quinta-feira, 18 de junho de 2009

Após a aula presencial.

Acredito que com o auxilio do professor e da tutora, consegui aprender sobre como me orientar para finalmente executar o mapa conceitual, o qual deverei utilizar no P.A. Não é fácil realizar a atividade, quando estamos à distância, mas as aulas presenciais são muito úteis e conseguimos aprender com mais qualidade através delas. Não quer dizer, que nas aulas virtuais, nós não aprendemos, mas, através deste curso, estou sentindo, que em certos momentos, é bom estarmos em contato mais próximo daqueles que estão nos ajudando nesta caminhada. Este curso é ótimo, pois, me possibilita experiências de forma única, consigo analisar melhor o que está ocorrendo em nossa rede pública de ensino, sem necessariamente precisar comparecer nas escolas desta rede, já que muitas colegas ministram suas aulas nas mesmas.

sábado, 13 de junho de 2009

REALIZANDO SONHOS

Nesta semana, lendo o jornal ZH do dia dez, fiquei feliz ao encontrar uma reportagem onde o colega e amigo Paulo Medeiros, vice-líder de minha turma do curso de Pedagogia, relata a sua trajetória até aqui, enfatizando a importância da modalidade de ensino a distância para todos aqueles que como nós, não temos tempo para comparecer às aulas presenciais. Também fiquei feliz, ao ler sobre a trajetória do Eduardo, que superou seus limites, cursando jornalismo, e está próximo de receber o seu certificado, ambas as reportagens são relacionadas a área do ensino, portanto resolvi postá-las em meu modesto portfólio, para que fiquem visíveis para um número ainda maior de pessoas, que valorizam o ser humano e buscam seu crescimento pessoal e profissional, mostrando que sonhar sempre vale a pena, concretizar este sonho também.





















































quarta-feira, 3 de junho de 2009

MINHA SINGELA HOMENAGEM PARA ALGUÉM, QUE ME AJUDOU A CHEGAR ATÉ AQUI.

Ontem (02/06/2009), em nossa aula presencial, comentei com algumas colegas de curso, que conheci o Dr. Roberto Chem, também comentei, que ele me ajudou a superar um momento difícil em minha vida, operando por quatro vezes a minha mão direita, a qual quase perdi após sofrer um atentado.

Desculpem-me as colegas, pois estávamos realizando um trabalho em grupo, o qual deveria ser concluído antes de começarem as apresentações, mas eu estava sem idéias, preocupado com o desfecho da história do trágico acidente no qual estava meu médico e amigo Roberto Chem, terminei por realizar parte da atividade, durante as apresentações, o que, não estava muito de acordo, mas só me dei por conta, quando estava vindo para casa, tamanha é a minha preocupação.

Escrevi para o seu filho, Eduardo Chem, este e-mail, no dia (01/06/09 as 23 horas), o qual quero compartilhar com vocês, pois, é a minha forma de homenagear, este Ser Humano, que me devolveu a vontade de viver, mostrando que se existem monstros, Deus também nos deu anjos para nos ajudar a superar os males causados pelos mesmos.


Estamos perplexos, apesar de procurarmos nos agarrar em toda a sorte de fé, pois, nada é impossível para Deus, sabemos que é muito difícil alguém sobreviver em uma tragédia como a ocorrida com este vôo.

Não sou da família, mas segundo o Doutor Roberto Chem, a família dele continuava em seus pacientes, por isso, Eduardo me sinto como se fosse. Nunca poderei pagar o que seu pai, junto a sua brilhante equipe, fizeram por mim, cheguei no hospital com febre, após ter visitado os Drs. Fransoze, Verzone e Deboni, cada um em seu local de trabalho, dentre eles uma clinica e dois hospitais, médicos que não me socorreram, mas que tinham alguma coisa em comum, todos foram alunos do grande médico Roberto Chem. Sabendo por estes, deste mestre, me assustava por sua importância na área da medicina, a demora por conseguir me consultar com ele, já que estava há dois meses com a mão em estado deplorável, mal cheirosa e eu com muita febre devido à infecção que provinha da mesma.

Não aguentando mais a dor, delirando, adentrei em um ônibus e fui encontrar com este grande médico na Santa Casa de Misericórdia em Porto alegre. A fila estava enorme, com certeza, mais de cinqüenta pessoas esperavam para serem atendidas por ele, uma moça morena, que trabalhava na recepção da triagem, vendo o meu estado febril, me conseguiu um lugar para que eu sentasse, quando a porta abria, eu via um monte de gente, do outro lado, sendo atendida, pela mesma equipe, e dizia pra Deus em pensamento, me trás ele aqui, pois eu não posso perder esta mão, preciso trabalhar. De repente a moça se aproximou de mim e disse, o Dr. Chem vai lhe atender, espera mais um pouco, ela nem terminou de falar, o médico saiu lá fora, veio em minha direção, pegou na minha mão machucada, cheia de ataduras, por cima de uma tala que depois fiquei sabendo estava totalmente mal posicionada, pos a mão na minha testa e disse, entra urgente lá dentro daquele corredor e vamos retirar estas ataduras da tua mão e providenciar uma lavagem, pois esta bem mal cheirosa. Após os componentes de a equipe retirarem as ataduras, ele novamente olhou para a minha mão e disse: Virginia (uma de suas alunas), o que você acha que devemos fazer com a mão deste paciente, ela respondeu: vamos mandá-lo para casa, para que execute exercícios físicos para que os dedos não fiquem atrofiados, e ele consiga mexer os membros novamente.

O Dr. Chem, arregalou os olhos e perguntou para mim, você está sentindo a sua mão, os seus dedos? Respondi que não, sentia apenas muita dor, aquele mau cheiro, a mão estava com pêlos cumpridos, os dedos estavam afinando, o Dr. Fransoze havia me dito que se não operasse rápido, perderia a mão, mas ele não tinha tempo para me operar.

O Dr. Roberto Chem, colocou a mão em meu ombro e disse: perdoa, por que eu dei aula a eles, mas eles ficaram ricos, não querem mais fazer a coisa difícil, pois, isto é muito complicado, para quem vê nesta profissão, apenas uma maneira de ganhar dinheiro. Dito isto, solicitou-me uma bateria de exames e marcou a minha operação para o mais rápido possível, colocando a Drª Virginia Pólvora como sua chefa de equipe, naquela operação, para que aprendesse um pouco mais sobre a arte de operar.

Eu senti naquele momento, que havia um mestre de verdade próximo a toda aquela gente, alguém em quem pudesse confiar, a pedido dele perdoei os outros médicos, os quais foram seus alunos.

Foram quatro operações, oito anos de tratamento, um dia disse a ele, doutor, a minha mão está excelente, não sei como lhe agradecer, ele me olhou nos olhos e disse: você já me agradeceu, seguindo todas as minhas recomendações, fazendo exatamente o que eu dizia para que fizesse, hoje eu posso pedir para tirar novas fotos de sua mão, pois sei que ela está noventa por cento melhor do que quando você chegou até mim, ele em sua humildade, nunca aceitava o cem por cento, pois, queria, que nem a cicatriz ficasse de lembrança.

Eu que havia pensado em fechar o meu comércio, consegui com a ajuda deste homem, me reerguer novamente, mais tarde, após conseguir segurar uma caneta como se deve, resolvi fazer um curso de informática, depois, cursei Magistério, hoje estou cursando Pedagogia na UFRGS, onde estou terminando o sexto semestre.

Da última vez que conversei com o Dr. Roberto Chem, você Eduardo, já estava ao lado dele na Santa Casa de Misericórdia, e eu comentei com o seu pai, o quanto vocês eram parecidos fisicamente, ele me olhou nos olhos e disse: este é o meu maior orgulho, vai seguir a minha profissão, é a minha certeza, de que tudo o que plantei de bom neste mundo, valeu a pena.

Eu, minha família e amigos, estamos rezando, para que, o nosso amigo seja encontrado com vida, junto a sua esposa e filha, pois, para Deus nada é impossível.

Sem mais para o momento, subscrevo-me com apreço:

Marcos Schilling Martins.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eu estou ajudando o meu meio ambiente?

Um dos temas mais comentados neste semestre, está sendo as alterações no clima mundial. Temos de uma vez por todas, de nos mobilizarmos diante deste problema, o qual está causando um grande mal a toda a humanidade terrestre, mas, como ajudar? Simples, você deve utilizar tanto o seu espaço na área da educação, tanto em outras áreas, bem como na vida pessoal, fazendo a partir de sua casa, uma reflexão, onde a pergunta principal deverá ser a seguinte?

Eu estou ajudando o meu meio ambiente?

Mas para responder esta pergunta, a qual parece tão simples, você deverá se perguntar outras, como por exemplo?

Será que eu poderia deixar o carro na garagem, e me locomover de ônibus?
Será que eu tenho feito a minha parte, ao sair de automóvel de casa, para percorrer uma pequena distância?
Será que eu divido o meu veículo com mais pessoas, fazendo rodízio entre nós, para utilizarmos os automóveis uns dos outros em conjunto, deixando sempre os demais automóveis na garagem?
Será que eu estou sendo um bom exemplo na escola, referente ao meio ambiente?
Na hora do banho, eu tenho economizado água?
Eu tenho economizado na hora de molhar o jardim, ou lavar o automóvel?
Eu estou orientando os meus alunos corretamente sobre este assunto?
Eu me sinto responsável de alguma forma, pelo que está acontecendo. Por quê?

E então já respondeu estas perguntas, caso você tenha observado, que não está agindo como deveria, lembre-se que nunca é tarde para mudar. Tudo o que fizermos para melhorar a qualidade de vida nossas e de nossos semelhantes, será sempre recompensado, pois, a natureza agradece. Se cada um fizer a sua parte, o mundo pode ser outro, ao menos na questão ambiental, isto significa: menos seca, menos inundação, menos alta nos preços do leite, da carne, dos hortifrutigranjeiros, das frutas, dos legumes, etc...

Só depende de nós, vamos fazer as nossas parte.

sábado, 23 de maio de 2009

INTELIGÊNCIA E IGNORÂNCIA

Na aula presencial passada, dia 19 de maio, ouvi dizer que o aluno, não demonstra sua inteligência, ao escrever de forma errada certos textos, bem como, quando age de forma desigual perante os colegas, ao formular suas respostas para determinadas perguntas. Sei que todos os alunos são inteligentes, todos podem superar suas dificuldades, mas também estou ciente, de que alguns professores, preferem culpar seus alunos, a, buscar no diálogo, saber onde se encontram as dificuldades de cada um, para ajudá-los a compreender melhor a disciplina para a qual, se propuseram a ministrar aulas. Não somos neurologistas, nem psicólogos, para tentarmos medir o grau de inteligência de cada aluno, mas podemos utilizar os planos de aula, também para buscar conhecer através das atividades desenvolvidas, o conhecimento sobre as dificuldades dos alunos, bem como a nossa em nos fazer entender perante aquele ou outro aluno.
Dizer que alunos com dificuldades, não são inteligentes (palavras ditas por professores), pode me levar a crer que muitos são ignorantes de seu próprio saber, e estão fugindo de uma responsabilidade, a qual os leva a um desafio maior do que o pretendido por suas limitações. Lógico que os alunos devem motivar o professor para poder adquirir uma boa aula, mas também é certo, que o professor tem de saber como conhecer seus alunos para tentar ajudá-los a compreender melhor as disicplinas por eles ministradas.

DEFICIÊNCIA FÍSICA, JÁ AJUDA SE NÃO SENTIR PENA.

Quando falamos em necessidades especiais relacionadas à aprendizagem, estamos citando as pessoas que não possuem boa coordenação motora, bem como aquelas que estão mentalmente atrasadas em relação a outras pessoas. Logicamente existem as pessoas fisicamente prejudicadas, são aquelas que nasceram sem algum membro, inferior, ou superior, bem como os que possuem, mas os mesmos são deformados, por algum motivo não realizam as tarefas como deveriam.
Geralmente, quando a pessoa possui alguma deficiência física, mas a inteligência se desenvolve normalmente, ela termina por encontrar um meio de adaptar-se aquela situação, vencendo os obstáculos conforme vão surgindo. Às vezes alguém os estimula a isto, como no exemplo que citei em outra postagem, quando o professor ajuda o aluno a alongar os dedos dos pés, para segurar o lápis com os mesmos, e assim escrever. Contam os historiadores, que o grande mestre chamado Aleijadinho, no fim de seus dias, amarrava suas ferramentas nos punhos de suas mãos, para realizar suas tarefas de artesão, era a maneira que ele havia encontrado para não se deixar abater perante a doença que o debilitava aos poucos. Isto ocorre com várias pessoas todos os dias, um exemplo clássico, uma pessoa enxerga bem, mas devido a um acidente, ou uma doença, fica cega, ela passa por um período de adaptação, mas depois aprende a utilizar seus outros sentidos, para substituir a maneira de ver o mundo a seu redor, sem deixar de entender a essência das coisas, utilizando recursos artificiais, como a bengala de cego, por exemplo, com a qual se guia através dos sons, e do sentido de tato, também o oufato e a audição ficam mais aguçados com o tempo, facilitando os deslocamentos por locais de grande ou pequeno fluxo de pessoas.
Seja qual for o caso, devemos manifestar no aluno à vontade de fazer as coisas por si mesmo, sempre pensando, que um dia ele terá de enfrentar seus problemas sozinho. Não devemos demonstrar pena, ou qualquer tipo de emoção, que vá contra o objetivo de incluir esta pessoa em nosso convívio, mesmo que suas dificuldades pareçam muito grandes perante nós e as demais pessoas. Temos de motivá-los a continuar lutando, buscando melhoria de sua qualidade de vida, até porque não se sabe o dia de amanhã, quem sabe se o problema deste ou daquele individuo, não vai ser resolvido, nada é impossível, mesmo quem perdeu algum membro, pode colocar uma prótese e adaptar-se perfeitamente a nova vida. O ser humano é capaz de realizar coisas que ninguém imagina, como pintar quadros utilizando os pés para segurar o pincel por exemplo, bem como, fazer o mesmo utilizando a boca para segurar o pincel. Nosso dever, é procurar incentivá-los a buscar vencer suas limitações. Muitas vezes, pessoas que não demonstram nenhuma deficiência física, ou mental, possuem maior dificuldade em relacionar-se com os demais, que estas, pois, o respeito, o carisma, a simpatia, a educação, são a melhor forma de inclusão, a falta destes elementos pode atrapalhar muito mais o entrosamento entre alguns seres humanos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

DIFERENÇAS ENTRE PESSOAS QUE NECESSITAM DE CUIDADOS ESPECIAIS, E PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE APRENDIZAGEM:

No meu estudo de caso, após ter recebido o relatório de uma aluna, a qual não se enquadrava na proposta da atividade, resolvi levar o estudo adiante assim mesmo, pois, esta seria uma grande chance, de explicar à algumas pessoas, a diferença entre pessoas que necessitam de cuidados especiais, devido a alguma doença, mas, conseguem se comunicar, compreender tudo o que está a sua volta, demonstrar conhecimento de maneira satisfatória, e aquelas com necessidades especiais de aprendizagem, que possuiem deficiências físicas, ou mentais, que causam certa dificuldade de relacionamento, ou de demonstrar aprendizagem, que atingem principalmente a coordenação motora e as habilidades cognitivas do individuo, tornando necessário, a utilização de artificios especiais, para levarmos o conhecimento a este aluno, o que deve ser iniciado sempre que possível, com a inclusão.
Desta forma convido a você, a acessar o link abaixo e verificar as diferenças entre o 1° estudo de caso, e o 2°, sobre o qual comecei a postar no dia de hoje.


http://marcossmartinsufrgs.pbworks.com/FrontPage

quarta-feira, 6 de maio de 2009

UMA SEMANA PARA SER PRESTIGIADA EM TODOS OS SENTIDOS


Através da Lei 1.264, prorrogada em 20 de agosto de 1998, ficou estabelecida a semana de 21 a 28 de agosto de cada ano, como sendo “Semana Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência”. Esta semana é muito importante, também o estado comemora a Semana Estadual da Pessoa Portadora de Deficiência, neste mesmo período, justamente para que todas as escolas, tanto estaduais, como municipais, possam homenagear os nossos deficientes de maneira conjunta. Homenagear o nosso deficiente, não significa que devamos ficar paparicando-os durante este período, mas sim, que nos unamos, pensando e executando maneiras de ajudá-los em seu bem estar diário, isto significa que podemos utilizar este espaço de tempo, para por em pratica aquela reforma na escola, a qual após ser executada, trará maior mobilidade ao cadeirante, aquela reforma no banheiro, que ajudará a apoiar aquela pessoa com problemas de equilíbrio, bem como o cadeirante, aquela poda de árvores que ajudará as pessoas com dificuldade visual, a não baterem com a cabeça, evitando ferimentos, em fim, uma série de projetos e medidas simples mas que podem e devem ser executadas, para ajudar nossos deficientes, tanto físicos tanto mentais. Para que isso ocorra, nós professores, devemos nos engajar nesta luta, fazendo de tudo para demonstrarmos que a inclusão sairá definitivamente da teoria, e tomará as ruas, as praças, os órgãos públicos e privados, em beneficio daqueles que necessitam.

Inclusão é isto, pensar naqueles que hoje estão necessitando de carinho, como se pensássemos em nós mesmos, então ao ver um deficiente faça a si mesmo uma pergunta básica :

E se fosse comigo?

Acredito que depois de se colocar mesmo que de maneira teórica na situação do outro, você começará a mudar sua atitude em relação ao seu próximo, afinal nenhum de nós está livre de sofrer alguma enfermidade, que nos vá deixar com alguma seqüela, portanto vamos respeitar e valorizar estas pessoas que vencem uma batalha por dia, para desempenhar funções que para nós são tão simples, como por exemplo, se locomover rumo a escola.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

(Convite)= A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ESTA SE TRANSFORMANDO NO GRANDE SALTO RUMO AO FUTURO DO PROGRESSO, NO BRASIL E NO MUNDO.

Desta vez, eu nem vou escrever muito, apenas quero convidá-los, a acessarem o link, clicando com o mouse, sobre o titulo deste pequeno texto (convite), para tomarem ciência do que, está ocorrendo, com a nossa educação à distância, nós temos muitos motivos para nos orgulharmos de fazer parte deste sistema de educação.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

NEM SEMPRE O QUE É BOM PARA UM, TAMBÉM SERÁ PARA O OUTRO, ALIMENTAÇÃO E APRENDIZAGEM ANDAM JUNTAS.

Uma história:

Existia em uma escola, uma criança que não gostava de comer a merenda, canjica com leite. Todos os dias era aquela luta, a criança olhava para o caneco e saia do refeitório nervosa, pois, não gostava da merenda, trocou-se à merenda por chocolate, mas nem assim adiantou. Isto refletia na sala de aula, pois, a criança estava visivelmente desnutrida para a idade e a altura. Um dia um professor, observando aquele aluno, resolveu verificar a sua ficha escolar, tratava-se de uma criança com um distúrbio mental, que por este motivo utilizava medicamentos, tais como fenobarbital (gardenal), e carbamazepina (tegretol), resolveu então o professor ler a bula dos medicamentos, e lá encontrou alguns efeitos colaterais, os quais os mesmos poderiam causar. Estes medicamentos possuem substâncias que com o tempo vão prejudicando o estomago, o intestino, os rins e o fígado das pessoas, para que isto não venha a acontecer, é importante que estas crianças tenham em suas refeições diárias, frutas tais como: mamão, abacaxi, abacate, melão, as quais ajudaram na digestão do medicamento, agindo como esponjas, as quais retiram o excesso de substancias que prejudicam o organismo deste aluno. De posse desta informação o professor, procurou a secretaria da escola, que junto com a coordenadora e a supervisora escolar, começaram a introduzir estes tipos de frutas na merenda, também foi comunicado aos pais do aluno, mais tarde a criança demonstrou, não só vontade de comer, bem como, seu rendimento escolar melhorou consideravelmente. Mas não são todos os alimentos considerados fortificantes, que são bons nestes casos, o leite principalmente deve ser diminuído em crianças com problemas estomacais, bem como qualquer tipo de alimento que venha a fermentar dentro do estomago, esta fermentação prejudica ainda mais a saúde do aluno. Por isso, é sempre bom conversarmos com a nutricionista, ou com um neurologista, para sabermos qual a alimentação mais saudável para fornecemos aos nossos alunos. Isto é uma forma de inclusão, a preocupação com o nosso semelhante.

Obs. Muitas vezes, as mães dos alunos que fazem uso deste tipo de medicamento, reduzem a sua quantidade, ou até mesmo param de ministrar os mesmos, após ocorrência de vomito ou outras efeitos colaterais dos mesmos. É importante convencer os pais, a procurar o médico, pois, parar de tomar medicamento controlado de uma hora para outra, é muito perigoso, pode levar a morte, bem como reduzir a quantidade, ou trocar o medicamento sem permissão de um especialista, também pode levar a morte. O bom é no caso de dúvida sobre o médico que está tratando da criança, solicitar que consulte com mais de um médico, bem como buscar informações sobre o médico que está cuidando da saúde da criança.
Nem sempre os efeitos colaterais aqui citados, estão descritos nas receitas, por isso é bom sempre consultar um médico ou um nutricionista levando dados para que analisem o comportamento alimentar do aluno.

INCLUSÃO - CHEGA DE PROCURAR CULPADOS

Na aula presencial de ontem, 28 de abril de 2009, muita coisa foi discutida, até porque buscamos através da formação de perguntas, chegarmos aos temas norteadores, os quais darão o rumo a ser seguido em um projeto de aprendizagem. Muitas colegas falaram sobre a inclusão, mas disseram das dificuldades para se trabalhar com estes alunos com necessidades especiais. Acredito que houve por parte de muitas pessoas, uma grande luta para que a inclusão ocorresse, mas o que motivou realmente os nossos governantes a colocarem nossas crianças com necessidades especiais nas escolas, foi à falta de dinheiro para custear escolas construídas apenas para esta parcela da população, e não uma real vontade em ajudar a sociedade a conviver com as diferenças. Digo isto, baseado em que, criaram a Lei, obrigaram pessoas a aceitarem as crianças com necessidades especiais nas escolas públicas, até então ditas apenas para crianças normais, mas não se preocuparam anteriormente a isto, de formar pessoas com capacidade para lidar com esta nova realidade. Digo isto, pois eu e minha família passamos por momentos tristes em creche do município de Gravataí, onde nosso filho, por possuir uma mancha no rosto, era mostrado aqueles que visitavam o local, como sendo uma aberração, e quando o mesmo se sentia ofendido, era obrigado a ficar de castigo atrás de uma porta na secretaria, o que certa vez durou quatro horas, e que só foi nos colocado a par, pelo sentimento de amor, demonstrado por uma das tias que foi reprimida ao tomar as dores de nosso filho. Devido a este fato, a minha esposa decidiu prestar concurso público, para trabalhar em creches, onde graças a Deus ela passou, e pode cuidar deste e de todos os nossos três filhos nas creches por onde passou.
Acredito que o governo agio mal ao deixar que crianças com necessidades especiais entrassem na escola dita normal, sem antes reformular a maneira como estava sendo conduzido o ambiente, nem mesmo adaptar a escola a estas crianças com necessidades, que muitas vezes comprometem o corpo, fisicamente falando. Faltou dialogo, faltou democracia, pensou-se no dinheiro, no voto, mas esqueceu-se de pensar na criança, e o que esta enfrentaria em uma comunidade escolar muitas vezes perversa e contra a inclusão, mas principalmente, mal preparada para lidar com ela. Muitos de nós sabemos que infelizmente, o cargo de professor, para muitos é apenas um trampolim, para uma carreira política, ou para trabalhar em serviço que não requer muito esforço, ao menos para aqueles que não querem ministrar as aulas como se deve, pois, aqueles com real vocação, fazem todos os dias um plano de aula novo, sentem prazer a cada novo desafio imposto, para estes, quanto maior for o grau de dificuldade em aprender demonstrado pelo aluno, maior será o prazer ao ver que ele superou suas barreiras. Desta forma, como a maioria ainda pensa apenas nos salários, existem muitas crianças sofrendo na escola, e muitos professores descontentes com os alunos que para eles “atrapalham o bom andamento da aula”.
Continuam procurando culpados, acabei de escrever sobre a culpa dos políticos, sobre a forma como tudo foi feito, de maneira desordenada, mas apesar de tudo isto, hoje contamos com universidades, cursos sendo ministrados para ajudar na relação com aos alunos especiais, temos uma ferramenta importantíssima, a Internet, que nos ajuda como ferramenta de pesquisa, onde podemos buscar conhecer um pouco, sobre os diversos tipos de deficiências, e desta forma tentarmos lidar com esta nova situação, fazendo sorrir alguém que nem isto conseguia. Sabemos que a batalha é árdua, ao menos para alguns, menos acostumados com a idéia, mas que de agora em diante, ao pensar em ser professor, terá de levar em conta, muito mais do que achar que aula, é mandar o aluno abrir um caderno na página tal e copiar, depois tentar decorar algo e pronto. Até porque muitas vezes os alunos não possuem as mãos, a visão, a audição, dentre outras necessidades especiais que trazem dentro de si. Mas precisam estar ali, é importante para o desenvolvimento destes, este contato, e não seremos nós, ditos normais, mas cheios de defeitos, que iremos deixá-los de fora. Tive alunos especiais em uma quarta série, dentre os quais um hiperativo, que tomava medicamentos, e não conseguia manter-se ligado naquilo que estava fazendo por muito tempo. Quando solicitei aos pais que comparecessem na escola, estes ficaram cheios de desconfiança, pois, o aluno em questão, já havia sido expulso de uma escola. Quando disse aos mesmos que também possuía um filho especial, que gostaria de dividir com eles aquela situação, mas que precisava da ajuda deles na continuação do que fosse ministrado em sala de aulas, vi olhos brilhando e até lagrimejando de emoção, e este sentimento de comprometimento da família, me motivou ainda mais a ajudar este aluno. Indiquei a eles o mesmo tratamento que fiz com meu filho, que também era disperso, o desenho e a pintura, incentivando o aluno a concentrar-se no que estava fazendo, procurando discipliná-lo para concentrar melhor sua mente naquilo que estava descobrindo junto ao professor. Também pedi a eles para que colocassem o aluno, em uma escola de futebol, para que ele adquirisse melhor equilíbrio, bem como queimasse um pouco de sua energia e se adaptasse ao convívio com mais jovens de sua idade. Parecia algo caro, mas a escola de futebol, era gratuita, a pintura era executada em pano de prato, papel de oficio, na maioria das vezes com tinta barata, o que não tinha preço, era ver a melhora no desenvolvimento do aluno, o seu rendimento em sala de aula, e isto me ajudou muito inclusive com os demais, que agora conseguiam brincar com o colega. Na aula de educação física, brincávamos de jogar futebol, dentre outras atividades, no inicio eu estava sempre presente, junto aos alunos, mas me senti realizado, ao poder ficar mais distante, observando que brincavam com respeito um pelo outro, não importando a altura, a idade, apenas o fato de serem colegas. Ditavam suas regras antes do jogo, com goleiro, sem goleiro, gol dentro da área, ou fora dela, etc..., mas sempre respeitando o que decidiram, foi tão inclusivo, que meninas jogaram com os meninos e não tivemos problemas com isto, muito pelo contrario, apenas aumentou a amizade junto a eles. Na sala de aula, os trabalhos em grupo também foram melhor confeccionados, os alunos começaram a valorizar as atitudes dos colegas, tanto no modo de falar, como no modo de agir em sala de aula, alguns faziam vaquinha, para comprar refrigerante, se reunindo em grupos no refeitório na hora da merenda, a agressividade encontrada quando assumi a turma sumiu, a partir deste trabalho de união e conscientização de que todos fazíamos parte de uma mesma equipe, e todos estávamos ali para vencer nossos desafios, eu já não era apenas o professor, mas o orientador destes alunos, por isso da vontade em voltar à sala de aula.

POR MAIS AÇÕES DEMOCRÁTICAS

Hoje, 29 de abril de 2009, pela manhã, consegui assistir ao programa da Ana Maria Braga na Globo, fique mais uma vez convencido de que não existe uma democracia no real contexto da palavra, ao saber pela voz da atriz Cristiane Torloni, que desde de 2006, ela juntamente a outros colegas de profissão, escreveram um manifesto a favor da Amazônia, ao qual foi juntado um abaixo assinado, que hoje conta com mais de 2.000.000, de assinaturas, das quais comprovadas a veracidade, com documentos de identidade, CPF, dentre outros, existem mais de 1.200.000, documento este que deve ser entregue ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva, mas que já faz oito meses, que estão se negando a receber a comissão responsável pela entrega do mesmo, incluída ai, a atriz Cristiane Torloni.
Resta-me depois disto, fazer aquela pergunta, que muitos às vezes se fazem, mas que, não conseguem encontrar a resposta: Onde está a Democracia? Lutar pela Amazônia, não é apenas lutar pelo nosso país, mas sim, defender a sobrevivência de todo o planeta. Há alguns anos, eu venho assistindo pessoas dizendo, que o verdadeiro pulmão do planeta, são os oceanos, pois deles provem a maior parte do oxigênio que respiramos, bem como as águas que bebemos. Quem diz uma coisa dessas, está na realidade tentando diminuir a importância de nossa floresta, para derrubar o que de mais importante existe em termos de pulmão do planeta, diversidade de espécies, animal e vegetal, dentre outros fatores, que estas pessoas não querem levar em consideração, pois, aprenderam a viver do agora, dando importância ao conforto imediato, sem se preocupar com as gerações futuras, agindo como predadores inescrupulosos, que visam apenas lucro, a quem eu chamo de (cupins).
Será que o presidente da república, não consegue em sua agenda 40 minutos, de seu precioso tempo, para receber pessoas tão engajadas nesta justa luta? São oito meses de espera, agora alguns componentes do Senado, estão solicitando, que tal documento e seu respectivo abaixo assinado, seja entregue aos Direitos Humanos. Esta é a importância que estão dando a nossa floresta, ao nosso bem mais precioso, mas quem disse que para nossos governantes, a Amazônia é o nosso bem mais precioso, lógico que não, pra eles, o bem mais precioso é o petróleo, orgulham-se em dizer que estamos sendo cotados como o terceiro produtor mundial, também o biodisel, isto é, o importante é movimentar carros e maquinas, se não conseguir progresso escavando, consegue-se devastando a vegetação, para plantar soja, ou outras formas de cultivo do qual se possa extrair, o tão valioso combustível. O oxigênio, a alimentação, a saúde, a educação, estão ficando em terceiro plano. Será que isto é democracia? O povo se une, mas não é ouvido, o povo é obrigado a votar em quem não conhece de fato, apenas por propagandas das campanhas eleitorais, se não vota, não pode participar em concurso público, tem de pagar uma multa, se não se justifica, em fim. Quando o povo vota, está elegendo aquele que na maioria das vezes, não sabe quem é, nem de onde surgiu, se a maioria da população votasse em branco, não adiantaria nada, pois quem obtivesse mais voto poderia assumir assim mesmo, se precaveram contra este tipo de protesto também, retiraram nossos direitos. Saiu à ditadura, e entrou a tirania, quem saiu do povo, fala bem dele, mas, hoje se mantém mais afastado.
Vivemos em uma época de contradições, onde os discursos, refletem aquilo que queremos ouvir, mas, a pratica esmaga nossas esperanças. Algumas atitudes parecem as ideais, estão fazendo propaganda de habitações a serem construídas para as classes mais baixas, com pagamento de R$ 50,00, por mês durante 10 anos, o resto do valor é custeado pelo governo. Quem já visitou o PAC, em Gravataí, pode ter a oportunidade de ver prédios novos, com rachaduras em sua estrutura, pessoas que antes moravam em barracos, e tinham medo das enchentes por morar em áreas de risco, hoje sofrem com o medo do desabamento. As ruas de acesso, foram tão mal compactadas, que com o transitar de veículos um pouco mais pesados (caminhões de mudança), já começam a demonstrar sua fragilidade, com asfalto trincado, já com sinais claros de erosão, como na abertura da continuação da Rua Central, na vila Planaltina, onde a vala que se formou do lado direito da rua, possui seis metros de extensão, por 0,50m de profundidade, o mesmo ocorrendo na entrada da nova ponte localizada na Avenida Nei Brito. Desta forma o que deveria nos deixar contentes, está se transformando em pesadelo, manobras utilizadas para eleger mais alguém que está na espreita, esperando a hora de ocupar a vaga, depois, o futuro a Deus pertence, não é mesmo. Eu participo do O.P. municipal, mas apesar de professor, trabalhei no saneamento básico de nosso município, prestando serviço para uma empresa dita de capital misto, mas que apenas um por cento é privado, o resto é da prefeitura, a qual doou suas maquinas para a tal empresa, para comprovar que possuía o capital necessário para começar a funcionar. Isto no ano de 2006, mais tarde em 2008, como forma de ganhar a eleição, falaram mal da tal empresa, pessoas do mesmo partido da situação, disseram que houve desvio de dinheiro, superfaturamento de obras, recebeu denúncias, gritaram que tal partido estava dividido em banda podre e banda boa, hoje passadas as eleições, os discursos são outros, afinal já se elegeram, já pegaram o nosso dinheiro, mas ninguém será punido, afinal o povo votou não é mesmo. Até eu com toda a minha experiência, quis acreditar que o que diziam era verdade, fui levado a participar da campanha, vi outras pessoas tendo o mesmo destino, me decepcionei, e estas também. Ontem na aula presencial, eu disse uma coisa que é verdadeira, se queremos ao menos saber um pouco do porque que esta ou aquela pessoa estão concorrendo, conhecendo-as um pouco mais, devemos começar a procurar no site do TJ. RS- www.tj.rs.gov.br, pois lá analisando o acompanhamento de processos por nomes dos envolvidos, poderemos descobrir um pouco ou muito da face de quem nos tenta enganar, com conversa de gente qualificada, lá talvez esteja nossa chance de conhecer quem é quem, até porque os processos que ali estão, na maioria das vezes não estão em segredo de justiça, portanto não é crime observá-los, por razões nobres, como conhecer as pessoas a quem teremos de pagar salários, dentre outros benefícios, sustentando familiares e assessores, não é mesmo?

Você deve estar se perguntando, ele começou escrevendo sobre a Amazônia, e agora escreve sobre o nosso município, o que tem haver uma coisa com a outra? Eu escrevi sobre democracia, e isto tem tudo haver.

Autor: Marcos Schilling Martins.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Educação A Distância



Revista VEJA de 15/04/2009
REPORTAGEM PUBLICADA NA VEJA DE 15/04/2009

Claudio de Moura Castro claudio&moura&castro@cmcastro.com.br
Embromação a distância?

"No seu conjunto, as avaliações não deixam
dúvidas: é possível aprender a distância"

Novidade incerta? Mais um conto do vigário? Ilustres filósofos e distinguidos educadores torcem o nariz para o ensino a distância (EAD).

Logo após a criação dos selos de correio, os novidadeiros correram a inventar um ensino por correspondência. Isso foi na Inglaterra, em meados do século XIX. No limiar do século XX, os Estados Unidos já ofereciam cursos superiores pelo correio. Na década de 30, três quartos dos engenheiros russos foram formados assim. Ou seja, novo não é.
Ilustração Atômica Studio


EAD significa que alunos e professores estão espacialmente separados – pelo menos boa parte do tempo. O modo como vão se comunicar as duas partes depende da tecnologia existente. No começo, era só por correio. Depois apareceu o rádio – com enorme eficácia e baixíssimo custo. Mais tarde veio a TV, área em que Brasil e México são líderes mundiais (com o Telecurso e a Telesecundaria). Com a internet, EAD vira e-learning, oferecendo, em tempo real, a possibilidade de ida e volta da comunicação. Na prática, a tecnologia nova se soma à velha, não a substitui: bons programas usam livros, o venerando correio, TV e internet. Quando possíveis, os encontros presenciais são altamente produtivos, como é o caso do nosso ensino superior que adota centros de recepção, com apoio de professores "ao vivo" para os alunos.

Há embromação, como seria esperado. Há apostilas digitalizadas vendidas como cursos de nomes pomposos. Mas e daí? Que área escapa dos vigaristas? Vemos no EAD até cuidados inexistentes no ensino presencial, como a exigência de provas presenciais e fiscalização dos postos de recepção organizada (nos cursos superiores).

Nos cursos curtos, não há esse problema. Mas, no caso dos longos, o calcanhar de aquiles do EAD é a dificuldade de manter a motivação dos alunos. Evitar o abandono é uma luta ingente. Na prática, exige pessoas mais maduras e mais disciplinadas, pois são quatro anos estudando sozinhas. As telessalas, que reúnem os alunos com um monitor, têm o papel fundamental de criar um grupo solidário e dar ritmo aos estudos. E, se o patrão paga a conta, cai a deserção, pois abandonar o curso atrapalha a carreira. Também estimula a persistência se o diploma abre portas para empregos e traz benefícios tangíveis – o que explica o sucesso do Telecurso.

Mas falta perguntar: funciona? Prestam os resultados? Felizmente, houve muita avaliação. Vejamos dois exemplos bem diferentes. Na década de 70, com Lúcia Guaranys, avaliei os típicos cursos de radiotécnico e outros, anunciados nas mídias populares. Para os que conseguiam se graduar, os resultados eram espetaculares. Em média, os alunos levavam menos de um ano para recuperar os gastos com o curso. Em um mestrado de engenharia elétrica de Stanford, foi feito um vídeo que era, em seguida, apresentado para engenheiros da HP. Uma pesquisa mostrou que, no final do curso, os engenheiros da HP tiravam notas melhores do que os alunos presenciais. Os efeitos do Telecurso são também muito sólidos.

Para os que se escandalizam com a qualidade do nosso ensino superior, sua versão EAD é ainda mais nefanda. Contudo, o Enade (o novo Provão) trouxe novidades interessantes. Em metade dos cursos avaliados, os programas a distância mostram resultados melhores do que os presenciais! Por quê? Sabe-se que a aprendizagem "ativa" (em que o aluno lê, escreve, busca, responde) é superior à "passiva" (em que o aluno apenas ouve o professor). Na prática, em boa parte das nossas faculdades, estudar é apenas passar vinte horas por semana ouvindo o professor ou cochilando. Mas isso não é possível no EAD. Para preencher o tempo legalmente estipulado, o aluno tem de ler, fazer exercícios, buscar informações etc. Portanto, mesmo nos cursos sem maiores distinções, o EAD acaba sendo uma aprendizagem interativa, com todas as vantagens que decorrem daí.

No seu conjunto, as avaliações não deixam dúvidas: é possível aprender a distância. Cada vez mais, o presencial se combina com segmentos a distância, com o uso da internet, e-learning, vídeos do tipo YouTube e até com o prosaico celular. A educação presencial bolorenta está sendo ameaçada pelas múltiplas combinações do presencial com tecnologia e distância.


Claudio de Moura Castro é economista





Certifica.com

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Constatação dos pensamentos dos jovens sobre o racismo (Racismo - algo que nunca deveria se quer ter existido).

Após realizar a atividade relativa ao Mosaico Étnico-Racial, constatei coisas muito importantes, que passo a descrever abaixo:


OS NOSSOS JOVENS, POSSUEM UMA POSTURA CRÍTICA, SOBRE A PALAVRA PRECONCEITO.



Lendo frases escritas ao lado de alguns trabalhos, constatei que cada vez mais, os nossos jovens estão se posicionando contrários ao racismo. Isto vem de encontro ao acompanhamento dos meios de comunicação, bem como, aos livros aplicados em sala de aula, a metodologia desenvolvida por professores durante anos privilegiando trazer o conhecimento ao aluno sobre a sua árvore genealógica. Isto muitas vezes é conseguido através da linha do tempo, onde além do professor conhecer o aluno individualmente, o próprio aluno passa a conhecer-se melhor, comprovando na maioria dos casos, que possui antepassados de raças diferentes. A miscigenação de raças no Brasil e em vários paises do mundo é uma constante, hoje existem mais habitantes resultantes de mais raças, do que oriundos de uma única. Por isso, cada dia mais pessoas se convencem de que o importante é o ser humano, seu caráter, seus costumes, sua cultura, com respeito perante todos, pois a raça, fica como mero complemento genético, que nos enriquece ainda mais. Autor do Texto: Marcos Schilling Martins.

domingo, 5 de abril de 2009

O que é ser branco? (Canção).

O que é ser branco?

Como é ser um branco?
Como será ser assim?
A cor no entanto
nunca fez diferença pra mim .
Se num mundo branco,
nada tem muita cor
Talvez seja o fim, descobrir que o preto
também é de amor.


Branco ou negro,
não importa mais
Branco com sangue negro,
Ou vice versa,
A união traz a paz.
Quantos iguais a mim,
todos iguais
Lembrando agora que a cor
não importa mais,
Ela nunca importou,
somos todos iguais.
O amor vence tudo,
o amor leva a paz.

Guerras de preconceito
Sem sentido ou razão
Lutas de qualquer jeito
Pra dominar uma situação.

Devemos, acabar com isso
Exaltar o ser humano,
O importante é estarmos conciso
A igualdade não pode ser somente um plano

Tem de existir dentro de nós,
Tão grande quando o oceano
É o amor que junto constrói
Somos todos humanos
Unidos no sangue, na mesma voz.

Chega de guerras, de preconceito
Sem sentido ou razão
Chega de lutas. de qualquer jeito
Vamos encarar esta situação.

Genocídios, perversidade,
Seres humanos
Sem humanidade
Assassinatos e crueldades,
Monstros de fato
Vivendo da atrocidade.
Que vergonha, dizer existir razão
Ser covarde
e matar um irmão.



Branco ou negro,
não importa mais
Branco com sangue negro,
Ou vice versa,
união que traz a paz.
O amor faz a festa
Quantos iguais a mim,
todos iguais
Lembrando agora que a cor
não importa mais,
Ela nunca importou,
Somos todos iguais.
O amor vence tudo,
O amor leva a paz.


Letra: marcos Schiling Martins.
Esperando a conclusão da música.

sábado, 28 de março de 2009

UMA HISTÓRIA QUE NOS FAZ PENSAR, SOBRE A REAL DEFICIÊNCIA:

Assistindo o vídeo onde uma pessoa dita normal, não conseguia comunicar-se, ou entender ao certo o que ocorria no mundo das pessoas especiais, lembrei-me de uma história, que um amigo me contou há muitos anos.

Havia em uma sala de aula, com seus 25 ou trinta alunos fisicamente normais, um aluno, que não possuía os braços, que havia se apresentado para o seu primeiro dia de aula. O professor defronte aos alunos, discutia sobre determinado assunto com a turma, pedindo para que escrevessem sobre o que estavam entendendo, para que mais tarde pudessem dialogar sobre as conclusões de cada um.
Passou naquele exato momento, o supervisor da escola, pela porta da sala de aula, e ficou paralisado com a atitude do professor, interrompendo a aula, para falar com ele em particular.
Supervisor: conheço o professor há anos, mas confesso que estou surpreso com a sua atitude, pedir para que todos escrevam sobre o que estão entendo, você sabe que isso é impossível, visto que um dos seus alunos não possui os braços, como irá escrever. O que você está fazendo, que ainda não pediu, para que um colega o ajude, será que vou tê-lo de chamar de ignorante?
Professor: ignorante eu seria, se pedisse para alguém ajudá-lo, escrevendo as palavras por ele, afinal, em breve ele irá passar para outra turma, outra fase de sua vida, será que ele irá querer transformar-se em um pedinte, dependendo dos outros? Eu, estou apenas esperando o momento que ele demonstrará, como pretende segurar os equipamentos necessários para escrever, para daí então fazer o possível para que ele seja auto suficiente o bastante, para não depender de ninguém.
O aluno, demonstrou ter vontade de segurar o lápis com a boca, mas o mesmo escapava muito, e ele não conseguia firmá-lo direito, até porque a ponta quebrava e ele não conseguia apontar. Assim sendo optou por segurá-lo entre os dedos do pé esquerdo. O professor, verificando o interesse do aluno em escrever, resolveu ajudá-lo a desenvolver suas habilidades utilizando os pés, coisa que nem em casa haviam ensinado a ele. Dias depois, o supervisor encontra professor e aluno depois do horário de aula, o professor estava ensinando ao aluno como alongar seus pés, para colocá-los sobre a mesa, para poder escrever, demorou alguns dias, mas as tentativas deram resultado.
Um dia os pais do aluno, procuraram o supervisor na secretaria, queriam agradecer ao professor, que estava ensinando seu filho a comer, bem como desenvolver outras atividades relacionadas à higiene sozinho, ou seja ele estava sendo preparado para a vida.
Muito tempo depois, este aluno, formou-se em direito.
Mas, e se ele não tivesse encontrado um professor que o auxiliasse,alguém que lhe fizesse tentar e tentar, até porque ele era canhoto, não conseguia firmar o lápis no pé direito, e o professor ficou o tempo todo tentando, ajudando-o a fazer o que parecia impossível, será que ele conseguiria vencer as barreiras, se esta pessoa não estivesse com ele? Temos de promover a independência das pessoas, o individuo, tem de caminhar pelos seus passos, sempre que possível.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A aprendizagem ocorre de todas as maneiras, inclusive da forma que menos se espera:

Ontem, 24 de março de 2009, nós tivemos a nossa segunda aula presencial, eu ainda me lembro da primeira, onde me neguei de algum modo a escrever sobre algo que me causou alegria e tristeza. Quando se sente bem, por ver que alguém nos entende, e luta por nós, fica difícil, aceitar a partida deste alguém, mesmo que seja para algo ainda melhor. Tornou-se mais fácil, quando eu me convenci, de que a pessoa não estava partindo de fato, pois, continuaria prestando seus serviços a favor da melhoria da qualidade do ensino a distância, e conseqüentemente de uma parcela razoável de alunos que estão em escolas públicas, contando com o aprimoramento de seus professores, para melhorarem ainda mais sua qualidade de ensino, bem como, sua qualidade de vida.
Fiquei me cobrando nesta semana: Por que você não escreve algo em seu portfolio? Por que desta recusa? Você que sempre diz, que não passou por tantas coisas em sua vida, mas sim, vivenciou vários momentos, os quais lhe deram experiência para saber se sobressair em situações tão difíceis. Encontrei a resposta para meu desleixo, nesta segunda aula, assistindo e tendo o privilégio de conversar com as professoras de filosofia, e depois, assistindo a aula sobre os afros descendentes e os indígenas. Ao segurar o espelho, junto a minhas colegas,e ao tutor Renato, me deparei com a minha semelhança entre eu e meu pai, mas meu pai, internamente não tinha algo que eu estava tendo desde a primeira aula, um pouco de egoísmo, justo eu que em vários momentos de minha vida, reparti o que de bom havia adquirido, por algum motivo estava negando de certo modo, inconscientemente, o direito de outras pessoas obterem acesso ao conhecimento através da figura de um grande mestre. Analisar os outros, é muito fácil, difícil é analisar-se a si mesmo, tentar mesmo que por alguns instantes dialogar com o seu interior, procurando dentro do seu pouco conhecimento, respostas para algumas ações, as quais podem ser revistas. Sempre é tempo para utilizarmos um espelho, mesmo que nossos olhos se neguem a virar-se para dentro.
Quem são os seres que falam de raças, de defeitos físicos, de beleza ou de feiúra, se não conseguem olhar para dentro de si mesmos e verificar que existem coisas muito mais feias. Ver a verdade estampada em um espelho, causa dor, medo até, pois por muitas vezes aquele lado obscuro, pode vir à luz, revelando pensamentos de uma pessoa, que não condizem com a realidade do ser que os pensou, mas, que veem a tona, para que este veja, que ninguém é perfeito, todos precisamos nos deparar conosco mesmos, buscando filosoficamente entender a nossa história como indivíduos, não nos poupando de nada, para deste momento em diante lavarmos a nossa alma, mostrando o que há de melhor em cada um de nós, a ansiedade em aprender, em melhorar, em ajudarmos aos outros, em buscar no grupo a unidade, para construirmos juntos um amanhã melhor para todos. Sei que não preciso citar nomes, sei também que não devo ser o único a ter agido desta forma, levado pela emoção, mas sei, e adquiri este conhecimento através dos momentos vivenciados que tive, que isto faz parte da biologia humana, mas que sempre é bom tentarmos ver as coisas por todas as suas faces, para através da argumentação, chegarmos à conclusão de que tudo tem razão de ser, e geralmente o que acontece de bom, para aquele que pratica o bem, é para o bem de todos, pois, todos ficamos mais fortes através de quem foi promovido.
A violência nas escolas, as tragédias que assolam a humanidade, as histórias, os mitos, as lendas, as crenças, os enigmas, os problemas que surgem a nossa volta durante os momentos de nossa vida, tudo deve servir, para nos mostrar onde devemos mudar, ou o que devemos preservar para que a vida melhore neste nosso mundo tão rico, mas tão pobre.

domingo, 14 de dezembro de 2008

AGRADECIMENTO E VOTOS.

Olá colegas, tutores, professores e demais pessoas ligadas ao curso de Pedagogia a Distancia Ministrado pela UFRGS, através do ROODA. Quero agradecer a todos por tudo de bom que aconteceu neste ano que se encerra, tive muitas dificuldades, quem não as teve não é mesmo? Mas graças a Deus e a vocês, cheguei ao final desta etapa e me sinto muito orgulhoso em poder dividir com cada amigo (a), que me ajudou em mais esta vitória. Muito obrigado! Espero poder retribuir com a mesma dedicação que tiveram comigo, neste novo ano, no qual estamos prontos para adentrar. Afinal já há algum tempo deixamos de sermos apenas freqüentadores de um curso, para nos transformarmos nesta imensa família, que é o PEAD, assim sendo, de irmão para irmãs e irmãos (mais que amigos e colegas), quero desejar a todos “UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE MUITAS REALIZAÇÕES PESSOAIS E PROFISSIONAIS, COM MUITA SAÚDE, PAZ E TRANQUILIDADE”.

São os sinceros votos do aluno:

Marcos Schilling Martins.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Auto-avaliação

Escola, Cultura e Sociedade: uma abordagem sociocultural e antropológica
Professora Vera Corazza
Aluno: Marcos Schilling Martins – E-mail: marcospro9@hotmail.com



Enfoque temático: ECS8 - Auto-avaliação na interdisciplina

Minha Auto-avaliação:


Acredito que dentro das possibilidades fiz o que pude para desempenhar de maneira satisfatória as atividades previstas nesta interdisciplina. Apesar do tempo parecer me correr por entre os dedos, fiz o possível para postar de forma pontual as atividades e os diálogos nos fóruns, se não fiz melhor, foi devido a problemas de percurso além do meu poder, mas tenho certeza que o que fiz, foi elaborado com esmero e com muito amor e carinho de quem deseja realmente aprender cada dia mais.
Na primeira atividade sobre ser professor, procurei relatar da minha maneira, como vejo a profissão por mim escolhida, a qual amo e infelizmente não estou conseguindo realizar em sala de aula nos tempos atuais, mas acredito que para o futuro deverei retornar com toda a força.
Já na “Construção de concepções de mundo: a perspectiva positivista da educação,” após ler o texto solicitado, entendi que estou no caminho certo, pois ministrar aula, lidar com a aprendizagem dos alunos, é muito mais do que carregar os mesmos de informações, nós temos de orientá-los, fazendo com que através da busca pelo saber descubram coisas muito importantes, ajudando-os também a separar o que realmente importa, daquilo que não tem tanto valor, mas sempre utilizando o lúdico, aprimorando a metodologia e descobrindo junto com os alunos a melhor maneira de orientá-los, respeitando-os como indivíduos, que precisam trabalhar em prol de todo o grupo, pois, convivem e vivem aprendizagem de uma maneira comum a todos.
Os três tipos de dominação segundo Weber, me levaram a rever alguns pensamentos, e foram profundamente analisados, afinal precisamos saber impor limites, sem nos levarmos ao extremo de ignorarmos os direitos de nossos alunos. Todo o indivíduo tem de ser respeitados, e todos devem ser orientados de maneira educada, buscando sempre melhorar o seu cognitivo bem como a sua afetividade perante a turma, os funcionários e os professores de uma escola, mas cabe ao professor ser exemplo naquilo que se propõe a ensinar e demonstrar a seus alunos.
Com respeito a Karl Marx, o mesmo ainda hoje tem razão sobre o poder do capitalismo, mas cabe a nós professores, mudarmos esta regra, fazendo prevalecer o bom senso na hora de ministrarmos aula, seja lá para que aluno for, independente de credo, cor, raça, religião, classe social, partido político, deficiência física ou intelectual. Nós estamos nos aperfeiçoando justamente para atingirmos a um maior número de indivíduos através das metodologias a nós apresentadas durante o curso, justamente com este propósito.
Dialogando com Maurice Tardif, pude aprimorar ainda mais meu conhecimento sobre pedagogia, na frase utilizada pela mesma:
‘Pedagogia’ não é uma categoria inocente, uma noção neutra, uma prática estritamente utilitária: pelo contrário, ela é portadora de questões sociais importantes e ilustra, ao mesmo tempo, as tensões e os problemas de nossa época que se encontram vinculados à escolarização de massa e à profissionalização do magistério". Daí a importância em chamar-se a todos os professores, os quais possuem apenas o magistério, para dentro de uma universidade, principalmente com a qualidade de ensino que possui a UFRGS, onde os professores (alunos), podem realmente sentir a aprendizagem fluir naturalmente diante de situações impostas de maneira cada vez mais abrangente, com objetivos específicos para cada parte daquilo que se deseja passar aos alunos, com qualidade e transparência no modo de ministrar a atividade, deixando o aluno à vontade para expor suas idéias, e a repensar novamente caso seja necessário, mas sempre com aprendizagem, buscando as respostas a suas perguntas de maneira eficaz.
Na temática sobre Educação: políticas públicas e desigualdade no Brasil, pude constatar novamente o quanto existe diferença entre determinadas instituições em nosso país. Isto ocorre devido ao poder capitalista de alguns estados, em relação a outros. Pude constatar novamente que o nosso estado é um dos melhores em educação, seja em escola pública municipal, estadual ou federal, mas fiquei profundamente preocupado com o que está ocorrendo com as regiões mais pobre de nosso país, onde o estudo ainda está ficando em último plano. Acredito que fazendo valer o que estamos aprendendo neste curso, poderemos melhorar ainda mais a educação de nossa região, bem como lutar para que em todo o país a qualidade da educação melhore, através de projetos, ações práticas e outras afim que determinem uma mudança na maneira de ver educação por parte de alguns governantes, principalmente estaduais e municipais em nosso país.
Desde já agradeço pela chance de rever algumas de minhas atividades, as quais considero muito importantes para minha aprendizagem. Muito Obrigado! Deus sempre esteja com todos vocês, iluminando seus caminhos para nos conduzirem rumo ao sucesso.