ao nosso planejamento e encontrar o ponto certo ou o mais próximo do entendimento do aluno, para lhe causar o beneficio da aprendizagem. Assim sendo, estamos sempre nos questionando, problematizando, participando buscando acima de tudo o melhor, para os nossos alunos, mais que para nós mesmos. Por tudo isso, procuro ser o mais observador possível em sala de aula, buscando maior segurança na hora de planejar algo com os alunos, para atingir melhor os objetivos, tanto amplos, tanto específicos, isto é parte fundamental de meu trabalho, mas ainda não é tudo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A INTERAÇÃO UTILIZANDO A NOVA TECNOLOGIA, TORNA A APRENDIZAGEM MUITO MAIS SIGNIFICATIVA EM TEMPO MENOR.

Aprendi em experiências de vida e, vejo sublinhado no texto “Aprendizagem Cooperativa em Ambientes Telemáticos” – Autoras: Débora Laurino Maçada e Ana Vilma Tijiboy, site:
http://supervisaoprofgabriela.pbworks.com/f/APRENDIZAGEM+COOPERATIVA.pdf que em todo o trabalho a ser desenvolvido, principalmente relacionado com a área da educação, devemos trocar idéias com outras pessoas, ainda mais se estas estão diretamente relacionadas com o local onde trabalhamos.
Hoje estou realizando o meu estágio em um laboratório de informática de uma escola pertencente à rede pública municipal de ensino, todos os dias turmas de alunos são levadas por suas professoras até este recinto, com o propósito de utilizá-lo como ferramenta de auxilio na aprendizagem dos alunos. Pois bem, após desenvolver atividades com os alunos, mesmo acompanhado por vezes pelas professoras, envio as mesmas um relatório de tudo que foi observado durante a estada dos alunos no laboratório.
Muitas vezes apesar de próximos dos alunos, não conseguimos identificar alguma dificuldade que os mesmos possam estar tendo em relação a alguma atividade, ou a algum recurso que estamos tentando utilizar, mas que não está surtindo o efeito necessário. Neste momento é muito importante à troca de idéias, o envio de observações realizadas quando do desenvolvimento das atividades. Agindo desta forma torna-se mais fácil diagnosticar algum problema no planejamento efetuado e até se for o caso acrescentar mais alguma coisa que por ventura estava faltando e não havíamos nos dado conta quando do transcorrer da atividade proposta.
A interação, a troca de idéias, a cooperação, sugere que fazemos parte de uma mesma equipe, ou seja, buscamos o mesmo propósito, não nos mostrarmos melhor que os outros, mas procurarmos melhorar algo muito mais importante, a aprendizagem de nossos alunos, dar sugestões, bem como, receber intervenções construtivas, nos causam uma grande melhora na forma de relacionar o que se está passando aos alunos com o que podemos melhorar, seja nos conteúdos, seja nos recursos utilizados.
Principalmente à parte do texto que nos reverte a Thomburg (1997), que trata da utilização de novas tecnologias na capacidade de resolver problemas, concluindo com a “Comunicação, Colaboração e Criatividade”, me leva a pensar sobre a forma que estamos utilizando a tecnologia que chamo carinhosamente de “Tecnologia dos Bastidores”, compartilhada através dos Pbworks, dos e-mails, dos blogs, que tanto nos aproxima, das nossas Supervisoras de Curso, das Tutoras, mas também das colegas professoras de curso e da escola e também da Supervisão e Direção da escola onde estamos desenvolvendo nosso trabalho. Estamos todos buscando o mesmo objetivo, todos preocupados em fazer o melhor, em atingir da melhor maneira possível à aprendizagem de nossos alunos. É por isso que não acredito que custe enviar os meus relatórios para as pessoas citadas, pois, se for para desenvolver melhor esta atividade compartilhada com esta equipe que tanto tem cooperado neste trabalho, faço isto com o maior prazer, assim como procuro observar os textos enviados tão gentilmente, seja por colegas da escola ou de curso, o importante é que todo o material recebido seja para ajudar no desenvolvimento de um trabalho lindo que estou tentando realizar nesta escola com estas pessoas que admiro muito.
Para mim, neste momento, não importa se a interação está ocorrendo em tempo real ou não,se síncrona ou assíncrona, o importante é que a interação está acontecendo e eu não estou me sentindo sozinho, muito pelo contrário, estou seguro daquilo que estou fazendo, pois, estou amparado na minha experiência, junto com a experiência muito maior, das pessoas que estão a mais tempo que eu na área da educação, as quais procuro seguir as sugestões fornecidas, bem como, sugerir alguma idéia, caso eu saiba algo que possa melhorar a atividade.
O que estou afirmando, já foi afirmado por Echeita e Martin (1995), é também assunto abordado tanto na epistemologia genética, quanto pela escola sócio-histórica, as quais possuem dentre seus representantes Piaget e Vygotsky (Clermoni Perret, 1992). Assim sendo, acredito que devemos utilizar cada vez mais a tecnologia, pois, esta facilita a nossa vida de muitas formas. Lembram do tempo que demorava uma correspondência entregue pelo correio para chegar aos nossos lares? Lembram do risco de extravio de documentos? Lembram do preço a ser pago pelo serviço? Preciso dizer mais?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.




A aprendizagem ocorre em qualquer lugar, seja em escola regular ou em escola especial, a aprendizagem é possível. A diferença é o tempo necessário para ocorrer esta aprendizagem, o qual é maior em se tratando de escola com clientela especial, principalmente se a deficiência for mental, pois, todos sabemos que o cérebro do ser humano quando atingido por alguma enfermidade, principalmente se esta causar algum tipo de deficiência, pode interpretar as coisas à sua volta de maneira diferente, por isso, cabe ao professor observar muito mais estes alunos, para poder identificar o ponto certo, a atividade mais provável de ser desenvolvida com os mesmos, a qual lhes causará alguma aprendizagem significativa.
Os deficientes mentais necessitam de materiais concretos presentes em todas as atividades a serem desenvolvidas, pois, sem estes, fica mais difícil explicar e fazê-los entender do porque, para que e quando devem utilizar as coisas.
Maria Montessori (1870 – 1956), desenvolveu um programa de objetos concretos para crianças deficientes mentais, baseados no uso sistemático e manipulação de objetos concretos. Nos dias atuais devemos fazer a mesma coisa, a diferença é que podemos substituir alguns objetos através da utilização da tecnologia da informação, levando os alunos a adentrarem em espaços virtuais, onde podem interagir com objetos, imagens, figuras, cores, desenhos, móveis ou não, mas que podem ser manipulados com o uso do mouse, facilitando a aprendizagem destas pessoas com deficiência mental. Mas de nada nos adianta o uso da tecnologia, se não respeitarmos o tempo de compreensão necessário por parte destes indivíduos. Daí a grande importância dos laboratórios de informática dentro das escolas regulares ou de educação especial, pois, ela veio de encontro a suprir as escolas de materiais virtuais, que quando manuseados pelos deficientes mentais através do mouse ou outro acessório do computador, praticamente substituem o material manipulável pelas próprias mãos, facilitando muitas vezes a compreensão do assunto por parte deste individuo. Isto não quer dizer que: Não precisamos dos materiais concretos, apenas abre margem para que utilizemos também materiais virtuais, os quais possuem maior quantidade, ocupando menos espaço e com a rapidez de um clic. Pena que ainda temos de correr os riscos com vírus, os quais estão infectando os softwares livres oferecidos em diversos sites na Internet, mas este é um outro problema a ser resolvido mais para frente.

Mascaras de adaptação para teclado: Esta mascara visa reter um pouco das informações contidas no teclado, simplificando o mesmo para a atividade que se pretede trabalhar, neste caso a Digitação.

Link onde encontramos as leis que protegem nossos alunos especiais http://www.dislexia.org.br/leis/lei006.html

domingo, 25 de abril de 2010

MUDANÇAS

É impossível quando se é professor e, se identifica com a escola onde está trabalhando, deixar passar em branco uma oportunidade de ajudar. Muitas colegas de curso sabem, que já há algum tempo faço parte do conselho administrativo da APAE, em Gravataí. Tive e tenho momentos felizes junto a alunos com necessidades educacionais especiais de aprendizagem, mas de alguns dias para cá, estou preocupado com o rumo que será dado a estas crianças, já que a APAE, e E.M.E.E., Cebolinha se desvencilharam, ou seja a parceria que até pouco tempo existia está sendo desfeita. Logicamente que mudanças são bem-vindas, seja onde forem, mas quando envolvem a educação de alunos com tantas dificuldades, motoras, cognitivas, de locomoção, etc.
Assim sendo, resolvi procurar um novo lugar para abrigar a escola, afinal, os alunos precisam de um local, preferencialmente próximo à unidade existente hoje, para que não seja tão brusca a mudança, o ideal, seria continuarem na mesma localização, mas caso isto não se torne possível, precisamos pensar nos alunos. Já há alguns finais de semana, saio à procura de um prédio, que ofereça, segurança, espaço físico, para abranger todas as salas necessárias, boa localização, uma comunidade sem preconceitos, capaz de incluir os alunos como foram incluídos onde estão, com acessibilidade para os nossos cadeirantes, dentre outros problemas físicos que alguns amiguinhos possuem, em fim um ambiente acolhedor, onde todos os projetos em prol do ensino destes alunos possam ser realizados. Visitei neste final de semana, dois locais, acredito que um destes possa servir para aquilo que queremos, mas fico pensando, será que passa pela cabeça dos pais, dos funcionários e porque não dizer dos alunos, o que poderá acontecer com uma mudança destas. Afinal são décadas no mesmo endereço. Eu fui um dos primeiros a aceitar a cobrança de aluguel da prefeitura, pois, afinal o prédio pertence a APAE, mas eu não sabia que havia sido doado pela prefeitura, mesmo assim, sei que são anos, e que a APAE, está com dificuldades financeiras, mas também acredito que antes de qualquer mudança, seria mais aconselhável, nos reunirmos, nós do conselho Administrativo da APAE, junto com os funcionários, pais de alunos e representantes da prefeitura de Gravataí, para decidirmos se realmente este é o melhor caminho.
Uma parceria tão antiga, cheia de momentos brilhantes, causando bem estar a toda a comunidade de nossa cidade no tocante ao ensino de alunos com necessidades educacionais especiais de aprendizagem. Parceria na qual, uma escola ensina alunos com estas dificuldades, enquanto a outra além de prestar os primeiros auxílios aos pais que recebem um anjo destes em suas famílias, também os coloca em oficinas, fazendo-os vencer por seus próprios méritos, ganhando junto com o amor e carinho a dignidade, de poder produzir algo e caminhar pelos seus próprios pés, tornando-se cidadão de fato, pois já é de direito.
Será que nós, ligados diretamente a área da educação, nós que vivemos falando em dialogo, não devemos nos sentar e dialogar sobre este assunto tão melindroso e sensível, antes de tomarmos qualquer decisão?
Aprendi em minha jornada de vida, a qual foi sublinhada dentro deste curso oferecido pela UFRGS – Licenciatura em Pedagogia, que o mais importante em uma instituição de ensino, não é o professor, mas sim o aluno, indiferente do sexo, da raça, da origem, da religião, do partido político, da deficiência que possua, por este motivo a inclusão se faz necessária e é levada em consideração em todas as escolas de nosso município. Mas se isto é verdade, como podemos levar em conta apenas o que alguns decidiram, sem ouvirmos todas as partes envolvidas, e o exemplo de democracia, será que mais uma vez, vão desconsiderar o pensamento dos alunos, por considerá-los deficientes demais para pensar sobre o assunto, será que os seus responsáveis também serão avisados apenas na hora da mudança, espero que tudo se resolva e que tudo retorne a paz, pois, acredito que é tudo que estas crianças e jovens gostariam de ouvir neste momento, independente do preço a ser pago, ou do acerto a ser feito, vamos pensar nos alunos acima de tudo. Nem sempre mudar o endereço resolve, as vezes é importante mudarmos a nós mesmos para encontrarmos o que estamos procurando.