segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO.

Problematizar com o aluno é uma forma muito salutar, a qual podemos utilizar para motivá-lo em sala de aula. O aluno não vem para a escola apenas com vontade de escrever, ele quer debater, dialogar, ajudar, colocar para fora suas experiências adquiridas apesar da pouca idade, ele quer sentir-se útil de alguma forma, e isto pode ser utilizado pelo professor como forma de motivá-lo ainda mais a participar da aula, facilitando ao mesmo na hora de orientá-lo, conduzindo-o de maneira mais eficaz rumo à aprendizagem.

Alguns alunos em uma turma de 4ª série estavam desmotivados na aula de ciências, desta forma recorri a pesquisa, atrás de alguma coisa que pudesse motivá-los um pouco mais, observando o Manual Pedagógico do Professor, encontrei uma dica de atividade que faria mudar a concepção sobre esta disciplina perante os alunos, para ser mais exato o assunto a ser tratado era: alterações do solo. O autor sugeria que o professor criasse uma situação-problema, estimulando a reflexão e a busca de informações, e assim o fiz.
Seguindo exemplo do livro, falei para os alunos o problema do fazendeiro, Sr. Luís que possuí uma fazenda com três regiões distintas. Uma região constantemente alagada por um brejo. Outra região situada no ponto mais alto da fazenda há falta de água. Existe ainda uma região cujo solo foi muito usado para plantio e agora não está produzindo muito.
Seu Luís quer plantar em todas as regiões de sua fazenda, e ter uma boa colheita e, para isso, precisa resolver alguns problemas.
Em seguida levantei alguns problemas:

- retirar o excesso de água do brejo;
- procurar um meio de colocar água na região seca;
- fornecer adubo para o solo cansado;
- o que o fazendeiro pode fazer para resolver seus problemas?

Começamos então a discutir sobre a adequação da drenagem para retirar o excesso da água, a irrigação adequada para colocar água na região seca e a adubação para melhoria do solo cansado. Solicitei aos alunos que se organizassem em grupos de cinco componentes cada, que cada grupo apresentasse sua idéia em um painel.
Os alunos começaram então a dialogar entre si, problematizando sobre o solo da fazenda, eu na qualidade de orientador, fornecia a eles detalhes sobre a área da fazenda, o declive existente no local, a preocupação com o desemprego e o possível abandono da área por parte dos moradores, caso os problemas não fossem solucionados. Ao ver os painéis, confeccionados pelos alunos, com desenhos da área imaginada por eles, suas idéias eram muito parecidas, decidi ir mais longe, solicitei a eles que fizessem uma maquete da área utilizando material reciclado, sugeri que utilizassem no lugar de terra, papel pardo, o restante seria de acordo com a criatividade de cada grupo. Pouco a pouco as maquetes foram surgindo, as idéias principais eram de que deveria ser construído um açude na parte superior das terras da fazenda, uma bomba hidráulica seria utilizada para retirar a água da parte alagada, jogando no açude, de onde de maneira consciente, seria retirada apenas o necessário para irrigar a parte seca aumentando o local de plantio. Quanto ao adubo, o fazendeiro deveria utilizar os restos de folhas, excrementos de animais, produtos orgânicos com o propósito de produzir alimentos sem cansar o solo, eu orientei-os de que um manejo com sistema de rodízio no plantio também seria bom, pois daria tempo para o solo se recompor a cada novo plantio, expliquei a eles como esta cultura funciona e eles aprenderam ainda mais. Também expliquei sobre os tipos de solos existentes e a importância de uma análise do mesmo antes de realizar qualquer reposição de adubo.
Depois deste fato os alunos começaram a demonstrar maior interesse pela disciplina em questão, eu passei a utilizar o método problematizador em outras disciplinas e a motivação aumentou, conseqüentemente a aprendizagem também.

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